Jair Rodrigues
Jair Rodrigues de Oliveira
* 6/2/1939 Igarapava, SP
Biografia
Cantor. Compositor.
Na infância, cantava música religiosa em igreja. Antes de ingressar na vida artística, trabalhou como engraxate, mecânico, servente de pedreiro e ajudante de alfaiate. Em 1958, participou pela primeira vez de um programa de calouros, em São Carlos (SP). Em seguida, mudou-se para a capital paulista, onde trabalhou na alfaiataria Primor. Seu filho Jairzinho também ingressou na vida artística, tendo participado, na década de 1980, do programa infantil da TV Globo “Balão mágico”, iniciando, mais tarde, uma bem-sucedida carreira como cantor, já na virada da década de 1990 para o ano 2000.
Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Álbum: Antologia Da Seresta
Ano/Gravadora: (1979) Philips 6349 416
Artista(s): Jair Rodrigues
Acervo: Quelinho
Editado por: Quelinho
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Bom
Fonogramas Lado A
A01. Boa Noite Amor – (José Maria de Abreu – Francisco Matoso)
JOSÉ MARIA DE ABREU – (1911 – 1966) – Pianista, viveu algum tempo fazendo demonstrações nas lojas de música, para os que queriam comprar “partes de piano”. Compositor, especializou-se nas valsas sentimentais. “Boa Noite, Amor” é uma das mais belas
FRANCISCO MATOSO – (1913 – 1941) – Pianista e compositor, viveu, artisticamente, a melhor fase da primeira metade do século: a década dos trinta. Deixou uma obra onde figuram, como exemplos principais. “Boa Noite, Amor” e “Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda
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A02. Popurri
- Três Lágrimas – (Ary Barroso) (Pedro de Sá Pereira / Ari Pavão) (Freire Júnior)
ARY BARROSO – (1903 – 1964) – No fundo, era um sentimental. Todo aquele temperamento explosivo revestia uma alma sensível e poética, cujo talento se refletia em marchinhas carnavalescas, sambas de exaltação, canções e valsas belíssimas. Em “Três Lágrimas”, um momento de intenso lirismo.
- Chuá, Chuá – (Pedro de Sá Pereira / Ari Pavão)
PEDRO SÁ PEREIRA – Ligado ao teatro de revista, numa época em que era nele que nasciam os grandes sucessos populares, sua canção “Chuá, Chuá atesta o valor de uma obra, Por causa desta canção, seu nome nunca há de ser esquecido.
ARY PAVÃO – Outro nome relacionado com o movimento teatral, principalmente com as revistas que fizeram a glória de artistas, músicos e autores e que foram a alegria de um público fiel. A letra de Chuá, Chuá é dele. Era jornalista e romancista
- Malandrinha – (Freire Júnior)
FREIRA JÚNIOR – (1881 – 1986) – Teatrólogo de renome, poeta e compositor, contribuiu para o teatro musicado com quase 120 peças, dentre as a revista “A Malandrinha”, levada à cena no Teatro S. José, em 1928 cuja canção título passou a ser um clássico da serenata brasileira
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A03. Lábios Que Beijei – (J. Cascata / Leonel Azevedo)
LEONEL AZEVEDO – (1908) – Sonhou se engenheiro, não pode. Foi para na Telefônica e lá ficou 35 anos. Menino, começou a fazer versos e a tocar violão. Cresceu, foi para o rádio, cantou e compôs. Tem nome maiúsculo na música brasileira por causa de “Lábios Que Beijei” e de muitos outros sucessos.
J. CASCATA – (1912 – 1961) – Chamava-se Álvaro Nunes. O apelido veio de tempos em que aprendia a falar e mal conseguia pronunciar a palavra “cascata”, encantado pela fonte de praça. O “J.” foi adotado quando se tornou compositor, cuja fama cresceu a partir de “Lábios Que Beijei”
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A04. Última Inspiração – (Peterpan)
PETERPAN – (1911) – José Fernandes de Paula, compositor e pianista, destacou-se na área do samba, da marcha, da toada, mas assinou também canções e valsas sentimentais, como “Última Inspiração”, indispensável nua boa seresta
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A05. A Voz do Violão – (Francisco Alves / Horácio Campos)
FRANCISCO ALVES – (1898 – 1952) – Cantar era seu legítimo destino. Compor foi uma conseqüência. Tanto o cantor quanto o compositor foram expressões de uma época histórica que nos deixou o eco de uma voz linda e de uma canção eterna: “A Voz Do Violão”.
HORÁCIO CAMPOS – (1892 – 1933) – Sua incursão no terreno da música pode ser avaliada, quase que exclusivamente, por ter escrito os versos de “A Voz Do Violão”, para uma peça de teatro da Companhia Jardel Jércolis. O bastante para o seu nome ficar na história
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A06. Gente Humilde - (Garoto / Vinicius de Moraes / Chico Buarque)
GAROTO – (1915 – 1955) – Anibal Augusto Sardinha ficou sendo conhecido pelo apelido porque, ainda garoto, tocava qualquer instrumento de corda. Não conheceu o sucesso de “Gente Humilde”, cujos versos só foram feitos depois que ele havia morrido
CHICO BUARQUE – (1942) – Um os mais amplos talentos da nova geração. Bom compositor, bom poeta. Tinha quase treze anos, quando Garoto morreu e já era adulto quando escreveu os versos de “Gente Humilde”, juntamente com Vinicius de Moraes.
VINICIUS DE MORAES – (1913) – Desde menino faz versos. Formou-se em Direito, seguiu a carreira diplomática, mas deixou tudo pela poesia e pela música popular. Destacou-se ao tempo da bossa-nova, criou, inovou, fez-se ídolo. Os versos de “Gente Humilde” são dele e do Chico Buarque
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Fonogramas Lado B
B01. Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda – (Lamartine Babo / Francisco Matoso)
LAMARTINE BABO – (1904 – 1963) – Fez humorismo, mas era um romântico. Dotado de grande fertilidade artística, era fácil para ele, fazer versos ou compor melodias de alto sentido popular… marchinhas de carnaval, sambas, marchas de rancho e valsas lindas, como “Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda”.
FRANCISCO MATOSSO – (1913 – 1941) – Pianista e compositor, viveu, artisticamente, a melhor fase da primeira metade do século: a década dos trintas. Deixou uma obra onde figuram, como exemplos principais, “Boa Noite, Amor”, e “Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda”.
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B02. Popurri
- A Última Estrofe – (Cândido das Neves “Índio”) (Capiba) (Joubert de Carvalho)
CÂNDIDO DAS NEVES – (1899 – 1934) – Também era chamado de “Índio”, Filho do famoso Eduardo das Neves, herdou a veia artística do pai e foi um dos grandes poetas da nossa música, ao nível da Catulo e Hermes Fontes. “A Última Estrofe” é um clássico da seresta.
- Maria Betânia – (Capiba)
CAPIBA – (1904) – Lourenço da Fonseca Barbosa é uma força viva da música pernambucana. Dedicando ao frevo e ao maracatu, compõe em vários gêneros e a canção que ele escreveu, em 1944, para a peça de Mário Sette. “Senhora de Engenho”, deu ensejo a que muita criança se batizasse com o nome de “Maria Bethânia”.
- Minha Casa – (Joubert de Carvalho)
JOUBERT DE CARVALHO – (1900 – 1977) – Fez questão de ser médico e exerceu a profissão. Mas nunca se afastou da música, que começou a compor com oito anos. Há quem diga que suas melodias são elegantes. É, talvez, uma forma de definir da beleza de canções como “Minha Casa”
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B03. Chão de Estrelas – (Silvio Caldas / Orestes Barbosa)
ORESTES BARBOSA – (1893 – 1966) – Foi o que se costuma chamar de “jornalista brilhante e combativo”, que começou na revisão do jornal de Rui Barbosa. Um nome eternamente ligado à música seresteira, por causa de um repertório que inclui entre outras. “Chão e Estrelas”
SILVIO CALDAS – (1908) – Aos cinco anos cantou em público pela primeira vez. Pode-se dizer que não parou mais da cantar. É uma legenda viva da nossa música, E de tudo compôs, bastaria “Chão de Estrelas” para consagrá-lo.
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B04. Patativa – (Vicente Celestino)
VICENTE CELESTINO – (1989 – 1968) – O imenso prestígio do cantor de voz possante e bala ganhou amplos horizontes a partir do momento que ele passou a ser, também, autor e ator teatral, artista de cinema e compositor. E no campo da composição. “Patativa” foi um sucesso definitivo.
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B05. Número Um – (Benedito Lacerda / Mário Lago)
MÁRIO LAGO – (1911) – Começou escrevendo para o teatro. Depois, fez letras para muita música. Radioator, novelista, ator de teatro e televisão, compositor, um talento múltiplo. Tem composições somente dele, mas é nas letras que está o seu forte, com imagens poéticas encantadoras. A valsa “Número Um, por exemplo.
BENEDITO LACERDA – (1903 – 1958) – Grande flautista! Criou o grupo “Gente do Morro” que se transformaria, mais tarde e com outro nome, no maior conjunto regional de seu tempo. Uma obra vastíssima de choros, sambas, marchas e música romântica, como a valsa “Número Um”.
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B06. Ave-Maria – (Erothides de Campos)
EROTHIDES DE CAMPOS – (1896 – 1945) – Professor de química, diretor da Escola Normal de Piracicaba, orientador da Cultura Artística de lá, sua grande vocação era a música. Flautista, compositor, deixou muitas melodias, mas nenhuma tem a fama de “Ave Maria”
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
Crédito: Quelinho









