México, Espraiado à mercê de um sol ardente. Ao sul dos Estados Unidos, pode quase sempre ocasionar o mais vasto panorama musical: ele nos induz aos mais diversos moldes rítmicos, ao som dos quais o povo dança entusiasticamente; expressa com exatidão a espécie de música divertida da qual o espectador participa com entusiasmo a marcação das palmas. O tom agudo dos metais, os gritos contagiantes, tudo isso envolve o turista ou mesmo o simples ouvinte.
A paisagem do México realmente propicia a proliferação dos sons nativos, tais como os “Mariachis” (quatro violinos, dois trumpetes e dois violões); também está incluído o calor romântico das vozes vibrantes dos barítonos cantando uma simples canção de amor. Existe a extravagante influência flamenga na música folclórica, onde violões tocam furiosamente marcando o compasso com o movimento de pesado salto da dançarina e do estalo das castanholas; e também o som encorpado dos arranjos orquestrais, especialmente construídos para incluir as diversas influências, que, coordenadas, produzem uma irresistível visão do México – uma nação de grande expressão, de sagacidade e humor e das mais quentes emoções.
Roland Shaw, regente e arranjador deste LP, pesquisou bastante. Cada faixa deste disco tenta mostrar o caráter latino do México, nos seus mais diferentes aspectos. Quando o ouvinte chegar a 12º faixa do disco, descobrirá um colorido diferente, diversos andamentos e ritmos, toda sorte de equilíbrio musical; isto tudo nos leva a crer que este é o LP mais contagiante já feito sobre o México.
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Álbum: México!
Ano/Gravadora: (1981) LONDON (Série Azul) 30032
Artista(s) do Álbum: Roland Shaw
Artista(s): Roland Shaw an His Orchestra
Acervo: Paulo Lucio
Restauração: Quelinho
Formato: mp3
Bitrate: 320 kbps
Áudio: Ótimo
Fonogramas Lado 1
A01. Cielito Lindo -
De som claro do trumpete (direita) às arcadas dos cellos (direita) e a rica melodia entoada pelos violinos
(esquerda), esta famosa página chega à sua casa no melhor disco stereo para ser ouvido por muito tempo.
A02. Pepe (Langdon, Wittstatt)
Pepe foi o pequeno magnífico cavalheiro de um recente filme mexicano, no qual ele viajava para todo lugar
no seu jumento favorito. Nós também temos um jumento e vocês podem ouví-lo trotando para fora do alto-
falante esquerdo, atravessar sua sala e se encaminhar para o alto-falante direito. Ali ele ouve a agradável
montagem de Roland Shaw e vai embora trotando alegremente (direita).
A03. The Three Caballeros – (Esperon – Cortazar – Gilbert)
Nesta faixa, a graça está na camaradagem (podem-se escutar os trepidantes aplausos e a gritaria dos
(diversos espectadores). Os “Mariachis” estão conosco, mas eles param na praça apenas o tempo
suficiente para percebermos o som dos violinos (esquerda), violões e trumpetes (direita).
A04. Solamente Una Vez – (Lara)
O tempo é de romance. Uma música de amor para ser cantada na macia noite mexicana. O cantor (centro)
está calorosamente rodeado por violinos e trompas (esquerda); ritmo, harpa, violas e cellos (direita)
A05. Bulerias – (Trad. arr. Shaw)
É a influência flamenga em toda sua pujança. A expressão folclórica aqui está projetada para fazê-lo vibrar
e participar com intensidade da interpretação.
A06. Chiapanecas – (De Campo – arr. Shaw)
A direita e a esquerda chamam e respondem modelando os trumpetes que apresentam esta antiga obra
com rara qualidade. Os cellos em movimentos vigorosos (você podem apreciar a excelente técnica da
“Phase 4 Stereo” quando escutarem estas passagens nas quais se podem perceber nitidamente a batida
(dos arcos nas cordas). Chiapanecas é a famosa canção das palmas. Veja com que entusiasmo a orquestra
chega ao fim desta peça.
Fonogramas Lado 2
B01. Guadalajara – (Guizar)
Um dramático prelúdio para este arranjo é ouvido (esquerda) quando uma cantora, atrás dos trinados dos
violões e castanholas (esquerda). grita o famoso “Guadalajara”. A orquestra aparece quando o motivo de
abertura é repetido pelas diversas secções: cellos e baixo (direita), violinos e trompas (esquerda),
trumpetes (direita). A orquestra se prepara para um final grandioso.
B02. La Cucaracha – (Trad. arr. Shaw)
Com incrível senso de humor, Mr. Shaw traçou para nós um agradável esboço de uma barata. Você podem
ouví-la esperando ansiosamente pelo espetáculo na forma de um xilofone (esquerda), então ele assovia na
figura de um flautim. A orquestra com um olho na música e outro no chão do estúdio acompanhando os
passos de Dona barata, interpreta um grande arranjo com um colorido fora do comum.
B03. Ti-Pi-Tin – (Grover – Leveen)
Os instrumentos de rua estão conosco novamente (e também os vivos espectadores que muito se
(divertem). Esta melodia alegre a livre é executada por 4 violinos (esquerda, 2 violões e 2 trumpetes
(direita).
B04. La Paloma – (Yradier – arr. Shaw)
Num álbum sobre o México não poderia faltar esta canção tão famosa. O barítono interpreta-a com
simplicidade (centro). A orquestra acompanha num ligeiro a agitado andamento de tango. Violinos e
trompas (esquerda), harpa, violas e cellos (direita)
B05. La Bamba – (Trad. arr. Shaw)
Nesta faixa os seus alto-falantes são explorados com rara precisão. A distribuição rápida, ganhando
intensidade quando a obra progride, é realmente muito emocionante.
B06. El Relicário – (Padilla – arr. Shaw)
Aqui está o final mais adequado para este disco. desfrute este magnífico efeito stereo entre as secções da
orquestra : violinos, trompas, percussão (esquerda); trumpetes, instrumentinos, violões, cello e baixo (direita).
Créditos
Direção: Roland Shaw
Engenheiro de Som: Arthur Lilley
Produzido por: Tony D’Amato
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
Crédito: Paulo Lucio





