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Roberto Ribeiro – Coisas da Vida (1979) Resenha do Álbum O Baú de Long Playing apresenta hoje este que foi o quinto álbum-solo de um dos maiores sambistas brasileiros, e que deixou muitas e muitas saudades. Estamos falando de Dermeval Miranda Maciel, que ganhou a imortalidade com o pseudônimo de Roberto Ribeiro (Campos dos Goytacazes, RJ, 1940-Rio de Janeiro, 1996). De voz timbrada e fraseado enxuto, construiu uma sólida e respeitável carreira de intérprete. Apaixonado por futebol e samba, trabalhava como entregador de leite, aos 9 anos de idade, e já freqüentava a Escola de Samba Amigos da Farra. Como jogador de futebol, atuou em equipes amadoras e se profissionalizou como goleiro do Goytacaz Futebol Clube, com o apelido de Peru. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1965, com o intuito de jogar em um clube de porte. Chegou a treinar no Fluminense. mas desistiu da bola e passou a se apresentar cantando no programa “A hora do trabalhador”, da Rádio Mauá. Sua performance chamou a atenção da compositora Liette de Souza, sua futura mulher, irmã do também compositor Jorge Lucas, que resolveu apresentá-lo aos sambistas daquela que seria a escola de coração de Roberto, a Império Serrano, da qual foi inclusive puxador de sambas-enredo. Sua carreira em disco iniciou-se em 1972, na Odeon, com três compactos em dupla com Elza Soares, e um LP que eles também fizeram juntos. Um ano depois, gravou um álbum com Simone, lançado só no exterior. E, finalmente, em 1975, o primeiro LP – solo, “Molejo”. Neste “Coisas da vida”, de 1979, destacou-se logo de saída a faixa de abertura, “Vazio”, mais conhecida por seu subtítulo e verso inicial, “Está faltando uma coisa em mim”, de autoria de Nélson Rufino. E Roberto desfila sua ótima interpretação em obras de outros compositores de quilate, como Monarco (“Triste desventura”), Gonzaguinha (a trocadilhesca “Pá-nela”), Romildo Bastos (“Partilha”), Noca da Portela (“Coração contrariado”), a parceria Silas de Oliveira-Mano Décio da Viola (“Amor aventureiro”), e também assina obras em parceria com David Correia (“Não sei”) e Toninho Nascimento (“Bate, coração”). O cunhado Jorge Lucas assina “Dengo só”, em parceria com César Veneno. E Ivor Lancelotti (autor de “Abandono”, hit de Eliana Pittman e mais tarde de Roberto Carlos) comparece com “Impetuosa”. Enfim, um dos trabalhos mais expressivos de Roberto Ribeiro. Ao todo foram 14 álbuns como solista, o último deles em 1988. Infelizmente, ele perdeu a visão de um olho em virtude de uma contaminação por fungo agravada pelo diabetes, e morreu de forma trágica, vítima de atropelamento no bairro carioca de Jacarepaguá, aos 55 anos. Em 2006, foi publicado o livro “Dez anos de saudade”, assinado pela viúva Liette de Souza Maciel, com a biografia de Roberto Ribeiro. Samuel M. Filho |
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| Álbum: Coisas da Vida (1979) EMI-Odeon 062 421173 Artista(s): Roberto Ribeiro Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Encartes, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Acervo: Carlão |
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