Vários

Vários – An Adventure In Stereo (1968)

16/05/2012
Por

Vários – An Adventure In Stereo (1968)

Resenha do Álbum

A estereofonia é um sistema de reprodução de áudio que usa dois canais de som distintos, o direito e o esquerdo, sintonizados no tempo. É diferente do sistema mono, em que é utilizado apenas um canal. A palavra “estéreo”, por sua vez, deriva do grego “stéreos”, literalmente significando sólido, tridimensional. O primeiro sistema de som estereofônico foi apresentado em Paris, em 1881, por Clément Adler, transmitindo uma ópera por meio do teatrófono, um tipo de telefone que produzia uma sensação de som espacial para quem estivesse ouvindo. O sistema estereofônico foi lançado comercialmente em 1957, ano em que também surgiram os primeiros LPs gravados em estéreo. Aqui no Brasil, o som estéreo demorou a pegar, e durante muito tempo as gravadoras aqui instaladas lançaram discos principalmente em mono (até os álbuns dos Beatles, lançados em mono e estéreo na Inglaterra e nos EUA, saíram no Brasil apenas em mono quando o grupo estava no auge). No final da década de 1960, vários LPs foram lançados no Brasil em versões mono e estéreo, simbolizando uma fase de transição de um sistema a outro. Por volta de 1971, o som estéreo já havia tomado definitivamente o poder no Brasil, mas os discos gravados nesse sistema eram compatíveis com as vitrolas monaurais que muita gente ainda tinha, tanto que nas capas havia a indicação “também pode ser tocado em equipamento mono”, ou ainda “estéreo compatível mono”. Houve também o som quadrafônico, que não durou muito. O Baú de Long Playing apresenta hoje um dos muitos álbuns lançados com o intuito de demonstrar o som estereofônico para os iniciados na matéria. Saiu em 1968 pela RCA e se intitula “An adventure in stereo”, ou seja, “Uma aventura em estéreo”. São músicas de várias épocas, em versões orquestradas, visando mostrar a sensação de profundidade e realidade proporcionada pelo som estereofônico. Com arranjos de Dick Schory, Esquivel, Ray Martin e Marty Gold, além do grupo The Three Suns, podem-se ouvir em estéreo clássicos como “Colonel Bogey” (marcha do filme “A ponte do Rio Kwai”, de 1957, que era assobiada pelos soldados na película), “Sous le ciel de Paris”, “Andalucia”, “Dominó”, “Heat wave”, “Caravan”, “La raspa”, “Seventy-six trombones” (música para banda do filme “O vendedor de ilusões”, de 1962)… Enfim, tudo com o intuito de mostrar as vantagens do sistema estéreo sobre o mono. E ainda viriam outras “aventuras” estereofônicas nos anos seguintes, sinal de que o público gostou. O curioso é que, atualmente, o estéreo vem sendo substituído em cinemas e algumas gravações musicais pelo áudio multicanal (5.1/7.1), cujos formatos mais populares são o DTS e o Doilby. Mas fique descansado, meu caro ouvinte, pois aparelhos de som de alta fidelidade ainda usam a estereofonia como sistema de som padrão. Portanto, este disco é perfeitamente compatível com seu atual equipamento de reprodução sonora. Pode ouvir tranqüilo!

Samuel M. Filho

 Álbum: An Adventure In Stereo
Ano/Gravadora: (1968) RCA VICTOR LSA – 1
Intérprete(s): Vários
Acervo: Vladmir
Editado por: Vladmir
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de Pesquisa: Capa, Contra Capa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Vladmir

 

Fonogramas Lado A
A01. Hernando’s Hideaway – (R. Adler – J. Ross) – Intérprete(s): Dick Schory e s/ Conj. de Percussão e Metais
A02. The Breeze And I (Andalucia) – (E. Lecuona – Al Stillman) – Intérprete(s): Ray Martin e Sua Orquestra
A03. Dominó – (L. Ferrari – O Raye) – Intérprete(s: Ray Martin e Sua Orquestra
A04. Heat Wave – (Irving Berlin) – Intérprete(s): Dick Schory e s/ Conj. de Percussão e Metais
A05. Caravan – (D. Ellington – J. Tizol – I. Mills) – Intérprete(s): The Three Suns
A06. La Raspa – (Arr. J. Esquivel) – Intérprete(s): Esquivel e Sua Orquestra
Fonogramas Lado B
B01. Colonel Bogey – (K. Alford) – Marty Gold e Sua Orquestra
B02. Brass Jockeys – (D. Schory – W. Charkovsky) – Intérprete(s): Dick Schory e s/ Conj. de Percussão e Metais
B03. Seventy Six-Trombones – (M. Willson) – Intérprete(s): Dick Schory e s/ Conj. de Percussão e Metais
B04. Jungle Drums (canto Katabali) – (E. Lecuona) – Intérprete(s): Esquivel e Sua Orquestra
B05. Stompin’ At The Savigy – Jonhson Rag – (C. Webb – B. Goodman – A. Razaf – M. Sampson) (Kleinkauf – G. Hall – J. Lawrence) – Intérprete(s): Manny Albam e Sua Orquestra
B06. Sous Le Ciel De Paris – (H Giroud – A. J. Brun) – Intérprete(s): Bernie Grenn
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Vários – Homenagem Às Mães (1982)

13/05/2012
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Álbum: Homenagem Às Mães
Ano/Gravadora:  (1982) Copacabana CD – 4059
Intérprete(s): Vários
Acervo: Luis Cesar
Editado por: Luis Cesar
Forrmato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

Fonogramas Lado A
A01. Mamãe – (Herivelto Martins – David Nasser) – Intérprete(s): Angela Maria e João Dias – (Irmãos Vitalle)
A02. Homehagem Às Mães – (Paulo Roberto) – Intérprete(s): Paulo Roberto / Fundo Musical: Vicente Paiva)

Fonogramas Lado B
B01. O Amor Mais Puro – (Palmeira) – Intérprete(s): Coro Popular Samuel Rosemberg / Declamação de Colid Filho – (Fermata)
B02. Minha Prece -  (Gomes Cardim) – Intérprete: Sonia Maria Dorce – (Irmãos Vitale)

 

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Luis Cesar

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Vários – O Mundo Colorido da RCA (1970)

12/05/2012
Por

Vários – O Mundo Colorido da RCA (1970)

Resenha do Álbum

O Baú de Long Playing traz uma coletânea lançada em 1970 com os maiores sucessos de então interpretados pelo cast da RCA Victor. Pra quem não lembra, era uma gravadora que tinha como símbolo um cachorrinho chamado Nipper (que existiu de verdade), ao lado de um gramofone. Ela começou a operar entre nós em 1929, com o nome de Victor Talking Machine Company of Brazil. Nesse mesmo ano, a RCA (Radio Corporation of America), uma cadeia de emissoras de rádio dos EUA, comprou a Victor, nascendo daí o nome RCA Victor, pelo qual a empresa seria conhecida por vários anos. A RCA também se notabilizou como um autêntico gigante mundial da eletrônica, produzindo rádios, aparelhos de televisão e seus componentes (válvulas, tubos de imagem, etc.), e para milhões de americanos, o nome RCA designava produtos da mais alta qualidade. Quando a empresa foi comprada pela General Electric, em 1985, esta não se interessou em continuar no negócio de discos, e vendeu a gravadora para o conglomerado alemão Bertelsmann, passando a se denominar BMG (Bertelsmann Music Group), mantendo RCA como uma de suas marcas. Em 2004, a fim de enfrentar a crise mundial do mercado fonográfico, a BMG fez uma “joint-venture” com a Sony Music (antiga CBS), nascendo assim a Sony-BMG. Logo em seguida, a Bertelsmann decidiu vender sua editora de partituras para a Universal Music, e repassou sua metade na gravadora para a Sony. Com isso, em 2008, a gravadora voltou a ser apenas e tão-somente Sony Music, sendo ela a atual detentora do acervo da antiga RCA/BMG. E uma interessante parcela desse vasto legado nos é oferecida através da coletânea que o Baú de Long Playing agora oferece (curiosamente, o cachorrinho e o gramofone que simbolizavam a gravadora nem aparecem no selo, uma vez que estavam temporariamente aposentados, voltando depois com força total). Abrindo o disco, o grande Nilton César, interpretando “Espere um pouco, um pouquinho mais”. Em seguida, vem “Comunicação”, que sua intérprete, Vanusa, defendeu no quinto e último festival de MPB da TV Record, em 1969, uma divertida sátira ao mundo da publicidade e da sociedade de consumo, que mereceu mais tarde regravações por Elis Regina e Dóris Monteiro. Um dos expoentes da canção italiana, Domenico Modugno (1928-1994), autor de clássicos como “Nel blu dipinto di blu (Volare)” e “Dio, come ti amo”, aqui comparece com “La lontananza”. Nélson Gonçalves (1919-1998), um dos maiores astros da RCA, por sinal sua única gravadora em mais de 50 anos de carreira, comparece com sua interpretação do clássico bossanovista “Insensatez”, de Tom Jobim e do Poetinha Vinícius. O americano Harry Nilsson (1941-1994), criador de hits como “Everybody’s talking” e “Without you”, vem aqui com uma composição de sua autoria, “Down to the valley”. Em seguida vem o grupo Emissão M (que, ao que parece, não foi pra frente), interpretando “Os vestidos de Joana” (alguém lembra?). Cármen Silva, hoje intérprete de música gospel, apresenta seu primeiro e maiúsculo sucesso, “Adeus, solidão” (“Quero bem alto e ao mundo inteiro gritar/ que sou feliz e que tenho alguém para amar”…), autêntica coqueluche nas paradas de sucesso e programas de auditório da televisão nessa época. Antônio Marcos (1945-1992), paulistano do bairro de São Miguel Paulista, aqui comparece com “Eu sigo só”, de autoria de Fábio (aquele da música “Estela”) e Paulo Imperial. Apesar do sucesso, Antônio Marcos vivia deprimido, e teve sua carreira destruída pelo alcoolismo. Ele assina com seu irmão Mário Marcos outra faixa desta compilação, “Chove”, interpretada por outro grande nome que deixou saudade, Wilson Miranda (1940-1985). O grande hit de então da banda roqueira britânica Christie, “Yellow river”, vem aqui com a Orquestra Jean Lafontaine (de origem francesa, pelo nome). Martinho da Vila, notável sambista brasileiro, apresenta o samba-enredo de sua escola de coração, a Unidos de Vila Isabel, para o carnaval de 70: “Glórias gaúchas”. E, encerrando esta compilação, “A charanga”, defendida por Wanderléa no quinto Festival Internacional da Canção (FIC), da TV Globo, e aqui interpretada pela dupla Don e Ravel, sendo Don parceiro da “ternurinha” nesta composição. Enfim, um pouco do que fazia sucesso naquele início dos anos 1970, mostrado por alguns dos mais expressivos contratados da RCA nessa época. Aproveite e divirta-se!

Samuel M. Filho

 Álbum: O Mundo Colorido da RCA
Ano/Gravadora: (1970) RCA Victor BBL 1555
Artista(s): Diversos
Acervo: Paulo Lucio
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Paulo Lucio

Fonogramas Lado A
A01. Espere Um Pouco… Um Pouquinho Mais (La Nave Del Olvido) – (Dino Ramos / Vrs. Osmar Navarro) – Intérprete(s): Nilton César
A02. Comunicação – (Édson Alencar / Hélio Matheus) – Intérprete(s): Vanusa
A03. La Lontananza – (Domenico Modugno / Bonaccorti) – Intérprete(s): Domenico Modugno
A04. Insensatez – (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) – Intérprete(s): Nelson Gonçalves
A05. Down To The Valley – (Nilsson) – Intérprete(s): Nilsson
A06. Os Vestidos de Joana – (José Márcio) – Intérprete(s): Emissão M
Fonogramas Lado B
B01. Eu Sigo Só – (Fábio / Paulo Imperial) – Intérprete(s): Antônio Marcos
B02. Adeus Solidão (Picking Up Pebbles) – (Johnny Curtis / Vrs. Newton Miranda) – Intérprete(s): Carmen Silva
B03. Chove – (Antônio Marcos / Mário Marcos) – Intérprete(s): Wilson Miranda
B04. Yellow River – (Christie) – Intérprete(s): Orquestra Jean Lafontaine
B05. Glórias Gaúchas (Unidos de Vila Isabel – Samba-enredo 1970) – (Martinho da Vila) – Intérprete(s): Martinho da Vila
B06. A Charanga – (Dom / Wanderléa) – Intérprete(s): Dom e Ravel

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Vários – Amour, Amore, Amor (1987)

07/04/2012
Por

Vários – Amour, Amore, Amor (1987)

Resenha do Álbum

Criada em 1971, a Som Livre, gravadora vinculada à Rede Globo de Televisão, sempre teve como seu principal produto a coletânea. Seja trilha de novela, ou seleções de música romântica, samba, choro, rock, etc., o fato é que as compilações lançadas pela Som Livre sempre tiveram excelente acolhida do público consumidor, além, claro, de serem anunciadas pela Globo nos intervalos comerciais. Até a Tupi teve uma gravadora na esteira da Som Livre, a GTA (Gravações Tupi Associadas), que faliu junto com a emissora. Houve também a Bandeirantes Discos (depois Band Music), a Seta (da Record, mais tarde Record Music e hoje Record Entretenimento) e a SBT Music. Esta última, porém, prefere lançar seus produtos em parceria com outras gravadoras, contribuindo apenas com o repertório. “Hoje, inclusive, a Som Livre tem lançado até mesmo compilações em boxes de 3 ou 4 CDs, vendidas exclusivamente por mala direta, além, é claro, das trilhas de novelas e das séries “Perfil”, “Essencial” e Sempre”, entre outros. E o Baú de Long Playing traz agora uma compilação da Som Livre tendo como tema o amor. Pelo título, “Amour, amore, amor”, são canções românticas interpretadas em francês, italiano e português. Para abrir este desfile de hits românticos, foi escalado o único pepino que canta (rsrsrsrsrsrsrsrs), ou seja, Peppino di Capri, com a sempre lembrada “Champagne” (“per brindare un incontro”). Uma das mais expressivas intérpretes francesas, Françoise Hardy vem com “Tous les garçons et le filles”, faixa-título de seu primeiro álbum, lançado em 1962. John Foster, que cantava em italiano com pseudônimo em inglês, vem com a muito lembrada “Amore scusami”. Taiguara (1945-1996), uruguaio radicado no Brasil, apresenta um de seus primeiros hits, “Hoje”. Conhecido por “Monsieur 100.000 Volts” por suas apresentações cheias de energia, o francês Gilbert Becaud (1927-2001) aparece com “Et maintenant?”, hit de 1961 que teve versões em inglês (“What now, my love?”) e português (“E agora?”). O italiano Rossano vem com “Ti voglio tanto bene”, e depois temos um clássico do bolero interpretado pela americana Eydie Gormé junto com o Trio Los Panchos, o famoso “Sabor a mi” (*”Tanto tiempo desfrutamos deste amor”…). O francês Salvatore Adamo interpreta seu clássico “F… comme femme”, que no Brasil foi até mesmo tema da novela “Beto Rockfeller”, da finada Tupi. Estrela da canção italiana nos anos 1960, Rita Pavone aqui comparece com “Come te non c’è nessuno”(há inclusive uma versão gravada por Rosemary nessa época, “Igual a ti não há ninguém”). Um dos astros do bolero, o argentino Roberto Yanés aqui comparece com “Solamente una vez”, uma das mais conhecidas obras do mexicano Agustín Lara (1897-1970), por ele composta em Buenos Aires em 1933 e dedicada a Frei José Mojica. Outro grande compositor e intérprete da canção italiana, Sérgio Endrigo (1933-2005) aparece com a inesquecível “Io che amo solo te”, de 1962. Detalhe: Endrigo nasceu na cidade de Pula, na península de Ístria, situada na atual Croácia! O parisiense Michel Sardou interpreta sua mais conhecida canção, “La maladie d’amour”, um sucesso em meados dos anos 1970. Por fim, Maria Creuza interpreta “Eu sei que vou te amar”, com o reforço do poetinha Vinícius recitando seu “Soneto de fidelidade”. Enfim, uma seleção que os românticos vão amar! (desde já boa Páscoa do amigo SAMUEL)

Samuel M. Filho

 Álbum:  Amour, Amore, Amor
Ano/Gravadora: (1987) Som Livre 540.009
Interprete: Vários
Acervo: GENESYSTUDIO
Editado por: GENESYSTUDIO
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: GENESYSTUDIO

Fonogramas Lado A
A01. Champagne – (Domenico Di Francia / Sergio Jodice / S. de Pasquale) – (Pepino de Capri)
A02. Tous Les Garçons Et Les Filles – (F. Hardy / R. Samyn) – (Françoise Hardy)
A03. Amore Scusami – (Vito Pallavicini /    Gino Mescoli) – (John Foster)
A04. Hoje – (Taiguara) – (Taiguara)
A05. Et Maintenant – (Gilbert Bécaud / Pierre Delanoé) – (Gilbert Bécaud)
A06. Ti Voglio Tanto Bene – (Ernesto de Curtis / Domenico Furnó) – (Rosano)
A07. Sabor A Mi – (Álvaro Carrillo) – (Eyde Gorme e Trio Los Panchos)
Fonogramas Lado B
B01. F…. Comme Femme – (Salvatore Adamo) – (Adamo)
B02. Come Te Non C´é Nessuno – (Migliaci / Vassalo) – (Rita Pavone)
B03. Ma Vie – (Alain Barrière) – (Alain Barrière)
B04. Solamente Una Vez – (Agustin Lara) – (Roberto Yanes)
B05. Io Che Amo Solo Te – (Sergio Endrigo) – (Sergio Endrigo)
B06. La Maladie D´Amour – (J. Revaux / Y. Dessca) – (Michel Sardou)
B07. Eu Sei Que Vou Te Amar – (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) – (Maria Creuza – Paticipação Especial: Vinicius de Moraes)

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Vários – Percussive Jazz Vol. 02 (1970)

28/03/2012
Por

Vários – Percussive Jazz Vol. 02 (1970)

Resenha do Álbum

Uma raridade: um álbum de jazz jamais editado no Brasil, ao que parece. Sua gravadora, a Áudio Fidelity, foi fundada em 1954, por Sidney Frey (1920-1968), que foi também o primeiro presidente da empresa. A gravadora lançou, em novembro de 1957, nos EUA, o primeiro LP de som estereofônico, que, no entanto só estaria nas lojas em março de 58, e Sidney Frey ficou conhecido como o “senhor estéreo”. A Áudio Fidelity chegou a operar no Brasil, em 1963/64, mas desistiu de nosso mercado e vendeu seu acervo nacional para a Som Maior, coligada da RGE – Fermata. Em 1966, foi adquirida pelo jazzista Herman Gimbel, e os últimos lançamentos da marca datam de 1984. Atualmente, o acervo histórico da Áudio Fidelity vem sendo relançado em CD nos EUA pela Max Cat Records, subsidiária da Margate Entertainment. Este raríssimo título de jazz percussivo (como diz o título original traduzido) que o Baú de Long Playing ora oferece é datado de 1970, sendo o segundo volume de uma série (o primeiro saiu dez anos antes!). Entre os músicos, destaque para a presença de Tony Mottola, nascido no estado americano de Nova Jersey (Kearny, 1918-Denville, 2004). O guitarrista foi um dos músicos de estúdio mais solicitados, acompanhando medalhões da canção americana como Frank Sinatra, Perry Como e o também ator Burl Ives. Além disso, lançou mais de 50 álbuns-solo, entre 1950 e 1983. Abrindo este raro disco de big bands, “Moanin’”, lançada originalmente por Art Blakey em 1959, em álbum de mesmo nome, e desde então muito gravada, composta pelo pianista afro-americano Bob Timmons (Filadélfia, Pensilvânia, 1935-Nova York, 1974). Em seguida vem “Fever”, de Eddie Colley e John Davenport (pseudônimo de Otis Blackwell), lançada em 1956 por Little Willie John.  “Everything’s coming up roses”, de Jule Styne e Stephen Sondheim, foi lançada em 1959 num musical da Broadway, nele interpretada por Ethel Merman. Três anos mais tarde, foi cantado por Rosalind Russell no filme “Gypsy – Em busca de um sonho”, da Warner. Jule Styne também assina, com Betty Comden e Adolph Green, “Just in time”, publicada em 1956 e incluída, quatro anos depois, no filme “Essa loura vale um milhão”, da MGM, estrelado por Judy Hollyday e Dean Martin. “It’s all right with me”, do mestre Cole Porter, é de 1953, lançada no musical da Broadway “Can can” e incluída, em 1956, em outro filme da MGM, “Alta sociedade”. Outro clássico é “(Love is) The tender trap”, de Jimmy Van Heusen e Sammy Cahn, interpretada por Frank Sinatra e Debbie Reynolds no filme “Armadilhas amorosas” (MGM, 1955). “Lullaby of Birdland” é de 1952, composta por George Shearing com versos de B. Y. Forster (pseudônimo de George David Weiss), e é uma referência ao clube de jazz Birdland, fundado em 1949, em Nova York. Música muito gravada por cantores e instrumentistas americanos de jazz, entre eles Ella Fitzgerald. “Percussion-aire” tem a co-sutoria do fundador da Áudio Fidelity, Sidney Frey. Creditada a Robert Wright e George Forrest, “Baubles, bangles and beads” foi lançada em 1953 no musical da Broadway “Kismet”, e sua gravação mais conhecida saiu um ano depois, na voz de Peggy Lee. “The lady is a tramp” é um dos clássicos da dupla Richard Rodgers-Lorenz Hart, lançado num show de mesmo nome em 1937 e gravado inclusive por Frank Sinatra, entre outros. “I’ve heard that song before”, clássico de Sammy Cahn e Jule Styne, é de 1942, originalmente gravada pela orquestra de Harry James com vocal de Helen Forrest. Por fim, “If I were a bell”, de Frank Loesser, lançada em 1950 no show “Guys and dolls”, por Isabel Bigley, e que mereceu, seis anos depois, uma gravação do trompetista Miles Davis. Como vêem, um repertório muito bem escolhido e cuidado, para aqueles que sentem saudades das velhas e boas big bands.

Samuel M. Filho

Álbum: Percussive Jazz Vol. 02
Ano/Gravadora: (1970) AUDIO FIDELITY AF DFS – 800.005
Artista(s): Vários
Personnel:
- Guitar: Tony Mottola, Don Arnone
- Trumpet: Doc Severinsen
- Trombone : Bobby Alexander
- Saxophone: Oboe and Piccolo: Phil Bodner
- Organ: Sy Mann, Nick Tagg
- Piano: Buddy Weed, Andy Ackers
- Percussion: Bobby Christian, Phil Kraus, Sol Gubin, Harry Breuer
- Drums: Bobby Rosengarden
- Vibes: Harry Breuer, Eddie Costa
- Bass: Sandy Block, Frank Carroll
Acervo: Vladmir
Editado por: Vladmir
Formato: MP3 – kBit/s: 256 – Áudio: Ótimo

 Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Vladmir

Fonogramas Lado A
A01. Moanin’ – (Bob Timmons)
A02. Fever – (Davenport – Cooley)
A03. Everything’s Coming Up Roses – (Sonhdeim – Styne)
A04. Just in Time – Camden – Green – Styne)
A05. It’s All Right with Me – (Cole Porter)
A06. Love Is (The Tender Trap) – (V. Heusen – Cahn)
Fonogramas Lado B
B01. Lullaby of Birdland – (Georg Shearing)
B02. Percussion – Aire – (Cooper – Frey)
B03. Baubles, Bangles And Beads – (Forrest – Wright)
B04. The Lady Is A Tramp – (Hart – Rodgers)
B05. I’ve Heard That Song Before – (Cahn – Styne)
B06. If I Were A Bell – (F. Loesser)

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Vários – Hit Parede’60 – Brasil

26/03/2012
Por

Vários – Hit Parede’60 – Brasil

Resenha do Álbum

O espírito dos anos 1960 continua presente no Baú de Long Playing. Desta vez, apresentamos uma seleção de sucessos dessa que foi uma das mais importantes décadas vividas no Brasil e no mundo, interpretada pelo cast da gravadora CBS, atual Sony Music. São doze sucessos que nos trazem um pouco da riqueza musical brasileira nessa época: bossa nova, Jovem Guarda festivais, boleros… O disco abre com a gravação original do clássico bossanovista “O barquinho”, na interpretação de Maysa (1936-1977). Sim, ela foi à criadora da música, e a gravação saiu logo no início de 1961, pela então Columbia. Outro clássico da bossa nova, “Desafinado”, da dupla “Newtom” (Newton Mendonça e Tom Jobim) é apresentado na interpretação de Sérgio Murilo, um dos pioneiros do rock tupiniquim, com sucessos como “Broto legal”, “Marcianita” e “Abandonado”. Em seguida, a grande Lana Bittencourt nos presenteia com uma página internacional, “Chariot”. Emilinha Borba, a eterna “favorita”, vem com “Benzinho”, bolero assinado por outros dois pioneiros do nosso rock, Fernando Costa e Rossini Pinto, este último mais tarde fertilíssimo compositor, cantor e versionista da Jovem Guarda. Versão de clássico italiano, “Uma casa sobre o mundo” é apresentada na voz de Luiz Carlos Clay, mais tarde um dos “cantores-galãs” do programa dominical de Sílvio Santos. Depois você vai ter oportunidade de conhecer a gravação original de “Carolina”, de Chico Buarque, nas vozes de Cynara e Cybele, recém-desligadas do Quarteto em Cy. Foram elas quem defenderam a música no segundo Festival Internacional da Canção (FIC), promovido pela TV Globo em 1967, ou seja, começaram tudo.  Uma Elis Regina em princípio de carreira (1962/63) interpreta a versão “À noite”, assinada pelo produtor musical e apresentador de TV Roberto Corte Real. Um dos astros da Jovem Guarda, Jerry Adriani, revelado pela CBS, aqui vem com outra versão, do fertilíssimo Rossini Pinto, “Não quero mais amar”. Seresteiro e romântico, Carlos José vem com sua maravilhosa interpretação para “Guarânia da saudade”, de Luiz Vieira, mesmo autor de “Prelúdio para ninar gente grande”, o famoso “Menino passarinho”. Dois nomes populares do bolero vêm em seguida: Roberto Muller, com “Nunca mais brigarei contigo”, e Carlos Alberto, com “Não me esquecerás”. São autênticas precursores da chamada música brega, que em princípio era o mesmo que “cafona”, mas hoje o termo designa música popular facilmente assimilável. Encerrando este interessante retrospecto sessentista, Ary Cordovil interpreta “Acorda, Maria Bonita/Se eu soubesse”, músicas que eram interpretadas pelos cangaceiros de Lampião, e assinadas por um dos componentes de seu bando, Volta Seca. Enfim, uma seleção de belas recordações. Aproveite!

Samuel M. Filho

Álbum: Hit Parede’60 – Brasil
Ano/Gravadora: (Anos 60 ) DISCOS CBS 231.3213 – 1-464068 – XSLP 1715/ 1716
Artistas: Vários
Acervo: Joaquim Rangel
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Joaquim Rangel

Fonogramas Lado A
A01. Barquinho – (Ronaldo Boscoli – Roberto Menescal) – Maysa
A02. Desafinado – (Antonio Carlos Jobim – Newton Mendonça) – Sérgio Murilo
A03. Chariot – (Stole – Del Roma – Hatch) – Lana Bittencourt
A04. Benzinho – (F. Costa – R. Pinto) – Emilinha Borba
A05. Uma Casa Sobre O Mundo (Una Casa In Cima Al Mondo) – (P. Doanaggio – V. Pallavacini – Rodrigues Filho) Luiz Carlos Clay
A06. Carolina – (Chico Buarque de Holanda) – Cynara e Cybele
Fonogramas Lado B
B01. A Noite (Tonight) – (Sondheim – L Bernstein – R. Côrte Real) – Elis Regina
B02. Não Quero Mais Amar (I’Ve Got Sand In My Shoes) – (Resnick – Young – Rossini Pinto) – Jerry Adriani
B03. Nunca Mais Brigarei Contigo – (Elias Soares – Sebastião Rodrigues) – Roberto Muller
B04. Guarania da Saudade – (Luiz Vieira) – Carlos José
B05. Não Me Esquecerás – (Otto Borges) – Carlos Alberto
B06. Acorda Maria Bonita – Se Eu Soubesse – (Volta Seca) – Ary Cordovil

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Vários – CHORO, Aos Mestres, Com Ternura – 2/2 – (1987)

13/03/2012
Por

Álbum: Choro, Aos Mestres, Com Ternura
Artista(s): Diversos Instrumentistas (ver Músicos)
Característica: instrumental
Gravadora: (1987)FENAB117
Produtor: José Silas Xavier
Observação: Álbum duplo. Gravado no auditório do Memorial JK, em Brasília (DF), em dezembro de 1987.
Acervo: GENESYSTUDIO
Editado por: GENESYSTUDIO
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

 

Fonte de pesquisa: Discos do Brasil

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

 Crédito: GENESYSTUDIO
Fonogramas Segundo Disco 2 – Lado A
2A01. Passinha
Compositor(es): Pixinguinha
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Nivaldo Francisco de Souza : Flauta
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)2A02. Kananga Do Japão
Compositor(es): Sinhô (José Barbosa da Silva)
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
Fernando Henrique Machado : Saxofone Tenor
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Nivaldo Francisco de Souza : Flautim
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Arranjador(es):
Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)
Fernando Henrique Machado2A03. Ele Comigo
Compositor(es): Liqüide de Aquino
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
Fernando Henrique Machado : Clarinete
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)2A04. Céu Do Rio Claro
Compositor(es): Chico Bororó (Francisco Mignone)
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Nivaldo Francisco de Souza : Flauta
Arranjador(es):  Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)2A05. Dulcinéia Brincando
Compositor(es): Dionísio Bento da Silva
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
Fernando Henrique Machado : Clarinete
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)2A06. Sábado À Tarde
Compositor(es): Avena de Castro
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Reco do Bandolim (Henrique Lima Santos Filho) : Bandolim
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)
Fonogramas Segundo Disco 2 – Lado B
2B01. Perdeu A Fala
Compositor(es): Adalberto Vieira de Azevedo (Beto Bandolim)
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Reco do Bandolim (Henrique Lima Santos Filho) : Bandolim
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)2B02. Um Choro Num Trem
Compositor(es): Cândido Pereira da Silva (Candinho Trombone)
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
Fernando Henrique Machado : Clarinete
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)2B03. A Louca
Compositor(es): Chico Neto
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Reco do Bandolim (Henrique Lima Santos Filho) : Bandolim
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)2B04. Miúdo
Compositor(es): Pixinguinha
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Nivaldo Francisco de Souza : Flauta
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)2B05.Cavaquinho Seresteiro
Compositor(es): Waldir Azevedo
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)2B06. Ternura
Compositor(es): Jacob do Bandolim (Jacob Pick Bittencourt)
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Reco do Bandolim (Henrique Lima Santos Filho) : Bandolim
Arranjador(es):Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)

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Vários – CHORO, Aos Mestres, Com Ternura – 1/2 – (1987)

13/03/2012
Por

Vários – CHORO, Aos Mestres, Com Ternura (1987)

Resenha do Álbum

O choro, que também é conhecido popularmente como chorinho, é tido como a primeira música popular urbana típica do Brasil. Surgiu no Rio de Janeiro, em meados do século XIX, sendo ainda hoje apreciado e executado tanto por grupos tradicionais (regionais e rodas de choro) como por músicos de outras origens. Não se caracteriza por um ritmo específico, mas pela maneira de executá-lo, com muitas improvisações e ornamentos. Os compositores desse gênero baseiam-se em inúmeros outros ritmos: maxixe, polca, valsa, samba… E a principal característica apreciada no choro é o virtuosismo e a capacidade de improvisação de seus executantes, os “chorões”. Existe até, coisa que pouca gente sabe, o Dia Nacional do Choro, comemorado a 23 de abril, data do nascimento de um dos maiores mestres do gênero, o grande Pixinguinha (Rio de Janeiro, 1897-idem, 1973). Em dezembro de 1987, o pesquisador José Silas Xavier, mais tarde colaborador do selo Revivendo, produziu um show a presentado no auditório do Memorial JK, em Brasília, a Capital da República, reunindo músicos de quilate: Alencar 7 Cordas, José Américo de Oliveira Mendes, Nivaldo Francisco de Souza, Pinheirinho, Chico de Assis e Fernando Henrique Machado, entre outros. Gravado ao vivo pela FENAB (Federação das Associações Atléticas Banco do Brasil), o espetáculo é uma verdadeira homenagem-tributo aos grandes nomes do choro: Chiquinha Gonzaga (“Não se impressione”), Callado (“Valsa para flauta”, “Ernestina”), Irineu “Batina” de Almeida (“Qualquer coisa”), por sinal professor de flauta de Pixinguinha (“Miúdo”), Ernesto Nazareth, Juca Kalut, e até mesmo músicos eruditos que incursionaram pelo choro, com resultados interessantes, caso de Francisco Mignone e Heitor Villa-Lobos. Sinhô, o “rei do samba”, aparece com “Kananga do Japão”, uma homenagem à agremiação sócio-cultural que existia no Rio de Janeiro, e da qual até o jornalista Adolpho Bloch era freqüentador assíduo na mocidade (não por acaso, houve uma novela da extinta TV Manchete, que pertencia a Adolpho Bloch, com o mesmo nome). Enfim, um álbum duplo dedicado com a máxima ternura não só aos mestres do choro, como também àqueles que apreciam a mais autêntica música brasileira. Deliciem-se…

Samuel M. Filho

Álbum: CHORO, Aos Mestres, Com Ternura
Artista(s): Diversos Instrumentistas (ver Músicos)
Característica: instrumental
Gravadora: (1987)FENAB 116
Produtor: José Silas Xavier
Observação: Álbum duplo. Gravado no auditório do Memorial JK, em Brasília (DF), em dezembro de 1987
Acervo: GENESYSTUDIO
Editado por: GENESYSTUDIO
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Discos do Brasil Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: GENESYSTUDIO

Fonogramas Primeiro Disco – Lado A
1A01. Valsa Para Flauta
Compositor(es): Joaquim Antônio da Silva Callado
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Nivaldo Francisco de Souza : Flauta
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)1A02. Não Se Impressione
Compositor(es): Chiquinha Gonzaga (Francisca Edwiges Neves Gonzaga)
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Luiz Gonzaga Carneiro : Clarinete
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Reco do Bandolim (Henrique Lima Santos Filho) : Bandolim
Arranjador(es):Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)

1A03. Veneza
Compositor(es): Capitão Miguel Rangel
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Nivaldo Francisco de Souza : Flauta
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Arranjador(es):Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)

1A04. Ernestina
Compositor(es):Joaquim Antônio da Silva Callado
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Nivaldo Francisco de Souza : Flautim
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Arranjador(es):Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)

1A05. Sorrir Dormindo
Compositor(es): Juca Kallut (José Lourenço Viana)
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Nivaldo Francisco de Souza : Flauta
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)

1A06. Turuna
Compositor(es): Ernesto Nazareth
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Reco do Bandolim (Henrique Lima Santos Filho) : Bandolim
Arranjador(es):Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)

Fonogramas Primeiro Disco – Lado B
1B01. Corroca
Compositor(es): Luiz de Souza
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Reco do Bandolim (Henrique Lima Santos Filho) : Bandolim
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)1B02.Qualquer Coisa
Compositor(es): Irineu de Almeida (Irineu Batina)
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
Fernando Henrique Machado : Clarinete
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)

1B03. Choros Nº 1
Compositor(es): Heitor Villa-Lobos
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Reco do Bandolim (Henrique Lima Santos Filho) : Bandolim
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)

1B04. Farrula
Compositor(es): Anacleto de Medeiros
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Luiz Gonzaga Carneiro : Clarinete
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)

1B05. Fantasia Ao Luar
Compositor(es): Albertino Inácio Pimentel (Carramona)
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
Fernando Henrique Machado : Clarinete
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)

1B06. Artur Virou Bode
Compositor(es): Cândido Pereira da Silva (Candinho Trombone)
Músico(s):
Alencar (José de Alencar Soares) : Violão 7 Cordas
Chico de Assis (Francisco de Assis Carvalho da Silva Filho) : Cavaquinho
José Américo de Oliveira Mendes : Violão
Niromar da Silva Fernandes : Violão
Pinheirinho (Aldovando Teixeira Pinheiro) : Pandeiro
Reco do Bandolim (Henrique Lima Santos Filho) : Bandolim
Arranjador(es): Alencar 7 Cordas (José de Alencar Soares)

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Diversos – Il Vecchio Vestito Di Nuovo (1988)

06/03/2012
Por

Diversos – Il Vecchio Vestito Di Nuovo (1988)

Resenha do Álbum

Brasil tem uma colônia italiana imensa. Os italianos, ao lado dos portugueses, nossos descobridores, e dos espanhóis, em muito contribuíram para a formação e desenvolvimento de nosso povo. Não é à toa que, no Brasil, a música popular italiana sempre foi muitíssimo apreciada. A geração surgida nos anos 1950/60, sobretudo, fez enorme sucesso em nossa terra, com nomes como Domenico Modugno, Peppino di Capri (“o único pepino que canta”, rsrsrsrsrsrsrs), Rita Pavone, Bobby Solo, Gigliola Cinquetti, Michelle, Nico Fidenco, The Rokes (que, por sinal, eram britânicos, mas cantavam bem em italiano), etc. São músicas dessa gloriosa geração que ressurgem, agora com novos intérpretes, neste álbum da Som Livre que o Baú de Long Playing lhe oferece agora. Nomes como Ilário Santini, Franco Verini, Zé Luiz e Sabrina Corsi apresentam clássicos italianos em novas interpretações e arranjos, como diz o título deste disco, que, traduzindo, é “o velho vestido de novo”. Iremos recordar, nestas novas performances vocais, hits inesquecíveis: “Amore scusami”, “Legata a un granello de sabbia” (um dos carros-chefes de Nico Fidenco), “Non ho l’eta per amarte” (interpretada por Gigliola Cinquetti no filme “Dio, come ti amo”), “Io che amo solo te”, de Sérgio Endrigo, “Grande, grande, grande”, “Se non avesse piu’te”, “Come sinfonia”… Enfim, autênticos clássicos que ressurgem em novas interpretações, constituindo um prato cheio para os saudosistas e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de as novas gerações conhecerem estes trabalhos que fazem parte de um glorioso passado da canção italiana. Ouçam e recordem com muito carinho, estes grandes momentos…

Samuel M. Filho

 Álbum: Il Vecchio Vestito Di Nuovo
Ano/Gravadora: (1988) Som Livre 402.0037
Interprete: Diversos
Acervo: Carlão
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long PlayingCrédito: Carlão
Fonogramas Lado A
A01. Amore Scusami – (G. Mescoli – V. Pallavicini) – Ilário Santini
A02. Estate – (Martino – Brighetti) – Franco Verini
A03. Senza Fine – (G. Paoli) – Zéluiz
A04. Arrivederci – (V. Bindi – A. Calabrese) – Ciro de Mita
A05. Legata A Un Granello Di Sabbia – (N. Fidenco – G. Marchetti) – Renato Lucas
A06. Non Ho L’eta Per Amarti – (M. Panzere – Nisa) – Sabrina Corsi
Fonogramas Lado B
B01. Io Che Amo Solo Te – (S. Endrigo) – Massimo Meloni
B02. Che Cosa C’E’ – (G. Paoli) – Siria
B03. Come Sinfonia – (R. Donaggio) – Alfredo Pagliardini
B04. Il Mio Mondo – (U. Bindi – G. Paoli) – Cristina Centini
B05. Se Non Avesse Piu’te – (Migliaci – Enriquez – Zambrini) – Lorella Vitali
B06. Grande, Grande, Grande – (T. Rennis – E. Cesari – O. Cesari – A. Testa) – Aldo Lazzarini

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Diversos – Carnaval 69 – Vol. II (1968)

18/02/2012
Por

Diversos – Carnaval 69 – Vol. II (1968)

Resenha do Álbum

Carnaval chegando, é hora de a gente ouvir um dos aqueles álbuns anuais que as gravadoras costumavam lançar com músicas para os chamados “festejos momescos”. Este aqui é da Odeon, futura EMI Music, lançado quando se estava vivendo a ressaca do famoso “ano que não terminou”, 1968, marcado por conflitos estudantis no Brasil e no mundo, e pelo draconiano Ato Institucional número 5 (AI-5), com cassações de políticos a granel. Para cantar as músicas destinadas à folia de 1969, a “marca do templo” colocou o cast quase inteiro (como as demais, aliás, faziam) à disposição. Aqui, vários intérpretes bastante conhecidos: Orlando Dias (“Penumbra” e “Você deixa”), Leila Silva (“A noite é mulher”), Risadinha (“Marcha do costureiro”), por sinal detentor de inúmeros hits carnavalescos, como “O doutor não gosta”, “Cacareco é o maior” e “Se eu errei”, Heleninha Costa (“Coração apaixonado”), para quem não sabe, a criadora do clássico samba “Barracão”, regravado depois por Elizeth Cardoso, Miltinho (“Fantasia de rosas”), Alcides Gerardi (“Tá na cara”), Francisco Egydio (“Garota moderna”) e a grande Dalva de Oliveira com uma marcha-rancho bem ao estilo saudosista que caracteriza o gênero: “Meus primeiros carnavais”, assinada pelo também produtor musical Romeu Nunes em parceria com Sílvio Silva, o “cantor assobiador”. Tem também Rossini Pinto, fértil compositor e versionista dos tempos da Jovem Guarda (autor de “Alguém na multidão” e “Parei… olhei”, entre outras), aqui comparecendo com “Era um broto”, e outros intérpretes esquecidos com o passar do tempo: Roberto Audi (“Você gosta mesmo?”), Hélio Chaves (“Vê se me esquece”), Luís de Carvalho (“Quando um homem ama uma mulher”) e Ivete Garcia “Abre a janela”). Algumas faixas são assinadas por compositores de renome: Vítor Simon (autor de “Bom dia, café” e “O vagabundo”), Newton Teixeira (responsável por clássicos como “Deusa da minha rua”, “Malmequer” e “Você não tem palavra”), Brasinha (que fez “A lua é dos namorados”, “Marcha do Kung-Fu” e “Mexa-se”) e João Roberto Kelly (que muito contribuiu para o repertório carnavalesco, através de hits como “Rancho da Praça Onze”, “Cabeleira do Zezé”, “Bloco do sujo” e “Mulato iê-iê-iê”). Todos eles e outros menos conhecidos assinam as faixas deste álbum carnavalesco, surgido numa época em que o gênero estava em franco declínio (nessa época os hits do passado, os sambas-enredo e até mesmo músicas de meio-de-ano já predominavam nos salões e nas ruas). Mas agora poderemos ouvir estas músicas com a atenção que possivelmente não tiveram na ocasião, várias delas com qualidades. Ó abre alas que o Baú de Long Playing quer passar! (Bom carnaval pra todos! SAMUEL)

Samuel M. Filho

 Álbum: Carnaval 69 – Vol. II
Ano/Gravadora: (1968) Odeon MOFB 3562
Artista(s): Diversos
Acervo: Aderaldo
Editado por: Aderaldo
Formato: MP3 – kBit/s: 256 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa:Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Aderaldo

Fonogramas Fonogramas Lado A
A01. Penumbra – (Walter Dionisio / Peixoto) – Intérprete(s): Orlando Dias
A02. A Noite É Mulher – (Victor Simon) – Intérprete(s): Leila Silva
A03. Vê Se Me Esquece – (Newton Teixeira / Almeidinha) – Intérprete(s): Hélio Chaves -
A04. Marcha do Costureiro – (Chico Neto / Brasinha) – Intérprete(s): Risadinha
A05. Meus Primeiros Carnavais – (Silvio Silva / Romeo Nunes) – Intérprete(s): Dalva de Oliveira
A06. Você Gosta Mesmo? – (B. Barbosa / Diamantino) – Intérprete(s): Roberto Audi
A07. Quando Um Homem Ama Uma Mulher – (Diamantino) – Intérprete(s): Luis de Carvalho
Fomogramas Lado B
B01. Coração Apaixonado – (Airton Borges / Renato Araújo) – Intérprete(s): Heleninha Costa
B02. Fantasia de Rosas – (João Roberto Kelly) – Intérprete(s): Miltinho
B03. Tá na Cara – (Nauta Drummond / Humberto Amorim) – Intérprete(s): Alcides Gerardi
B04. Abre a Janela – (Aloísio Marins / Adilson Silva / José Pereira Júnior) – Intérprete(s): Ivete Garcia
B05. Garota Moderna – (Vicente Longo / Waldemar Camargo) – Intérprete(s): Francisco Egydio
B06. Você Deixa – (Orlando Dias / Otolindo Lopes / Diamantino) – Intérprete(s): Orlando Dias -
B07. Era Um Broto – (Adauto Michilis / Otolindo Lopes) – Intérprete(s): Rossini Pinto
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Momentos de Amor (Boleros) – Vol. 1 – (1965) (1974)

13/02/2012
Por

Momentos de Amor (Boleros) – Vol. 1 – (1965) (1974)

Resenha do Álbum

De vez em quando a gente encontra umas coincidências pra lá de esquisitas. Apareceu aqui no Baú de Long Playing um álbum do Trio Guadalajara com boleraços tradicionais, sempre prestigiados. Agora, surge um álbum da mesma gravadora (a carioca CID, selo Itamaraty), com as mesmíssimas faixas do anterior, mas… Em versão instrumental! Embora não haja informação sobre músicos ou o responsável pelos arranjos e regências, você poderá ouvir este disco e comparar com a interpretação vocal do Trio Guadalajara. Dizer que estas composições, assinadas por craques da música hispânica, têm qualidades, é pura perda de tempo. São músicas que, em sua maioria, foram bastante regravadas (creio eu, ainda o são), e qualquer versão que delas apareça é sempre muito bem vinda. Com a vantagem, aqui, de se poder cantar junto com o acompanhamento, bastando ter as letras bem aprendidas… Divirtam-se!

Samuel M. Filho

Álbum: Momentos de Amor (Boleros) – Vol. 1
Ano/Gravadora: (1965) (1974) ITAMARATY
Artistas: Desconhecidos
Acervo: Carlão
* Na Contracapa consta como composição de Augustin Lara
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long PlayingCrédito: Carlão
Fonogramas Lado 1
A01. Historia De Un Amor – (Carlos Almaran)
A02. Perfídia – (Alberto Dominguez)
A03. Quando Calienta El Sol – (Carlos Rigual – Mario Rigual)
A04. Quando Tu Mi Quieras – (Raul Shaw Moreno – Mario Barrios)
A05. Oracion Caribe – (Afonso O. Tirado – Maria Tereza Lara)*
A06. Y – (Mario de Jesus)
Fonogramas Lado 2
B01. Sabor A Mi – (Álvaro Carrillo)
B02. La Hiedra – (Serracini -  D’Acquisto – Ben Molar)
B03. Amor Amor Amor – (G. Ruiz – R. D. Mendez)
B04. El Loco – (Victor Cordeiro)
B05. Encadenados – (Carlos Arturo Bris)
B06. La Barca – (Roberto Cantoral)

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Vários – Cinemax O Máximo Em Cinema (1988)

11/02/2012
Por

Vários – Cinemax O Máximo Em Cinema (1988)

Resenha do Álbum

Muitos filmes famosos do cinema internacional, sobretudo o americano e o europeu, tiveram uma canção-tema que os caracterizava, em alguns casos até diversas. Essas músicas eram (e em certos casos ainda são) geralmente compostas sob encomenda dos estúdios, para fazer parte das cenas mais românticas e/ou emocionantes das películas. Ainda hoje se confere anualmente o Oscar de melhor canção original, prova de que uma música-tema característica sempre se faz necessária. Alguns dos mais famosos temas de filmes internacionais estão reunidos neste álbum que o Baú de Long Playing lhe oferece agora, lançado pela gravadora Disco Ban, então o braço fonográfico da Rede Bandeirantes de Televisão, surgida na esteira da global Som Livre. Os temas são executados por grandes orquestras, a maior parte de nomes conhecidos do público brasileiro: Franck Pourcel, Mantovani, Bert Kaempfert, Henry Mancini (este responsável por inúmeras trilhas cinematográficas, como, por exemplo, a música-tema da Pantera Cor-de-Rosa). Na faixa de abertura, Franck Pourcel rege a sua orquestra em “I’ve got you under my skin”, de Cole Porter, lançada em 1936 no filme “Nasci para bailar”, da MGM, mais tarde um dos carros-chefes de Frank Sinatra e muito gravada, mais recentemente por Diana Krall e Rod Stewart, entre outros. Em seguida, Mantovani apresenta “More”, na verdade intitulada “Ti guarderó nel cuore”, composta para o documentário italiano (e sensacionalista) “Mundo cão”, de 1962 (lembram da versão gravada pelo Moacyr Franco, “Doce amargura”?). Bert Kaempfert executa outro tema de filme bastante conhecido, “Unchained melody”, na verdade lançado em 1955 para um filme da Warner chamado “Unchained”, que se passava em um presídio, tendo gravações por Al Hibbler e Roy Hamilton, e mais tarde regravado pelos Righteous brothers, versão essa ressurgida no filme “Ghost – Do outro lado da vida”, da Paramount, de 1990. Henry Mancini apresenta o tema principal do filme “Aeroporto”, da Universal, de 1970. Os Magnetic Sounds (na verdade o grupo brasileiro Os Carbonos com outro nome) apresentam o tema principal do filme “Carruagens de fogo”, de 1981, composto por Vangelis, tendo ambos, filme e trilha sonora, ganho o Oscar daquele ano (foi até jingle de cerveja!). Caezar Giovanni apresenta “Love letters”, do filme “Um amor em cada vida”, da Paramount, de 1945. Henry Mancini depois apresenta “Breakfast at Tiffany’s”, que ele mesmo compôs para o filme de mesmo nome, de 1961, no Brasil, “Bonequinha de luxo”, clássico também da Paramount estrelado por Audrey Hepburn e George Peppard, cujo tema principal era “Moon river”, também de Mancini. Mantovani apresenta “This is my song”, composta por Charles Chaplin para seu último filme como diretor, “A condessa de Hong-Kong”, da Universal, de 1966. Os Carbonos (ou Magnetic Sounds) voltam executando “Dio, come ti amo”, vencedora do Festival de San Remo de 1966 e incluída no filme de mesmo nome, estrelado por Gigliola Cinquetti e por ela também cantado na trilha. E encerrando este “cinematográfico” álbum, Caezar Giovanni apresenta, “Al di lá”, inesquecível tema do filme da Warner “O candelabro italiano”, de 1962, estrelado por Troy Donahue e Suzanne Pleshette e Angie Dickinson (a futura “Police woman” da TV). A personagem de Suzanne na filme, Prudence Bell, inspirou o novelista Aguinaldo Silva a criar a personagem Ilka Tibiriçá, magistralmente interpretada na novela global “Fera ferida”, de 1993, por Cássia Kiss Magro. E agora, luzes, câmera, ação… e música!

Samuel M. Filho

Álbum: Cinemax O Máximo Em Cinema
Ano/Gravadora: (1988) DISCO BAN 835 703 – 1
Artista(s): Vários
Ficha Técnica:
Produtor Fonográfico: DISCOVÍDEO FONOGRÁFICA LTDA
Direção de Produção (Seleção de Repertório): W. RODRIGUES POSO
Arte Final: VAGNER COELHO DOS SANTOS
Fonogramas gentilmente cedidos por:
* BMG ARIOLA DISCOS LTDA
** PATHE MARCONI – EMI SA FRANÇA
*** POLYGRAM DO BRASIL LTDA
º SOM INDÚSTRIA E COMÉRCIO S/A
Acervo: Carlão
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Carlão

 

Fonogramas Lado A
A01. I’VE GOT YOU UNDER MY SKIN** – (Cole Porter) – Franck Pourcel
A02. MORE*** – (Ciorciolini – Ortolani – Olivieiro – Newell) – Mantovani
A03. UNCHAINED MELODY*** – (A. North – H. Zaret) – Bert Kaempfert
A04. AIRPORT LOVE THEME* – (Alfred Newmann – Paul Francis Webster) – Henry Mancini
A05. CHARIOTS OF FIREº – (Vangelis) – The Magnetic Sounds
Fonogramas Lado B
B01. LOVE LETTERS*** – (Young – Heyman) – Caezar Giocanni
B02. BREAKFAST AT TIFFANY’S* – (Henry Mancini) – Henry Mancini
B03.THIS IS MY SONG*** – (Charlie Chaplin) – Mantovani
B04. DIO, COME TI AMOº – (Domenico Modugno) – The Magnetic Sounds
B05. AL DI LÁ*** – (Donida – Mogol) – Caezer Giovanni

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Vários – Bossa Nova (1985)

27/01/2012
Por

Vários – Bossa Nova (1985)

Resenha do Álbum

O Baú de Long Playing lhe oferece um pouco daquele que foi um dos mais importantes movimentos musicais do Brasil: a bossa nova. Suas primeiras manifestações registraram-se no final dos anos 1940, começo dos 50, no Rio de Janeiro. E com uma turma da pesada: Dick Farney, Os Cariocas, Lúcio Alves, Garotos da Lua, Namorados da Lua, Dóris Monteiro, Nora Ney… Enfim, verdadeiros precursores. E, quando João Gilberto gravou em 78 rpm o clássico “Chega de saudade” (originalmente um choro!), de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, em 1958, a bossa explodiu de vez, sendo sucesso até no exterior. É justamente esta a faixa de abertura desta seleção feita pela Polygram (hoje Universal Music) a partir de seus riquíssimos arquivos, magistralmente executada pelo mestre Jobim ao piano. Originalmente, este registro foi lançado em 1963 num álbum que ele fez nos EUA, “The composer of Desafinado plays”. Da parceria dele com Vinícius tem ainda “Brigas, nunca mais”, com a inesquecível Elis Regina (do álbum “Elis & Tom”, gravado também nos EUA, em 1974), a internacionalmente conhecida “Garota de Ipanema”, com os já citados Cariocas (do LP “A bossa dos Cariocas”, de 1963) e “Ela é carioca”, com o pianista Sérgio Mendes e o grupo Bossa Rio (do disco “Você ainda não ouviu nada!”, também de 63). De Tom Jobim sem parceria vêm “Este seu olhar” e “Só em teus braços”, numa única faixa, extraída do álbum “Bossa session”, de 1964, com Lúcio Alves cantando a primeira música e Sylvia Telles a segunda, num “encaixe” inteligentíssimo! (Ainda só de Jobim é a instrumental “Surfboard”, executada pelo conjunto de Roberto Menescal músico e produtor ainda hoje em atividade), em gravação de 1967. Autêntico papa da bossa nova, João Gilberto aqui revive o clássico “Falsa baiana”, de Geraldo Pereira, em gravação que fez no México, e aqui lançada em 1973. De Carlinhos Lyra e do poetinha Vinícius é “Você e eu”, aqui em registro que Nara Leão, a eterna musa da bossa nova, fez em 1971 na França, quando estava exilada naquele país em função das pressões da censura e do regime militar brasileiro, do qual era ferrenha opositora (aliás, ela quase foi presa!). Caetano Veloso revive aqui outro hit da parceria Lyra-Vinícius, “Coisa mais linda”, feito para o álbum “Uns”, de 1983. “Desafinado”, hino da bossa nova composto pela dupla “Newtom” (Newton Mendonça-Tom Jobim) aparece aqui com Gal Costa (originalmente faixa do álbum “Índia”, de 1973). Para encerrar, dois hits da parceria Roberto Menescal-Ronaldo Bôscoli: “O barquinho”, com o Tamba Trio, registro de 1962, e “Você”, inesquecível dueto de Dick Farney com Norma Bengell, também atriz e cineasta, originalmente faixa do álbum “Meia-noite em Copacabana”, de 1964. Que mais se poderia esperar de uma seleção tão cheia de bossa como esta?

Samuel M. Filho

Álbum: Bossa Nova
Ano/Gravadora: (1985) Fontana 826.666 (Série Amarela)
Artista(s): Vários
Acervo: Heleno
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
Fonogramas Lado A
A01. Chega De Saudade – (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) – Tom Jobim (P-1964)
A02. Brigas, Nunca Mais – ((Tom Jobim / Vinicius de Moraes) – Elis Regina (P-1974)
A03. Coisa Mais Linda – (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes) – Caetano Veloso (P-1983)
A04. Este Teu Olhar – Só Em Teus Braços – (Tom Jobim) – Sylvia Telles E Lúcio Alves (1964)
A05. Garota De Ipanema – (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) -Os Cariocas (P-1963)
A06. Ela É Carioca – (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) – Sérgio Mendes E Bossa Rio (P-1964)
Fonogramas Lado B
B01 – Falsa Baiana – (Geraldo Pereira) – João Gilberto (P-1973)
B02 – Você E Eu – (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes) – Nara Leão (P-1984)
B03 – Surf Board  – (Tom Jobim)- Roberto Menescal E Seu Conjunto – (P-1966)
B04 – Desafinado – (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) – Gal Costa – (P-1973)
B05 – O Barquinho – (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli) – Tamba Trio – (P-1962)
B06 – Você – (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli) – Dick Farney E Norma Bengell – (P-1964)

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Vários – Mensagem – A Poesia de Fernando Pessoa (1986)

24/12/2011
Por

 

POSTAGEM ESPECIAL DE NATAL

Vários – Mensagem – A Poesia de Fernando Pessoa (1986)

MENSAGEM,
UMA COMUNHÃO DE PESSOAS

A Mensagem de Fernando Pessoa traduz em linguagem épica e metafórica uma aspiração antiga do ser humano: o sentimento mais ou menos obscuro e presente de que existe um mundo interior a ser descoberto, à semelhança dos descobrimentos portugueses. Essa sensação de intervalo, essa ânsia doída contida nos versos do Poeta refletem aquilo que não temos e não vemos, mas desejamos e queremos: o lugar encoberto onde reina o mais legítimo de nós mesmos.

Navegar por dentro.

Desejar o espírito argonauta era pouco e a forma que encontrei para comungar com ele foi a música. Musicar os poemas de primeiro contato com esta obra foi um desdobramento quase natural do meu primeiro contato com esta obra 20 anos atrás.
Intuitivamente eu sabia que, quando estivesse pronto para expressar esse encontro, isso aconteceria. Assim foi: as músicas desceram como molduras sobre telas e, cumprindo apenas a função de integrar-se a elas, integraram-me a ele.
O disco, porém, jamais teria sido feito não fosse a intervenção querida e decisiva desses artistas, essas imensas pessoas que, no momento certo, avalizaram este trabalho, permitindo que ele seguisse viagem. E este clima de magia prosseguiu nas reuniões, durante as gravações, na grata prova em Portugal, iluminando o projeto e tornando o disco Mensagem uma verdadeira COMUNHÃO DE PESSOAS

          André Luiz Oliveira

Álbum: Mensagem – A Poesia de Fernando Pessoa
Ano/Gravadora: (1986) Eldorado 110.86.0495
Artista(s): Diversos
Artista(s) Relacionado(s): André Luis Oliveira
Dados adicionais: • Glória de Lurdes é cantora portuguesa
• Poesias de FERNANDO PESSOA musicadas por André Luis Oliveira, exceto ”Nevoeiro” por André Luis Oliveira e Zeba D’Al Farra, em projeto que reúniu diversos intérpretes especialmente para este fim. O Projeto foi patrocinado pela empresa Gradiente e distribuido aos seus clientes.
Acervo: Carlão
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

 
Fonogramas Lado A
A01. Padrão – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira) – Intérprete(s): Caetano Veloso
A02. O Infante – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira) – Intérprete(s): Elba Ramalho
A03. Os Avisos (Terceiro) – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira) – Intérprete(s): Ney Matogrosso
A04. A Última Nau – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira) – Intérprete(s): Zé Ramalho
A05. O Desejado – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira) – Intérprete(s): Elizeth Cardoso
A06. O Bandarra – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira) – Intérprete(s): Moraes Moreira
Fonogramas Lado B
B01. Prece – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira) – Intérprete(s): Gilberto Gil
B02. Nevoeiro – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira / Zeba D’Al Farra) – Intérprete(s): Gal Costa
B03. Epitaphio de Bartolomeu Dias – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira) – Intérprete(s): Belchior
B04. Noite – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira) – Intérprete(s): Glória de Lourdes
B05. Dona Philippa de Lencastre – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira) – Intérprete(s): Cida Moreira
B06. Mar Português – (Fernando Pessoa / André Luis Oliveira) – Intérprete(s): André Luis Oliveira

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Vários – Boleros de Sempre Vol. 02 (1977)

22/11/2011
Por

(1977) – Vários – Boleros de Sempre Vol. 02

Resenha do Álbum

Se boleros em espanhol faziam (e ainda fazem) sucesso no Brasil, nada mais natural que ganhassem versões em nosso idioma, além de composições brasileiras do gênero, que se revelariam ter tão boa qualidade quanto às vindas de Cuba, do México, etc. Este é o segundo volume da série “Boleros de sempre” (selo Alvorada/Chantecler), lançado em 1977, reunindo faixas garimpadas no arquivo da “marca do galinho”, já então incorporada pela Continental. Pra começar, temos um nome conhecidíssimo do gênero, Orlando Dias (aquele que se jogava no chão e mandava beijos para as fãs…), interpretando “Por uma noite ainda”, numa gravação originalmente lançada em maio de 1959 (78 RPM 78-0108-B, matriz C8P-216). Em seguida, José Orlando (aquele do tango “Somente tu”) interpreta “Sete notas de amor”, gravação lançada um mês depois da faixa anterior (78 RPM 78-0126-B, matriz C8P-252), sendo esta versão de Nely Pinto gravada na mesma época por Dalva de Oliveira e pelo Trio Irakitan. “Agora”, com Francisco Petrônio, saiu em agosto de 1961 (78-0485-A, matriz C8P-969). Waldik Soriano, que em vida teve até mesmo um documentário dirigido pela atriz Patrícia Pillar, vem com uma gravação lançada em maio de 1960 (78-0264-B, matriz C8P-528), “Quem és tu?”, de sua autoria. Originalmente lançada como tango por Sólon Sales, em 1949, “Segue teu caminho” é apresentada aqui na voz de Heleu Araújo. Em seguida, José Lopes diz a mais pura verdade em “Nem tudo é como a gente quer”. Carlos Cezar vem com “’Senhora”, versão do radialista e produtor Lourival Faissal, um especialista na área. “Tudo de mim”, de dois colecionadores de êxitos no bolero, Evaldo Gouveia e Jair Amorim, aparece aqui na voz de José Augusto, “o velho”, falecido em 1981 num acidente rodoviário com apenas 45 anos. Em seguida, a marcantíssima “Poema”, na voz de Renato Guimarães, com declamação do notável radialista Enzo de Almeida Passos, aquele do “Telefone pedindo bis” e da “Grande parada Brasil”. Lançado em janeiro de 1962 (78-0549-A, matriz C8P-1097), este bolero clássico foi gravado logo em seguida por… Elis Regina (!), em seu segundo LP, “Poema de amor”. O muitíssimo gravado “Boneca cobiçada”, de Biá e Euclides Rangel, o Bolinha, vem aqui na voz de Miltinho Rodrigues, o trovador do Brasil, notável parceiro de Tibagi numa dupla sertaneja famosa. “Nuestro juramento”, outro bolero clássico, vem em versão orquestrada por Élcio Álvarez, um dos maestros de plantão da Chantecler no início dos anos 1960. Por fim, outro clássicaço do bolero, “Solamente una vez”, do mexicano Agustín Lara, executado pelo String Trio. Enfim, uma seleção de primeira para os aficionados por boleros. Divirtam-se!

Samuel M. Filho

Álbum: Boleros de Sempre Vol. 02 – Vários
Ano/Gravadora: (1977) ALVORADA 2. 10-407-208
Artista(s): Orlando Dias, José Orlando, Francisco Petrônio, Waldick Soriano, Heleu Araújo, José Lopes, Rodrigues, Carlos Cezar, José Augusto, Renato Guimarães, Miltinho Rodrigues, Élcio Alvarez, String Trio
Artista(s) do Álbum: Vários
Acervo: Joaquim Rangel
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Joaquim Rangel

Fonogramas Lado A
A01. Por Uma Noite Ainda – (Cid Magalhães) – Orlando Dias
A02. Sete Notas De Amor (Siete Notas De Amor) – (Santiago Alvarado / Vrs. Nely B. Pinto) – José Orlando,
A03. Agora (Ahora) – (Don Fabian / Vrs. Paulo Augusto) – Francisco Petrônio
A04. Quem És Tu – (Waldick Soriano) – Waldick Soriano
A05. Segue Teu Caminho – (Mário Zan / Arlindo Pinto) – Heleu Araújo
A06. Nem Tudo É Como A Gente Quer – (José Lopes / Teixeira Filho) – José Lopes
Fonogramas Lado B
B01. Senhora (Señora) – (Orestes Santos / Vrs. Lourival Faissal)  – Carlos Cezar
B02. Tudo de Mim – (Jair Amorim / Evaldo Gouveia) – José Augusto
B03. Poema – (Fernando Dias) – Renato Guimarães
B04. Boneca Cobiçada – (Biá / Bolinha) – Miltinho Rodrigues
B05. Nuestro Juramento – (Benito de Jesus) – Élcio Alvarez
B06. Solamente Una Vez – (Agustin Lara) – String Trio

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