
Canhotinho
Roberto Barbosa, conhecido como Canhotinho do cavaquinho, (Espírito Santo do Pinhal, 14 de setembro de 1938) é um músico, compositor e instrumentista brasileiro.
Foi considerado pelo próprio Waldir Azevedo, “Mestre do Cavaquinho”, como seu sucessor.
Canhotinho é um dos integrantes do grupo vocal-instrumental mais antigo e atuante do Brasil, o Demônios da Garoa.
Entrou no conjunto em 1962 e é considerado o melhor cavaquinho do Brasil. Fez parte também do regional de choro de Carlos Poyares. Em ambos os conjuntos esteve presente também Ventura Ramirez no violão de 7 cordas.
Fonte de pesquisa: Wikipédia
Ver também: Demonios da Garoa
Ver também: Choro
Ver também: Samba Choro
Texto Contra-capa
“Faltavam poucos mais de duas semanas para que Waldir Azevedo iniciasse a gravação de seu novo LP quando uma indisposição obrigou-o a deixar sua residência em Brasília e antecipar sua vinda a São Paulo, para internação hospitalar, de onde, lamentavelmente, só sairia para as cerimônias fúnebres, na mesma cidade de Brasília onde residia há alguns anos. Essa proximidade com a data de sua nova gravação deixou no ar toda uma preparação, já que Waldir era tão minucioso no seu trabalho, quanto brilhante. Assim é que dias antes de sua última viagem a São Paulo, ele gravou em casa, uma fita com algumas instruções, enviando-a para mim, com algumas instruções para o maestro Messias, e para a própria produção, já que ele pretendia, neste seu novo disco, incluir alguns detalhes que até então não havia usado, tais duas faixas com letras, utilização de algumas cordas em determinadas músicas. etc. Assim, seis das músicas mereciam cuidados especiais de Waldir, enquanto as outras seis que completariam o disco, obedeceriam ao esquema de cavaco/regional.
Infelizmente, Waldir não poude ver seu trabalho realizado. Seu cavaquinho maravilhoso calou-se dias antes da data marcada para início do trabalho. Este disco, a reconstituição daquilo tudo que Waldir pretendia para o seu novo LP, é uma homenagem que Som Brasil/RGE presta a um dos gênios da nossa arte popular. O intérprete convocado para a realização deste disco, foi, na verdade, escolhido pelo próprio Waldir, já que algumas vezes, perante testemunhas, ele afirmara que Canhotinho era um seu legitimo sucessor, e um dos poucos músicos do gênero que tinha muito do seu estilo e técnica. E para coroar tais afirmativas, numa das vezes presenteou Canhotinho com um dos seus intrumentos. E o som deste mesmo intrumento que pertenceu a Waldir Azevedo que você coube neste LP. A gravação das falas de Waldir Azevedo incluídas neste disco, foi realizada em gravador cassete doméstico, e sem maiores cuidados técnicos, já que não se destinava a um aproveitamento em disco, Por isso, em alguns momentos, sua qualidade é inferior. A Intenção dessa utilização foi preservar, em disco, a voz de uma das mais importantes figuras da história da música popular brasileira de todos os tempos.”
Waldir Santos
Álbum: Luz e Sombra – O LP Que Waldir Azevedo Não Gravou
Ano/Gravadora: (1983) SOM BRASIL – RGE 308.6031
Artista(s): Canhotinho
Artista(s) Relacinados Contracapa
Acervo: Quelinho
Restauração: Quelinho
Formato: mp3
Bitrate: 320 Kbps
Áudio: Ótimo
- Waldir Azevedo havia preparado o repertório deste disco quando veio a falecer dias antes de gravá-lo. Com base nas instruções deixadas em fita cassete para a gravação do mesmo, foi convidado então CANHOTINHO, seu discípulo, eleito por ele mesmo, para fazê-lo.
Fonogramas Lado A
A01. Luz e Sombra – (Waldir Azevedo)
A02. Fala de Waldir Azevedo Sobre a Música – Eterna Melodia
A03. Eterna Melodia – (Waldir Azevedo / Hamilton Costa)
A04. Cordas Que Choram – (Pedro Santos)
A05. Fala de Waldir Azevedo Sobre a Música – Rato Rato
A06. Rato Rato – (Casemiro Rocha / C. Costa)
A07. Sem Despedida – (Waldir Azevedo)
A08. Fala de Waldir Azevedo Sobre a Música – Chuva
A09. Chuva – (Waldir Azevedo)
Fonogramas Lado B
B01. Fala de Waldir Azevedo Sobre as Músicas – Luar do Sertão e Tristeza do Jeca
B02. Luar do Sertão – Tristeza do Jeca – (Catulo da Paixão Cearense) (Angelino de Oliveira)
B03. Tortura – (Waldir Azevedo / Linda Barbosa)
B04. Fala de Waldir Azevedo Sobre a Música – De Coração a Coração
B05. De Coração a Coração – (Klécius Caldas / Hamilton Costa)
B06. Baião 2000 – (Canhotinho)
B07. Fala de Waldir Azevedo Sobre a Música – Tuba do Vovô
B08. Tuba do Vovô – (Waldir Azevedo)
B09. Apertando Eu Chego Lá – (Waldir Azevedo)
B10. Fala Final de Waldir Azevedo
Ficha Técnica
Produção Executiva: ROLANDO BOLDRIN & JOSÉ AMANCIO – Direção de Produção: LURDINHA PEREIRA – Coordenação de Produção: WALDIR SANTOS – Capa: ELIFAS ANDREATO – Foto de Capa: Ivson Luiz – Foto de contra-capa: ALEXANDRE SARDÁ – Arte Final: ALEXANDRE HUZAK – Arranjos: MESSIAS ST. JT.
Intérprete(s)
Cavaco-Solo: CANHOTINHO (Roberto Barbosa) – Violão: MESSIAS ST. JR. – Violão 7: VENTURA RAMIREZ – Cavaco-Centro: MESSIAS ST. JR. e CANHOTINHO – Baixo: GABRIEL BAHLIS – Surdo: SILVIO MODESTO – Bateria: WILLIAM CARAM – Percurssão: THÉO DA CUICA – Pandeiro: ANTONIO DEJAIR – Acordeon OSVALDINHO (“Forró 2000″ e “Luar do Sertão “/”Tristeza do Jeca”) – Tuba: RINGO (“Tuba do Vovô” e “Rato Rato”) – Coro: RINGO, CHRISTIAN, NILZA, VERA e HAIDEE) – Cordas: ELIAS, FINELLI, LOREANO, JORGE GISBERTI, JORGE SALIM, GERMAN, MICHEL, ALWIN e PAULINHO) – Arranjo de Cordas: WALDIR AZEVEDO (“De Coração a coração” e “Eterna Melodia”) e MESSIAS ST. JR. (“Luar do Sertão” e Tristeza do Jeca”) .
Gravação:
ESTUDIO SIGLA – SP (JOÃO MARIA, ANTÔNIO CARLOS E BETO SILVIA – Mixagem: ESTUDIO INTERSOM – SP (RENALDO MAZIERO E WALDIR SANTOS)
Gravado em DEZEMBRO 82 / JANEIRO DE 83
Fonte de pesquisa: Instítuto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contra-capa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
Rapidshare
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Crédito: Quelinho