Sólon Salles

Sólon Salles – 400 Anos de Serestas – (1958)

21/09/2010
Por

capa-site18SÓLON SALLES
BIOGRAFIA DE SÓLON SALLES PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA

O nome do cantor romântico Sólon Salles é Sólon Hanser Salles. Ele nasceu a 5 de dezembro de 1923, em Sorocaba, interior de São Paulo. Desde garoto foi ligado às artes. Logo aos três anos de idade, fazia acrobacias, trapézio e mágicas num circo da cidade. E ainda cantava pequenas músicas para agradar o
público. Fazia sucesso, tão pequeno era. Começou logo a dedilhar um violãozinho de madeira, e mostrava mesmo que era artista. Assim passou a primeira infância, mas aos 14 anos mudou-se com a família para a capital paulista e teve que trabalhar para ajudar em casa. Foi ser datilógrafo de um sindicato, embora seu pensamento estivesse sempre em arte. Apareceu na Rádio Cultura de São Paulo e foi aprovado em um teste. Nascia aí o profissional, pois assinou contrato como cantor. Era o ano de 1943. Nessa emissora, que era chamada de “O palácio do rádio”, pois possuía um grande auditório e os artistas se apresentavam em
traje de gala, Sólon ficou cantando vários anos. Cantava na Novelinha Sertaneja e ali fez sucesso, embora seu nome nem aparecesse. Cantava marcando os personagens dos atores Laura Cardoso e Fernando Baleroni, que logo vieram a se casar e foram sucesso de mídia. E começaram a surgir cartas perguntando de quem era aquela voz tão melodiosa. Aí Sólon Salles ganhou seu programa musical e em seguida seu primeiro disco. Em 1948 lançou :”Segue teu caminho”, de Mário Zan. Da Rádio Cultura, Sólon passou para as Rádios Record, Bandeirantes, Excelsior, Nacional, passando direto para a TV Paulista. O tempo foi passando e o moço cantor fazendo sucesso e gravando discos. Cantava em todas as emissoras de rádio e televisão, mas principalmente na TV Record e TV Cultura. Mas aí houve um fato trágico em sua vida. Ele que era casado e apaixonado por sua esposa Diva, veio a perdê-la. Isso muito o abateu. E ele passou a cantar menos, entristecido que estava. Era um casamento de 34 anos, do qual nasceram duas filhas: Regina Luzia e Teresinha de Fátima. Regina falecera aos onze dias de vida, mas Sólon seguira em frente, com o apoio de sua esposa. Já com o falecimento desta, ele começou a se afastar, entrando em depressão.  E há uma terceira pessoa de que Sólon gostava muito e considerava como um filho. É Henrique Garutti, seu
genro, casado com Teresinha de Fátima. Deve-se frisar que foram mais de 40 anos de uma carreira belíssima, tendo Sólon Salles cantado, por exemplo, no Vale do Anhangabaú, quando da festa dos quatrocentos anos da cidade de São Paulo. E também que ele foi um dos principais cantores da caravana artística que era organizada por Silvio Santos, e que se chamava: “Caravana do Peru que fala”. Sólon Salles, um grande cantor paulista, veio a falecer em 15 de janeiro de 1995. Deixou a filha Teresinha e dois netos: Alexandra e Arthur Henrique. E deixou também muita saudade no coração de seus colegas e admiradores

Fonte de pesquisa: MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA
Saiba mais: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Álbum: 400 Anos de Serestas
Ano/Gravadora: (1958) Odeon MOCB 3024
Artista(s): Sólon Salles
Acervo: Paulo Lucio
Restauração: Paulo Lucio
Formato: mp3
Bitrate: 160 kbps
Áudio: Bom

Relação de fonogramas e links; (Bitrate 128 kbps), individuais

Fonogramas Lado A

A01 – A Mulher Que Ficou Na Taça – (Francisco Alves / Orestes Barbosa)
A02 – Pisando Corações – (Antenógenes Silva / Ernâni Campos)
A03 – O Sol Nasceu Pra Todos – (Lamartine Babo / Noel Rosa)
A04 – Agora É Cinza – (Alcebíades Barcelos “Bide” / Armando “Marçal”)
A05 – Na Casa Branca da Serra – (Miguel Emídio Pestana / Guimarães Passos)
A06 – Ela É Moreninha – (Ari Machado)

Fonogramas Lado B

B01 – Pra Esquecer – (Noel Rosa)
B02 – Sempre o Céu e a Lua – (Maria A. Baptista)
B03 – A Última Estrofe – (Cândido das Neves “Índio”)
B04 – Jura – (J. B. da Silva “Sinhô”)
B05 – Dorinha Meu Amor – (José Francisco de Freitas)
B06 – Amando Sobre o Mar – (Zequinha de Abreu / Arlindo Marques Júnior)

Link Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Obs: Relação dos fonogramas de acordo que se apresenta nos selos

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Crédito: Paulo Lucio 

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