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Vários – An Adventure In Stereo (1968) Resenha do Álbum A estereofonia é um sistema de reprodução de áudio que usa dois canais de som distintos, o direito e o esquerdo, sintonizados no tempo. É diferente do sistema mono, em que é utilizado apenas um canal. A palavra “estéreo”, por sua vez, deriva do grego “stéreos”, literalmente significando sólido, tridimensional. O primeiro sistema de som estereofônico foi apresentado em Paris, em 1881, por Clément Adler, transmitindo uma ópera por meio do teatrófono, um tipo de telefone que produzia uma sensação de som espacial para quem estivesse ouvindo. O sistema estereofônico foi lançado comercialmente em 1957, ano em que também surgiram os primeiros LPs gravados em estéreo. Aqui no Brasil, o som estéreo demorou a pegar, e durante muito tempo as gravadoras aqui instaladas lançaram discos principalmente em mono (até os álbuns dos Beatles, lançados em mono e estéreo na Inglaterra e nos EUA, saíram no Brasil apenas em mono quando o grupo estava no auge). No final da década de 1960, vários LPs foram lançados no Brasil em versões mono e estéreo, simbolizando uma fase de transição de um sistema a outro. Por volta de 1971, o som estéreo já havia tomado definitivamente o poder no Brasil, mas os discos gravados nesse sistema eram compatíveis com as vitrolas monaurais que muita gente ainda tinha, tanto que nas capas havia a indicação “também pode ser tocado em equipamento mono”, ou ainda “estéreo compatível mono”. Houve também o som quadrafônico, que não durou muito. O Baú de Long Playing apresenta hoje um dos muitos álbuns lançados com o intuito de demonstrar o som estereofônico para os iniciados na matéria. Saiu em 1968 pela RCA e se intitula “An adventure in stereo”, ou seja, “Uma aventura em estéreo”. São músicas de várias épocas, em versões orquestradas, visando mostrar a sensação de profundidade e realidade proporcionada pelo som estereofônico. Com arranjos de Dick Schory, Esquivel, Ray Martin e Marty Gold, além do grupo The Three Suns, podem-se ouvir em estéreo clássicos como “Colonel Bogey” (marcha do filme “A ponte do Rio Kwai”, de 1957, que era assobiada pelos soldados na película), “Sous le ciel de Paris”, “Andalucia”, “Dominó”, “Heat wave”, “Caravan”, “La raspa”, “Seventy-six trombones” (música para banda do filme “O vendedor de ilusões”, de 1962)… Enfim, tudo com o intuito de mostrar as vantagens do sistema estéreo sobre o mono. E ainda viriam outras “aventuras” estereofônicas nos anos seguintes, sinal de que o público gostou. O curioso é que, atualmente, o estéreo vem sendo substituído em cinemas e algumas gravações musicais pelo áudio multicanal (5.1/7.1), cujos formatos mais populares são o DTS e o Doilby. Mas fique descansado, meu caro ouvinte, pois aparelhos de som de alta fidelidade ainda usam a estereofonia como sistema de som padrão. Portanto, este disco é perfeitamente compatível com seu atual equipamento de reprodução sonora. Pode ouvir tranqüilo! Samuel M. Filho |
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| Álbum: An Adventure In Stereo Ano/Gravadora: (1968) RCA VICTOR LSA – 1 Intérprete(s): Vários Acervo: Vladmir Editado por: Vladmir Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de Pesquisa: Capa, Contra Capa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
Crédito: Vladmir
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