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Djalma Dias – Destaque (1973) Resenha do Álbum O Baú de Long Playing nos traz um intérprete do qual pouca gente se lembra nos dias atuais: Djalma Dias. Se você procurar a biografia dele na internet, não vai encontrar lá muita coisa a seu respeito, apenas sobre um jogador de futebol de mesmo nome, que marcou época no Atlético Mineiro e surgiu nos anos 1960. Por coincidência, foi nessa mesma década que o Djalma cantor começou sua carreira artística. Atuou na vida noturna, cantando em boates, e participou de festivais de MPB, tendo sido lançado nas “Noites de bossa” do Teatro de Arena de São Paulo, produzidas pelos irmãos Sandino e Lafayette Hohagen. Tendo Moacir como nome verdadeiro, foi rebatizado pelo polêmico radialista e produtor musical Alfredo Borba (aquele das “Duas faces do disco, o lado A da verdade, o lado B da mentira”), ao qual foi apresentado pelo grande Jair Rodrigues, como Djalma Dias, para não haver confusão com o grande show-man Moacyr Franco. Gravou seu primeiro disco em 1965, pela Continental, um compacto simples que trazia as músicas “Sábado não dá” e “Ginga do matusquela”. Sua discografia, pouco ouvida nas blogosferas, inclui alguns compactos e apenas dois álbuns individuais, além de participações em inúmeros outros, como “Uma noite no Beco” e em especial nas trilhas sonoras de novelas da Rede Globo de Televisão, lançadas pela Som Livre. Entre seus sucessos mais conhecidos está “Capitão de indústria”, dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, incluída na primeira versão da novela global “Selva de pedra”. No carnaval destacou-se com “Marcha do Kung-Fu” (1975) e “Mexa-se” (1976). Fez também inúmeros trabalhos com Abelardo Figueiredo, empresário e diretor artístico, criador da boate paulistana O Beco, inclusive no exterior. E é justamente o primeiro álbum-solo de Djalma, “Destaque”, lançado pela Som Livre em 1973, que o Baú de Long Playing apresenta hoje para sua apreciação. Naquela ocasião, como já informamos anteriormente, o samba estava em plena escalada, e nada mais natural que o cantor e a gravadora investissem pesado no gênero. Para este trabalho, foram escalados compositores de quilate, como os irmãos Valle (“Menino levado”, incluído depois num compacto duplo de coletânea chamado “Sucessos contagiantes”), Adoniran Barbosa (“Tocar na banda”, já conhecida do público na interpretação anterior dos Demônios da Garoa), Antônio Adolfo (“O galo cantou”), a dupla Antônio Carlos e Jocafi (“As moças” e “Marina, Marina”), Johnny Alf (“Minha serenata”), e um Djavan ainda em princípio de carreira (“Desgruda”). Tudo isso aliado a excelentes interpretações de Djalma, que fazem a gente lamentar que atualmente ele seja tão pouco lembrado. Aliás, ele só faria mais um álbum-solo depois deste, em 1974, intitulado “Não faça drama… caia no samba!”. Só mesmo iniciativas como a do nosso Baú de Long Playing para relembrar nomes que caíram no esquecimento, como o de Djalma Dias. Todo resgate vale a pena, não é mesmo? Samuel M. Filho |
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| Álbum: Destaque Ano/Gravadora: (1973) Som Livre SSIG 1030 Artista(s): Djalma Dias Acervo: Genesystudio Editado por: Genesystudio Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Genesystudio
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