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Maria Creuza – Eu Sei Que Vou Te Amar (1972) Resenha do Álbum Hoje, o Baú de Long Playing nos traz a bela voz de uma de nossas maiores cantoras nas décadas de 1960/70: Maria Creuza Silva Lima. Baiana de Esplanada, onde nasceu em 1944, mudou-se com a família para Salvador aos dois anos de idade e, ao cursar o ginásio, passou a se interessar por música, nas aulas de canto orfeônico. Foi crooner do grupo Les Girls, o que lhe rendeu inúmeros convites para apresentações em rádio, também apresentando por quatro anos, na TV Itapoan, o programa “Encontro com Maria Creuza”. Em disco, começou cantando em inglês, contratada por uma gravadora local. Em 1965, conheceu o cantor e compositor Antônio Carlos Pinto (da futura dupla com Jocafi), que seria seu esposo três anos mais tarde. Em 1967, gravou seu primeiro LP, “Apolo 11″. Participou de festivais nas TVs Excelsior e Record e, em 1970, conheceu o poetinha Vinícius de Moraes, participando, a convite dele, de um show na cidade uruguaia de Punta Del Este, do qual também fez parte Dori Caymmi, um dos filhos de Dorival. Apresentou-se em vários países, principalmente da Europa e América Latina. Entre seus maiores sucessos estão: “Mas que doidice”, “Feijãozinho com torresmo”, “Chega pra lá”, “Desmazelo”, “Diacho de dor”, “Tempo de voar”, “Patota de Ipanema”, “Meia-noite” (de Caetano Veloso) e “Tortura de amor (de Waldick Soriano, regravação de antigo sucesso dele nos anos 1960). O presente álbum, de 1972, traz como um de seus principais destaques justamente a faixa-título, “Eu sei que vou te amar”, originalmente lançada em 1959 por Lenita Bruno no álbum “Por toda a minha vida”, e aqui abrilhantada pelo próprio Vinícius, recitando seu belíssimo “Soneto de fidelidade”, que escreveu em Estoril, Portugal, em 1939, como apoio do violão de Toquinho e grupo rítmico. A faixa de abertura é “Catendê”, do marido Antônio Carlos com os parceiros Jocafi e Ildásio Tavares, foi defendida pela cantora no quinto e último festival de MPB da TV Record, em 1969, época em que a emissora estava em grave crise, abalada por incêndios sucessivos e pela ascensão irrefreável da Rede Globo. Este trabalho inclui ainda obras de compositores do quilate de Caetano Veloso (“Irene”), Tom Jobim (com admiráveis parcerias com Vinícius e Dolores Duran, desta última resultando a belíssima “Estrada do sol”), Jorge Ben (“Que maravilha”, parceria com Toquinho, que ambos gravaram em dupla com sucesso), Carlinhos Lyra (“parceirinho cem por cento”, como dizia o próprio Vinícius, em “Minha namorada”), Baden Powell (com outra bela letra do Poetinha, “Samba em prelúdio”) e tem espaço até para o eterno Caymmi com “Saudade da Bahia” (“pobre de quem acredita na glória e no dinheiro para ser feliz”), um desabafo do nordestino que deixa a família e a terra natal para tentar a sorte no Centro-Sul do Brasil e se frustra. Da fértil parceria Jobim-Vinícius entraram, além da faixa-título, “Chega de saudade” (o pontapé inicial da bossa nova), “Se todos fossem iguais a você” (composta para a peça “Orfeu da Conceição”) e “A felicidade” (por sinal incluída no filme “Orfeu negro”, exibido nos cinemas como “Orfeu do “Carnaval”, produção franco-italiana rodada no Brasil em cores e falada em português, vencedora do Oscar de filme estrangeiro). enfim, um repertório de qualidade abrilhantado por belas interpretações de Maria Creuza, que, mesmo esquecida pela mídia, como a maioria dos cantores de seu tempo, continua alternando apresentações no Brasil e na Europa. Confiram! Samuel M. Filho |
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| Álbum: Eu Sei Que Vou Te Amar Ano/Gravadora: (1972) RGE 303.0011 Outras Edições: (1972) RGE USLP 5355 Artista(s): Maria Creuza • Participação Especial de TOQUINHO E VINICIUS Acervo: Joaquim Rangel Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Encartes, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Joaquim Rangel |
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