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Paul Mauriat – A Grande Orquestra de Paul Mauriat nº 6 (1968) Resenha do Álbum O Baú de Long Playing traz de volta um maestro e orquestrador que ainda hoje permanece na memória e no coração de tantos quantos apreciem a chamada “easy listening”. Trata-se do francês Paul Mauriat, nascido na cidade de Marselha em 4 de março de 1925. Filho de uma família de músicos teve seu pai como primeiro mestre. Iniciou os estudos de piano aos 4 anos e, aos dez, entrou para o Conservatório de Paris. Ao sair de lá, com 14 anos, Mauriat queria seguir carreira de concertista, mas seus planos iniciais mudaram a partir de seu encontro com o jazz, ritmo que, decididamente, influenciou o estilo que o consagraria a nível mundial. Aos 17 anos, formou sua própria orquestra, apresentando-se em cabarés e teatros na França e em outros países europeus. Nos anos 1950, tornou-se o arranjador predileto de inúmeros cantores franceses, principalmente Charles Aznavour. Gravou seu primeiro álbum em 1961, “Paris by night”, mas, só quatro anos mais tarde, é que iniciou-se a bem sucedida série “A Grande Orquestra de Paul Mauriat”. Até 1998, quando se aposentou, Mauriat gravou com sua orquestra mais de CEM LPs! Este é o sétimo álbum de carreira do maestro e o sexto da série com sua orquestra. Neste, como em outros, a tônica é a mesma, sucessos então atuais em suaves versões orquestradas, assinadas por compositores do quilate dos Beatles Lennon e McCartney (“Lady Madonna”, “Eleanor rigby”), Burt Bacharach (“This guy’s in love with you”), Paul Simon (“Mrs. Robinson”, da trilha do filme “A primeira noite de um homem”, de Mike Nichols) e Salvatore Adamo (autor e criador dos hits “F.. comme femme” e “C’est la vie”, aqui com “Le ruisseau de mon enfance”). Tem também um grande sucesso de então com o grupo Aphrodite’s Child, “Rain and tears” (o vocalista era o grego Demis Roussous, que depois partiu para carreira-solo), e uma composição do próprio Mauriat, “Ma maison et la rivière”, ou, em inglês, “The house and the river”. Na época, a Philips lançou o disco no Brasil em versões mono e estéreo, simbolizando a fase de transição de um sistema de reprodução para outro, sendo que os discos estereofônicos, a partir de 1971, mais ou menos, tomariam definitivamente o poder. Entre os hits mais conhecidos do maestro estão “Love is blue” (“L’amour est bleu”, originalmente gravado por André Popp), “El bimbo” e “Penélope”. O último show de Paul Mauriat com sua orquestra aconteceu em 1998, na cidade japonesa de Osaka, após o qual retirou-se da profissão de maestro, afastando-se definitivamente dos meios musicais nos últimos meses de 2006, quando já estava com 81 anos de idade, passando a residir em sua casa de verão na cidade de Perpinhã, onde morreu a 3 de novembro desse mesmo ano, após dois dias de internação hospitalar. Sua orquestra, porém, continua fazendo shows pelo mundo, inclusive indo à China duas vezes por ano. Após a aposentadoria de Mauriat, em 1999, o pianista da orquestra, Gilles Gambus, assumiu sua regência, mais tarde substituído por Jean – Jacques Justafre. Ouçam e sonhem… Samuel M. Filho |
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| Álbum: A Grande Orquestra de Paul Mauriat nº 6 Ano/Gravadora: (1968) PHILIPS STLP 999.004 Artista: Paul Mauriat Acervo: Vladmir Aditado por: Vladimir Formato: MP3 – kBit/s: 256 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing.
Crédito: Vladmir |
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