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Álbum: Festa Para Um Rei Negro
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing |
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Crédito: Anônimo Crédito: Capas e Selos: GENESYSTUDIO |
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Álbum: Festa Para Um Rei Negro
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing |
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Crédito: Anônimo Crédito: Capas e Selos: GENESYSTUDIO |
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Moraes Moreira – República da Música (1988) Resenha do Álbum E eis que chega ao Baú de Long Playing um cantor e compositor de talento notável e que, felizmente, continua em franca atividade. Estamos falando de Antônio Carlos Moreira Pires, mais conhecido como Moraes Moreira. Baiano de Ituaçu, cidade conhecida como “o portal da Chapada Diamantina”, começou tocando sanfona de oito baixos em eventos culturais de sua cidade natal, entre eles, claro, as festas juninas. Na adolescência, aprendeu violão, enquanto fazia curso de ciências em Caculé. Mudou-se mais tarde para Salvador, onde conheceu Tom Zé e entrou em contato com o rock and roll. Mais tarde, em 1969, ao conhecer Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão, formou um grupo que faria história em nossa música: os Novos Baianos. Moraes Moreira e Luiz Galvão compuseram todas as músicas do grupo, e Moraes nele ficou até 1975, quando se decidiu pela carreira-solo. Nessa condição, destacou-se como o primeiro cantor de Trio Elétrico, à frente do pioneiro Trio Dodô e Osmar, lançando hits carnavalescos como “Pombo-correio” e “Bloco do prazer”. Nos anos 1980, afastou-se um pouco do carnaval baiano, em virtude da comercialização do mesmo para a indústria do turismo. Este ‘República da música”, que o Baú de Long Playing ora oferece, é o décimo-segundo trabalho da vitoriosa carreira-solo de Moraes Moreira e conta inclusive com a participação de três de seus ex-companheiros dos Novos Baianos: Baby do Brasil, Pepeu Gomes e Paulinho Boca de Cantor. Isso na faixa “Ferro na boneca”, por sinal faixa-título do primeiro álbum desse grupo, lançado em 1970. Ele assina composições com Zeca Barreto, Rodrigo Campelo, Guilherme Maia, Fernando Moura, Fausto Nilo e Armandinho Macedo (do grupo A Cor do Som). A capa do disco faz referência (ou sátira) a um fato curioso acontecido meses antes de seu lançamento. Em fins de 1987, o navio “Solana Star”, procedente da Indonésia, com um carregamento de quinze mil latas de maconha (pesando 1,25 kg cada), foi interceptado pela guarda costeira no litoral brasileiro. Para evitar ser pega em flagrante, a tripulação jogou todas as latas de maconha no mar! Aí, as latas da “erva danada” se espalharam pelas praias do país, de Norte a Sul, levadas pelas marés, a polícia federal correu atrás, mas já era tarde: as latas fizeram a alegria de muitos jovens amalucados no verão de 1988 e por mais alguns meses. Muitas histórias já se contaram a respeito, a coisa até já virou lenda praiana, daí a capa do álbum, em que Moraes Moreira, de cartola e fraque, segura uma das tais latas. Mas olha: não há qualquer referência a “erva danada” nas faixas desse disco! Que, aliás, se encerra com um eterno carro-chefe de Moreira: a sempre apreciada “Preta pretinha”, lançada em 1972 pelos Novos Baianos (com ele fazendo o solo) no histórico álbum “Acabou chorare”, de 1972, e desde então muito solicitada nos shows do cantor-compositor baiano. Ele mesmo é quem diz: “Acho que vou ter de cantar ‘Preta, pretinha’ a vida inteira. “O público gosta muito, e eu também”. Um álbum “da lata”, como diria nosso colega Augusto, do Toque Musical. Divirta-se!
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| Álbum: República da Música Ano/Gravadora: (1988) DISCOS CBS 138300 Artista(s): Moraes Moreira Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Encartes, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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Álbum: Jair de Todos os Sambas
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Anônimo Crédito: Capas e Selos: GENESYSTUDIO |
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Roberto Ribeiro – Coisas da Vida (1979) Resenha do Álbum O Baú de Long Playing apresenta hoje este que foi o quinto álbum-solo de um dos maiores sambistas brasileiros, e que deixou muitas e muitas saudades. Estamos falando de Dermeval Miranda Maciel, que ganhou a imortalidade com o pseudônimo de Roberto Ribeiro (Campos dos Goytacazes, RJ, 1940-Rio de Janeiro, 1996). De voz timbrada e fraseado enxuto, construiu uma sólida e respeitável carreira de intérprete. Apaixonado por futebol e samba, trabalhava como entregador de leite, aos 9 anos de idade, e já freqüentava a Escola de Samba Amigos da Farra. Como jogador de futebol, atuou em equipes amadoras e se profissionalizou como goleiro do Goytacaz Futebol Clube, com o apelido de Peru. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1965, com o intuito de jogar em um clube de porte. Chegou a treinar no Fluminense. mas desistiu da bola e passou a se apresentar cantando no programa “A hora do trabalhador”, da Rádio Mauá. Sua performance chamou a atenção da compositora Liette de Souza, sua futura mulher, irmã do também compositor Jorge Lucas, que resolveu apresentá-lo aos sambistas daquela que seria a escola de coração de Roberto, a Império Serrano, da qual foi inclusive puxador de sambas-enredo. Sua carreira em disco iniciou-se em 1972, na Odeon, com três compactos em dupla com Elza Soares, e um LP que eles também fizeram juntos. Um ano depois, gravou um álbum com Simone, lançado só no exterior. E, finalmente, em 1975, o primeiro LP – solo, “Molejo”. Neste “Coisas da vida”, de 1979, destacou-se logo de saída a faixa de abertura, “Vazio”, mais conhecida por seu subtítulo e verso inicial, “Está faltando uma coisa em mim”, de autoria de Nélson Rufino. E Roberto desfila sua ótima interpretação em obras de outros compositores de quilate, como Monarco (“Triste desventura”), Gonzaguinha (a trocadilhesca “Pá-nela”), Romildo Bastos (“Partilha”), Noca da Portela (“Coração contrariado”), a parceria Silas de Oliveira-Mano Décio da Viola (“Amor aventureiro”), e também assina obras em parceria com David Correia (“Não sei”) e Toninho Nascimento (“Bate, coração”). O cunhado Jorge Lucas assina “Dengo só”, em parceria com César Veneno. E Ivor Lancelotti (autor de “Abandono”, hit de Eliana Pittman e mais tarde de Roberto Carlos) comparece com “Impetuosa”. Enfim, um dos trabalhos mais expressivos de Roberto Ribeiro. Ao todo foram 14 álbuns como solista, o último deles em 1988. Infelizmente, ele perdeu a visão de um olho em virtude de uma contaminação por fungo agravada pelo diabetes, e morreu de forma trágica, vítima de atropelamento no bairro carioca de Jacarepaguá, aos 55 anos. Em 2006, foi publicado o livro “Dez anos de saudade”, assinado pela viúva Liette de Souza Maciel, com a biografia de Roberto Ribeiro. Samuel M. Filho |
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| Álbum: Coisas da Vida (1979) EMI-Odeon 062 421173 Artista(s): Roberto Ribeiro Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Encartes, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Acervo: Carlão |
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Maria Creuza – Eu Sei Que Vou Te Amar (1972) Resenha do Álbum Hoje, o Baú de Long Playing nos traz a bela voz de uma de nossas maiores cantoras nas décadas de 1960/70: Maria Creuza Silva Lima. Baiana de Esplanada, onde nasceu em 1944, mudou-se com a família para Salvador aos dois anos de idade e, ao cursar o ginásio, passou a se interessar por música, nas aulas de canto orfeônico. Foi crooner do grupo Les Girls, o que lhe rendeu inúmeros convites para apresentações em rádio, também apresentando por quatro anos, na TV Itapoan, o programa “Encontro com Maria Creuza”. Em disco, começou cantando em inglês, contratada por uma gravadora local. Em 1965, conheceu o cantor e compositor Antônio Carlos Pinto (da futura dupla com Jocafi), que seria seu esposo três anos mais tarde. Em 1967, gravou seu primeiro LP, “Apolo 11″. Participou de festivais nas TVs Excelsior e Record e, em 1970, conheceu o poetinha Vinícius de Moraes, participando, a convite dele, de um show na cidade uruguaia de Punta Del Este, do qual também fez parte Dori Caymmi, um dos filhos de Dorival. Apresentou-se em vários países, principalmente da Europa e América Latina. Entre seus maiores sucessos estão: “Mas que doidice”, “Feijãozinho com torresmo”, “Chega pra lá”, “Desmazelo”, “Diacho de dor”, “Tempo de voar”, “Patota de Ipanema”, “Meia-noite” (de Caetano Veloso) e “Tortura de amor (de Waldick Soriano, regravação de antigo sucesso dele nos anos 1960). O presente álbum, de 1972, traz como um de seus principais destaques justamente a faixa-título, “Eu sei que vou te amar”, originalmente lançada em 1959 por Lenita Bruno no álbum “Por toda a minha vida”, e aqui abrilhantada pelo próprio Vinícius, recitando seu belíssimo “Soneto de fidelidade”, que escreveu em Estoril, Portugal, em 1939, como apoio do violão de Toquinho e grupo rítmico. A faixa de abertura é “Catendê”, do marido Antônio Carlos com os parceiros Jocafi e Ildásio Tavares, foi defendida pela cantora no quinto e último festival de MPB da TV Record, em 1969, época em que a emissora estava em grave crise, abalada por incêndios sucessivos e pela ascensão irrefreável da Rede Globo. Este trabalho inclui ainda obras de compositores do quilate de Caetano Veloso (“Irene”), Tom Jobim (com admiráveis parcerias com Vinícius e Dolores Duran, desta última resultando a belíssima “Estrada do sol”), Jorge Ben (“Que maravilha”, parceria com Toquinho, que ambos gravaram em dupla com sucesso), Carlinhos Lyra (“parceirinho cem por cento”, como dizia o próprio Vinícius, em “Minha namorada”), Baden Powell (com outra bela letra do Poetinha, “Samba em prelúdio”) e tem espaço até para o eterno Caymmi com “Saudade da Bahia” (“pobre de quem acredita na glória e no dinheiro para ser feliz”), um desabafo do nordestino que deixa a família e a terra natal para tentar a sorte no Centro-Sul do Brasil e se frustra. Da fértil parceria Jobim-Vinícius entraram, além da faixa-título, “Chega de saudade” (o pontapé inicial da bossa nova), “Se todos fossem iguais a você” (composta para a peça “Orfeu da Conceição”) e “A felicidade” (por sinal incluída no filme “Orfeu negro”, exibido nos cinemas como “Orfeu do “Carnaval”, produção franco-italiana rodada no Brasil em cores e falada em português, vencedora do Oscar de filme estrangeiro). enfim, um repertório de qualidade abrilhantado por belas interpretações de Maria Creuza, que, mesmo esquecida pela mídia, como a maioria dos cantores de seu tempo, continua alternando apresentações no Brasil e na Europa. Confiram! Samuel M. Filho |
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| Álbum: Eu Sei Que Vou Te Amar Ano/Gravadora: (1972) RGE 303.0011 Outras Edições: (1972) RGE USLP 5355 Artista(s): Maria Creuza • Participação Especial de TOQUINHO E VINICIUS Acervo: Joaquim Rangel Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Encartes, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Joaquim Rangel |
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Robertinho e Regional – Chorinhos e Autores Famosos (1982) Resenha do Álbum O Baú de Long Playing apresenta hoje um dos mais famosos acordeonistas que o Brasil já teve: José Carlos Ferrarezi, o Robertinho do Acordeom (Lucélia, SP, 1939-São Paulo, 2006). Para quem não se lembra, era aquele que acompanhava Inezita Barroso no programa “Viola, minha viola”, da TV Cultura de São Paulo, exibido por emissoras educativas de todo o país. Robertinho acompanhou também muitos dos principais nomes do sertanejo de raiz: Tonico e Tinoco, Pedro Bento e Zé da Estrada, Tião Carreiro e Pardinho, etc. Aliás, foi com Tião Carreiro que Robertinho, aos 11 anos de idade, integrou o trio Palmeirinha, Lenço Verde e Zezinho, sendo que o Palmeirinha era Tião Carreiro. Para matar as saudades do grande acordeonista, o Baú de Long Playing apresenta um dos mais de 20 álbuns por ele gravados durante sua carreira. Trata-se de um LP lançado pela gravadora carioca CID, selo Itamaraty, no qual ele recorda inúmeros chorinhos famosos, compostos por autores de primeira grandeza. Creio que não exista ninguém que jamais tenha ouvido estes clássicos, caso de “Bem-te-vi atrevido” (de Lina Pesce, por sinal lançada em disco por outro acordeonista, George Brass), “Brasileirinho” (do inesquecível cavaquinista Waldir Azevedo), “Brejeiro” (de Nazareth, que inclusive recebeu de Catulo da Paixão Cearense com o título de “Um sertanejo enamorado”), “Odeon” (também de Nazareth, que o autor dedicou na edição ao Sr. Zambelli, gerente do cinema carioca de mesmo nome onde ele se apresentava ao piano, na sala de espera), “Tico-tico no fubá” (atire a primeira pedra quem não conhece esta jóia clássica de Zequinha de Abreu!), “Flor amorosa” (originalmente uma polka, assim mesmo, com k, gravada por inúmeros intérpretes na versão com letra de Catulo), o eterno “Carinhoso” (de Pixinguinha, originalmente instrumental, sendo que a letra de Braguinha só veio bem mais tarde…). Não faltam também sambas conhecidos: “Da cor do pecado” (que muitos pensa m injustamente ser a única composição do carioca Bororó) e “Barracão” (lançado por Heleninha Costa no carnaval de 1953 e tirado do esquecimento por Elizeth Cardoso tempos depois). “O boêmio”, de Anacleto de Medeiros com letra posterior de Catulo, tocou até na primeira versão da novela global “Pecado capital”, de 1976, na interpretação do conjunto Época de Ouro. Ernesto Nazareth assina também neste disco “O matuto”, outra de suas conhecidas obras. Se tem sanfona no choro e no samba, o negócio é aproveitar, e muito bem, mais este precioso item da CID, então uma especialista em álbuns de preço econômico. E que, felizmente, ainda está na ativa! Samuel M. Filho |
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| Álbum: Chorinhos e Autores Famosos Ano/Gravadora: (1982) ITAMARATY LPITAM2083 Artista(s): Robertinho e Regional Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Encartes, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito:Carlão |
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Livreto Completo do Box 3 LP’S Lançado em 1975 pela Polydor Ano/Gravadora: (1975) Polydor 2488 234 – 2488 235 – 2488 236 Artista(s): Os Caretas Acervo: Carlão |
| Downloads:
4shared ………. ou ………. Filefatory |
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Álbum: Cem Anos de Samba – Vol. 03/03 |
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| Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Encartes, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing | |||||
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| Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Encartes, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing | |||||
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Álbum: Cem Anos de Samba – Vol. 01/03
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| Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Encartes, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing | |||||
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POSTAGEM ESPECIAL Álbum: For You Crédito: Euclydes |
| Fonogramas Lado A A01. On the Sunny Side of the Street A02. Then I’ll Be Happy A03. Star Dust A04. Without a Song A05. Yes Indeed A06. Opus One Fonogramas Lado B |
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Downloads: 4shared …….. ou …….. Filefactory |
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Diversos – Carnaval 69 – Vol. II (1968) Resenha do Álbum Carnaval chegando, é hora de a gente ouvir um dos aqueles álbuns anuais que as gravadoras costumavam lançar com músicas para os chamados “festejos momescos”. Este aqui é da Odeon, futura EMI Music, lançado quando se estava vivendo a ressaca do famoso “ano que não terminou”, 1968, marcado por conflitos estudantis no Brasil e no mundo, e pelo draconiano Ato Institucional número 5 (AI-5), com cassações de políticos a granel. Para cantar as músicas destinadas à folia de 1969, a “marca do templo” colocou o cast quase inteiro (como as demais, aliás, faziam) à disposição. Aqui, vários intérpretes bastante conhecidos: Orlando Dias (“Penumbra” e “Você deixa”), Leila Silva (“A noite é mulher”), Risadinha (“Marcha do costureiro”), por sinal detentor de inúmeros hits carnavalescos, como “O doutor não gosta”, “Cacareco é o maior” e “Se eu errei”, Heleninha Costa (“Coração apaixonado”), para quem não sabe, a criadora do clássico samba “Barracão”, regravado depois por Elizeth Cardoso, Miltinho (“Fantasia de rosas”), Alcides Gerardi (“Tá na cara”), Francisco Egydio (“Garota moderna”) e a grande Dalva de Oliveira com uma marcha-rancho bem ao estilo saudosista que caracteriza o gênero: “Meus primeiros carnavais”, assinada pelo também produtor musical Romeu Nunes em parceria com Sílvio Silva, o “cantor assobiador”. Tem também Rossini Pinto, fértil compositor e versionista dos tempos da Jovem Guarda (autor de “Alguém na multidão” e “Parei… olhei”, entre outras), aqui comparecendo com “Era um broto”, e outros intérpretes esquecidos com o passar do tempo: Roberto Audi (“Você gosta mesmo?”), Hélio Chaves (“Vê se me esquece”), Luís de Carvalho (“Quando um homem ama uma mulher”) e Ivete Garcia “Abre a janela”). Algumas faixas são assinadas por compositores de renome: Vítor Simon (autor de “Bom dia, café” e “O vagabundo”), Newton Teixeira (responsável por clássicos como “Deusa da minha rua”, “Malmequer” e “Você não tem palavra”), Brasinha (que fez “A lua é dos namorados”, “Marcha do Kung-Fu” e “Mexa-se”) e João Roberto Kelly (que muito contribuiu para o repertório carnavalesco, através de hits como “Rancho da Praça Onze”, “Cabeleira do Zezé”, “Bloco do sujo” e “Mulato iê-iê-iê”). Todos eles e outros menos conhecidos assinam as faixas deste álbum carnavalesco, surgido numa época em que o gênero estava em franco declínio (nessa época os hits do passado, os sambas-enredo e até mesmo músicas de meio-de-ano já predominavam nos salões e nas ruas). Mas agora poderemos ouvir estas músicas com a atenção que possivelmente não tiveram na ocasião, várias delas com qualidades. Ó abre alas que o Baú de Long Playing quer passar! (Bom carnaval pra todos! SAMUEL) Samuel M. Filho |
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| Álbum: Carnaval 69 – Vol. II Ano/Gravadora: (1968) Odeon MOFB 3562 Artista(s): Diversos Acervo: Aderaldo Editado por: Aderaldo Formato: MP3 – kBit/s: 256 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa:Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Aderaldo |
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Noite Ilustrada – Revivendo Mestre Ataulfo Alves (1978) Resenha do Álbum O dia 20 de abril de 1969 foi um dos mais tristes da história da música popular brasileira. Nessa data, aos 59 anos, partia de nosso convívio Ataulfo Alves de Souza, o poeta de Miraí, em virtude do agravamento de uma úlcera no duodeno que o incomodava há vinte anos, após uma cirurgia que, por temor, vivia adiando. Nesse mesmo ano, a Continental, rapidíssima no gatilho, lançou o álbum que o Baú de Long Playing agora lhe oferece, com músicas do mestre recém-desaparecido na interpretação de um dos maiores cantores que nossa música já teve, o grande Noite Ilustrada (Pirapetinga, MG, 1928-Atibaia, SP, 2003). Seu nome verdadeiro era Mário Souza Marques Filho, e seu nome artístico foi-lhe dado pelo comediante Zé Trindade (aquele dos bordões “Mulheres, cheguei!” e “Meu negócio é mulher”), que comandava a revista musical “Noite Ilustrada” na cidade mineira de Além Paraíba, onde o cantor iniciou sua carreira (diz-se também que ele gostava muito de fazer as palavras cruzadas da revista “A Noite Ilustrada”). Depois, Noite Ilustrada foi para o Rio de Janeiro, ingressando na Portela, a escola de samba da águia. Em 1955, foi para São Paulo se apresentar com a escola, aí se fixando. Três anos depois, contratado pela Organização Vítor Costa (Rádios Nacional e Excelsior, e TV Paulista, mais tarde vendidas à Globo), gravou seu primeiro disco 78, na Mocambo, interpretando os sambas “Cara de boboca” e “Castiguei”. Consagrou-se definitivamente em 1962, com o samba “Volta por cima”, de Paulo Vanzolini. Aqui, Noite Ilustrada põe sua excelente interpretação a serviço da obra imortal de Ataulfo Alves, desfilando com muita propriedade e talento clássicos perenes de nosso cancioneiro, feitos por Ataulfo com ou sem parceiros. Quem nunca ouviu “Meus tempos de criança” (“Que saudade da professorinha”…), “Boêmio” (co-assinada por Wilson Falcão com o pseudônimo de J. Pereira, pois ele não queria que a família soubesse que era compositor), “Vida de minha vida”, “Pois é”, “Leva meu samba” (estréia de Ataulfo como cantor, em 1941), “Infidelidade”, “Fim de comédia” (gravada por Dalva de Oliveira em Londres e parte da “polêmica musical” com o ex-marido da cantora, Herivelto Martins), “Laranja madura” e outras jóias aqui incluídas? A última faixa, “Banco de réu”, é a única que não leva a assinatura do mestre de Miraí, que a gravou apenas como intérprete (sim, Ataulfo também gravou outros autores) em 1949. Diversão pra lá de garantida… E como Samuel M. Filho |
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| Álbum: Revivendo Mestre Ataulfo Alves Ano/Gravadora: (1978) POPULAR 126.411.181 Outras Edições: (1969) Continental PPL 12408 – Phonodisc 0.30.404.138 (1978) Artista(s): Noite Ilustrada Dados adicionais: Acompanhamento: Carlinhos Mafasolli e Regional Referência / Tributo: Ataulfo Alves Acervo: Joaquim Rangel Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Joaquim Rangel |
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