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Dalva de Andrade – Serenata Suburbana (1960)

19/05/2012
Por

Dalva de Andrade – Serenata Suburbana (1960)

Resenha do Álbum

Dalva de Andrade Serra. Este é o nome completo da cantora que o Baú de Long Playing focaliza hoje. Ela veio ao mundo na cidade do Rio de Janeiro, então Capital da República, no dia 2 de abril de 1935. Foi revelada no programa radiofônico “Pescador de estrelas”, apresentado pelo também cantor Arnaldo Amaral, na plenitude de seus 18 anos, em 1953. Dois anos mais tarde, veio a sua estréia em disco, através da Continental, interpretando o samba-canção “Tudo nos falta”, da festejada parceria Pedro Caetano-Claudionor Cruz, e, no verso do 78 RPM, o bolero “Preço do silêncio”, de Othon Russo e Nazareno de Brito. Dalva permaneceu dois anos na Continental, transferindo-se, em 1957, para a Polydor. Dois anos mais tarde, lança seu primeiro LP, nessa mesma marca, intitulado “Eis Dalva de Andrade”. Em 1960, Dalva transfere-se para a Odeon, e este é justamente seu álbum de estréia na “marca do templo”, e certamente o de maior sucesso. A faixa-título, “Serenata suburbana”, de Capiba, é uma guarânia até hoje conhecida, originalmente lançada em 1955 pelo cantor Orlando Corrêa e desde então muitíssimo gravada. Muito bem escorada por orquestrações do maestro Lindolfo Gaya, Dalva de Andrade desfila sua belíssima voz em composições de Ary Barroso (“Bebeco e Doca”), Oscar Castro Neves (“Chora tua tristeza”, um dos standards da bossa nova), Fernando César (“Ser só”, parceria com o cantor Ted Moreno), Osmar Navarro (“Frustração”), Antônio Maria (“Mais que a minha vida”, parceria do pistonista e maestro Pernambuco), Paulo Tito (“Chorei sozinha”) e revive dois clássicos de 1941: “Se tu soubesses” (lançamento de Sílvio Caldas) e “Adeus” (criação de Gilberto Alves). Stelinha Egg, esposa do maestro Gaya, assina com o ator Macedo Neto (viúvo de Dolores Duran) a música “Voltei para ficar”. Tem também a versão “A grande dor (The big hurt)”, assinada por Romeu Nunes, compositor e produtor musical. Dalva deixou mais três álbuns na Odeon: “Amor e ciúme” (1961), sem título (1963) e “Prece” (1964). Em 1965, lançou pela Philips o álbum “A luminosa estrela” e, dois anos mais tarde, um compacto simples pela Mocambo, com as músicas “Veneza não” e “Flamenco rock”. Infelizmente, por ironia do destino, Dalva de Andrade teve de interromper a carreira por problemas de audição, e só voltaria a gravar esporadicamente. Sua última gravação conhecida é “Capoeira da Ribeira”, de Cláudio Paraíba e Iraci Carvalho, lançada em 1980, em compacto simples do selo Ytamaraty, além de um compacto duplo sem data do selo Fama, gravadora de existência efêmera que ficava na cidade fluminense de Duque de Caxias, intitulado “Sou sua mulher”, no qual regravou “Serenata suburbana”. 

Samuel M. Filho

 Álbum: Serenata Suburbana
Ano/Gravadora: (1960) Odeon MOFB 3182
Artista(s): Dalva de Andrade
Dados adicionais: Orquestrações de Gaya
Acervo: Genesystudio
Editado por: Gensystudio
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – àudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Gensystudio

 

Fonogramas Lado A
A01. Serenata Suburbana – (Capiba)
A02. Chora Tua Tristeza – (Oscar Castro Neves / Luvercy Fiorini)
A03. Chorei Sozinha – (Paulo Tito)
A04. Ser Só – (Fernando César / Ted Moreno)
A05. A Grande Dor (the Big Hurt) – (Wayne Shanklin / Vrs. Romeo Nunes)
A06. Se Tu Soubesses – (Georges Moran / Cristóvão de Alencar)
Fonogramas Lado B
B01. Bebeco e Doca – (Ary Barroso / Luis Peixoto)
B02. Voltei Para Ficar – (Stellinha Egg / Macedo Neto)
B03. Vou Fazer Um Samba – (Evaldo Gouveia / Almeida Rego)
B04. Frustração – (Osmar Navarro)
B05. Mais Que a Minha Vida – (Pernambuco / Antônio Maria)
B06. Adeus – (Roberto Martins / Mário Rossi)
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Vários – An Adventure In Stereo (1968)

16/05/2012
Por

Vários – An Adventure In Stereo (1968)

Resenha do Álbum

A estereofonia é um sistema de reprodução de áudio que usa dois canais de som distintos, o direito e o esquerdo, sintonizados no tempo. É diferente do sistema mono, em que é utilizado apenas um canal. A palavra “estéreo”, por sua vez, deriva do grego “stéreos”, literalmente significando sólido, tridimensional. O primeiro sistema de som estereofônico foi apresentado em Paris, em 1881, por Clément Adler, transmitindo uma ópera por meio do teatrófono, um tipo de telefone que produzia uma sensação de som espacial para quem estivesse ouvindo. O sistema estereofônico foi lançado comercialmente em 1957, ano em que também surgiram os primeiros LPs gravados em estéreo. Aqui no Brasil, o som estéreo demorou a pegar, e durante muito tempo as gravadoras aqui instaladas lançaram discos principalmente em mono (até os álbuns dos Beatles, lançados em mono e estéreo na Inglaterra e nos EUA, saíram no Brasil apenas em mono quando o grupo estava no auge). No final da década de 1960, vários LPs foram lançados no Brasil em versões mono e estéreo, simbolizando uma fase de transição de um sistema a outro. Por volta de 1971, o som estéreo já havia tomado definitivamente o poder no Brasil, mas os discos gravados nesse sistema eram compatíveis com as vitrolas monaurais que muita gente ainda tinha, tanto que nas capas havia a indicação “também pode ser tocado em equipamento mono”, ou ainda “estéreo compatível mono”. Houve também o som quadrafônico, que não durou muito. O Baú de Long Playing apresenta hoje um dos muitos álbuns lançados com o intuito de demonstrar o som estereofônico para os iniciados na matéria. Saiu em 1968 pela RCA e se intitula “An adventure in stereo”, ou seja, “Uma aventura em estéreo”. São músicas de várias épocas, em versões orquestradas, visando mostrar a sensação de profundidade e realidade proporcionada pelo som estereofônico. Com arranjos de Dick Schory, Esquivel, Ray Martin e Marty Gold, além do grupo The Three Suns, podem-se ouvir em estéreo clássicos como “Colonel Bogey” (marcha do filme “A ponte do Rio Kwai”, de 1957, que era assobiada pelos soldados na película), “Sous le ciel de Paris”, “Andalucia”, “Dominó”, “Heat wave”, “Caravan”, “La raspa”, “Seventy-six trombones” (música para banda do filme “O vendedor de ilusões”, de 1962)… Enfim, tudo com o intuito de mostrar as vantagens do sistema estéreo sobre o mono. E ainda viriam outras “aventuras” estereofônicas nos anos seguintes, sinal de que o público gostou. O curioso é que, atualmente, o estéreo vem sendo substituído em cinemas e algumas gravações musicais pelo áudio multicanal (5.1/7.1), cujos formatos mais populares são o DTS e o Doilby. Mas fique descansado, meu caro ouvinte, pois aparelhos de som de alta fidelidade ainda usam a estereofonia como sistema de som padrão. Portanto, este disco é perfeitamente compatível com seu atual equipamento de reprodução sonora. Pode ouvir tranqüilo!

Samuel M. Filho

 Álbum: An Adventure In Stereo
Ano/Gravadora: (1968) RCA VICTOR LSA – 1
Intérprete(s): Vários
Acervo: Vladmir
Editado por: Vladmir
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de Pesquisa: Capa, Contra Capa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Vladmir

 

Fonogramas Lado A
A01. Hernando’s Hideaway – (R. Adler – J. Ross) – Intérprete(s): Dick Schory e s/ Conj. de Percussão e Metais
A02. The Breeze And I (Andalucia) – (E. Lecuona – Al Stillman) – Intérprete(s): Ray Martin e Sua Orquestra
A03. Dominó – (L. Ferrari – O Raye) – Intérprete(s: Ray Martin e Sua Orquestra
A04. Heat Wave – (Irving Berlin) – Intérprete(s): Dick Schory e s/ Conj. de Percussão e Metais
A05. Caravan – (D. Ellington – J. Tizol – I. Mills) – Intérprete(s): The Three Suns
A06. La Raspa – (Arr. J. Esquivel) – Intérprete(s): Esquivel e Sua Orquestra
Fonogramas Lado B
B01. Colonel Bogey – (K. Alford) – Marty Gold e Sua Orquestra
B02. Brass Jockeys – (D. Schory – W. Charkovsky) – Intérprete(s): Dick Schory e s/ Conj. de Percussão e Metais
B03. Seventy Six-Trombones – (M. Willson) – Intérprete(s): Dick Schory e s/ Conj. de Percussão e Metais
B04. Jungle Drums (canto Katabali) – (E. Lecuona) – Intérprete(s): Esquivel e Sua Orquestra
B05. Stompin’ At The Savigy – Jonhson Rag – (C. Webb – B. Goodman – A. Razaf – M. Sampson) (Kleinkauf – G. Hall – J. Lawrence) – Intérprete(s): Manny Albam e Sua Orquestra
B06. Sous Le Ciel De Paris – (H Giroud – A. J. Brun) – Intérprete(s): Bernie Grenn
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Evaldo Braga – O Idolo Negro Vol. 03 (1973)

15/05/2012
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Evaldo Braga – O Idolo Negro Vol. 03 (1973)

Resenha do Álbum

Apresentamos hoje no Baú de Long Playing mais um grande ídolo popular, cuja morte trágica e prematura foi bastante chorada e sentida: Evaldo Braga. Ele era fluminense de Campos, onde nasceu em 26 de maio de 1945, e filho de Antônio Braga, fruto de um relacionamento extraconjugal, e por isso não era querido pela esposa de seu pai, com quem chegou a viver algum tempo junto com seus irmãos. Evaldo não conheceu a mãe biológica, que, como se soube mais tarde, morreu queimada. Há um boato de que a mãe biológica de Evaldo Braga o teria jogado numa lata de lixo, mas seu irmão Antônio garante que isso não é verdade. Evaldo foi garoto de rua e ex-interno do SAM (Serviço de Amparo ao Menor, precursor da FEBEM e da Fundação Casa). Foi ainda engraxate perto da extinta Rádio Mayrink Veiga, e lavador de carros de artistas do mundo musical. Nessa última atividade, conheceu vários deles, entre os quais Nilton César, através do qual conseguiu seu primeiro emprego, com o divulgador do intérprete de “A namorada que sonhei”. Em 1968, teve sua primeira música gravada, na interpretação do cantor Edson Wander, chamada “Areia no meu caminho”, parceria com Reginaldo José Ulisses. Logo depois, o nosso Evaldo conheceu o produtor e compositor musical Osmar Navarro (autor e intérprete do famoso “Quem é que lhe cobre de beijos?”), que o levou para a RCA Victor, onde gravou seu primeiro disco, um compacto simples com as músicas “Dois bobos”, de Osmar, e “Não importa”, dele mesmo com Cármen Lúcia, uma de suas mais constantes parceiras de composição, ao lado de Pantera e Isaías Souza. Mas foi em 1971 que Evaldo Braga explodiu de vez no cenário musical, agora na Polydor/Philips, para onde foi a convite do produtor Jairo Pires, lançando em compacto simples seu primeiro hit maiúsculo: “Só quero” (“Eu só quero é lhe ver/ para nunca mais chorar”…), bem no estilo “dor de cotovelo”, chamando atenção pela potência vocal e seu modo de pronunciar as palavras, que lembrava muito o dos cantores dos anos 1950. Com isso, Evaldo tornou-se figurinha carimbada de programas de auditório da TV, em especial o do lendário Chacrinha. Outros de seus marcantes sucessos são: “A cruz que carrego”, “Você não presta pra mim”, “Eu não sou lixo”, “Eu amo sua filha, meu senhor”, “Mentira”, “Nunca mais, nunca mais”, “Tudo fizeram pra me derrotar” e “Sorria, sorria”, que em São Paulo, no ano de 2008, foi até usada como jingle de propaganda eleitoral do então candidato a prefeito Gilberto Kassab, que venceu a eleição no segundo turno. Sua escassa discografia compreende cinco compactos (três simples e dois duplos), e três LPs. Conhecido como “o ídolo negro”, Evaldo, porém, sofreu de depressão e tornou-se alcoólatra. Morreu prematuramente, aos 26 anos de idade, em acidente de automóvel na estrada BR-3 (hoje BR-040), que liga o Rio de Janeiro a Juiz de Fora (MG), no dia 31 de janeiro de 1973. Segundo depoimentos de populares, o desastre aconteceu quando o motorista do carro de Evaldo (Vanderlei, que morreu na hora) tentou fazer uma ultrapassagem perigosa e o carro, um Volkswagen TL, foi atingido em cheio por um caminhão que vinha em sentido contrário. Evaldo foi levado ainda com vida para o Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Três Rios (RJ), mas perdeu muito sangue, falecendo de anemia aguda. Eu estava passando as férias de verão em Praia Grande, litoral paulista, quando soube do acidente numa conversa que minha mãe e minhas irmãs estavam tendo a respeito. À noite, o “Jornal Nacional”, da Globo, noticiou a tragédia com detalhes. Após sua morte, a Polydor/Philips lançou este LP, oficialmente sem título, mas também conhecido como “O ídolo negro – volume 3″, apresentando sete músicas inéditas, a saber: “Eu me arrependo”, “Por incrível que pareça”, “Quisera eu”, “Minha decisão”, “A triste queda”, “Por uma vez mais” e “Eu ainda amo vocês”. As outras sete, que completam o álbum, saíram anteriormente em compactos e LPs: as já citadas “A cruz que carrego”, “Nunca mais, nunca mais” e “Eu não sou lixo”, mais “Eu desta vez vou te esquecer”, “Meu delicado drama”, “Por que razão” e a releitura do clássico “Noite cheia de estrelas”, de Cândido “Índio” das Neves. Embora já tenham se passado quase 40 anos de sua morte, Evaldo Braga ainda é lembrado com veneração pelos fãs, e seu túmulo, localizado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, é um dos mais visitados no feriado de Finados todo santo ano. Porque os homens são eternos quando seus legados permanecem, e o de Evaldo jamais será esquecido.

Samuel M. Filho

Álbum: O Idolo Negro Vol. 03
Ano/Gravadora: (1973) Polydor 2451 036
Artista(s): Evaldo Braga
• Disco póstumo trazendo seis músicas inéditas: “Eu me arrependo”, “Por incrível que pareça”, “Quisera eu”, “Minha decisão”, “A triste queda”, “Por uma vez mais” e “Eu ainda amo vocês”. Traz também “A cruz que carrego” e “Nunca mais, nunca mais”, ambas que haviam saido em compacto duplo no ano anterior.
Acervo: Joaquim Rangel
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Joaquim Rangel

 

Fonogramas Lado A
A01. Eu Me Arrependo – (Evaldo Braga / Carmen Lúcia)
A02. Por Incrível Que Pareça – (Evaldo Braga / Isaias Souza)
A03. Quisera Eu – (Evaldo Braga / Tuneca)
A04. Minha Decisão – (Clayton)
A05. A Triste Queda – (Evaldo Braga)
A06. Por Uma Vez Mais – (Nenéo)
A07. Eu Desta Vez Vou Te Esquecer (Lucky People) – (A. Chinick / Vrs. Sebastião Ferreira)
Fonogramas Lado B
B01. Eu Ainda Amo Vocês – (Hailton Ferreira / Ana Maria)
B02. Meu Delicado Drama – (Isaias Souza)
B03. Por Que Razão – (Hailton Ferreira)
B04. A Cruz Que Carrego – (Isaias Souza)
B05. Noite Cheia de Estrelas – (Cândido das Neves “Índio”)
B06. Nunca Mais, Nunca Mais – (Evaldo Braga / Cezão)
B07. Eu Não Sou Lixo – (Evaldo Braga / Pantera / Carmen Lúcia)
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Vários – O Mundo Colorido da RCA (1970)

12/05/2012
Por

Vários – O Mundo Colorido da RCA (1970)

Resenha do Álbum

O Baú de Long Playing traz uma coletânea lançada em 1970 com os maiores sucessos de então interpretados pelo cast da RCA Victor. Pra quem não lembra, era uma gravadora que tinha como símbolo um cachorrinho chamado Nipper (que existiu de verdade), ao lado de um gramofone. Ela começou a operar entre nós em 1929, com o nome de Victor Talking Machine Company of Brazil. Nesse mesmo ano, a RCA (Radio Corporation of America), uma cadeia de emissoras de rádio dos EUA, comprou a Victor, nascendo daí o nome RCA Victor, pelo qual a empresa seria conhecida por vários anos. A RCA também se notabilizou como um autêntico gigante mundial da eletrônica, produzindo rádios, aparelhos de televisão e seus componentes (válvulas, tubos de imagem, etc.), e para milhões de americanos, o nome RCA designava produtos da mais alta qualidade. Quando a empresa foi comprada pela General Electric, em 1985, esta não se interessou em continuar no negócio de discos, e vendeu a gravadora para o conglomerado alemão Bertelsmann, passando a se denominar BMG (Bertelsmann Music Group), mantendo RCA como uma de suas marcas. Em 2004, a fim de enfrentar a crise mundial do mercado fonográfico, a BMG fez uma “joint-venture” com a Sony Music (antiga CBS), nascendo assim a Sony-BMG. Logo em seguida, a Bertelsmann decidiu vender sua editora de partituras para a Universal Music, e repassou sua metade na gravadora para a Sony. Com isso, em 2008, a gravadora voltou a ser apenas e tão-somente Sony Music, sendo ela a atual detentora do acervo da antiga RCA/BMG. E uma interessante parcela desse vasto legado nos é oferecida através da coletânea que o Baú de Long Playing agora oferece (curiosamente, o cachorrinho e o gramofone que simbolizavam a gravadora nem aparecem no selo, uma vez que estavam temporariamente aposentados, voltando depois com força total). Abrindo o disco, o grande Nilton César, interpretando “Espere um pouco, um pouquinho mais”. Em seguida, vem “Comunicação”, que sua intérprete, Vanusa, defendeu no quinto e último festival de MPB da TV Record, em 1969, uma divertida sátira ao mundo da publicidade e da sociedade de consumo, que mereceu mais tarde regravações por Elis Regina e Dóris Monteiro. Um dos expoentes da canção italiana, Domenico Modugno (1928-1994), autor de clássicos como “Nel blu dipinto di blu (Volare)” e “Dio, come ti amo”, aqui comparece com “La lontananza”. Nélson Gonçalves (1919-1998), um dos maiores astros da RCA, por sinal sua única gravadora em mais de 50 anos de carreira, comparece com sua interpretação do clássico bossanovista “Insensatez”, de Tom Jobim e do Poetinha Vinícius. O americano Harry Nilsson (1941-1994), criador de hits como “Everybody’s talking” e “Without you”, vem aqui com uma composição de sua autoria, “Down to the valley”. Em seguida vem o grupo Emissão M (que, ao que parece, não foi pra frente), interpretando “Os vestidos de Joana” (alguém lembra?). Cármen Silva, hoje intérprete de música gospel, apresenta seu primeiro e maiúsculo sucesso, “Adeus, solidão” (“Quero bem alto e ao mundo inteiro gritar/ que sou feliz e que tenho alguém para amar”…), autêntica coqueluche nas paradas de sucesso e programas de auditório da televisão nessa época. Antônio Marcos (1945-1992), paulistano do bairro de São Miguel Paulista, aqui comparece com “Eu sigo só”, de autoria de Fábio (aquele da música “Estela”) e Paulo Imperial. Apesar do sucesso, Antônio Marcos vivia deprimido, e teve sua carreira destruída pelo alcoolismo. Ele assina com seu irmão Mário Marcos outra faixa desta compilação, “Chove”, interpretada por outro grande nome que deixou saudade, Wilson Miranda (1940-1985). O grande hit de então da banda roqueira britânica Christie, “Yellow river”, vem aqui com a Orquestra Jean Lafontaine (de origem francesa, pelo nome). Martinho da Vila, notável sambista brasileiro, apresenta o samba-enredo de sua escola de coração, a Unidos de Vila Isabel, para o carnaval de 70: “Glórias gaúchas”. E, encerrando esta compilação, “A charanga”, defendida por Wanderléa no quinto Festival Internacional da Canção (FIC), da TV Globo, e aqui interpretada pela dupla Don e Ravel, sendo Don parceiro da “ternurinha” nesta composição. Enfim, um pouco do que fazia sucesso naquele início dos anos 1970, mostrado por alguns dos mais expressivos contratados da RCA nessa época. Aproveite e divirta-se!

Samuel M. Filho

 Álbum: O Mundo Colorido da RCA
Ano/Gravadora: (1970) RCA Victor BBL 1555
Artista(s): Diversos
Acervo: Paulo Lucio
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Paulo Lucio

Fonogramas Lado A
A01. Espere Um Pouco… Um Pouquinho Mais (La Nave Del Olvido) – (Dino Ramos / Vrs. Osmar Navarro) – Intérprete(s): Nilton César
A02. Comunicação – (Édson Alencar / Hélio Matheus) – Intérprete(s): Vanusa
A03. La Lontananza – (Domenico Modugno / Bonaccorti) – Intérprete(s): Domenico Modugno
A04. Insensatez – (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) – Intérprete(s): Nelson Gonçalves
A05. Down To The Valley – (Nilsson) – Intérprete(s): Nilsson
A06. Os Vestidos de Joana – (José Márcio) – Intérprete(s): Emissão M
Fonogramas Lado B
B01. Eu Sigo Só – (Fábio / Paulo Imperial) – Intérprete(s): Antônio Marcos
B02. Adeus Solidão (Picking Up Pebbles) – (Johnny Curtis / Vrs. Newton Miranda) – Intérprete(s): Carmen Silva
B03. Chove – (Antônio Marcos / Mário Marcos) – Intérprete(s): Wilson Miranda
B04. Yellow River – (Christie) – Intérprete(s): Orquestra Jean Lafontaine
B05. Glórias Gaúchas (Unidos de Vila Isabel – Samba-enredo 1970) – (Martinho da Vila) – Intérprete(s): Martinho da Vila
B06. A Charanga – (Dom / Wanderléa) – Intérprete(s): Dom e Ravel

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Gregório Barrios – Aqueles Ojos Verdes (1986)

11/05/2012
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Gregório Barrios – Aqueles Ojos Verdes (1986)

Resenha do Álbum

Creio que, atendendo a vários pedidos, o Baú de Long Playing traz de volta o espanhol Gregório Barrios, aqui em um de seus últimos trabalhos em disco, lançado pela Continental dois anos antes de seu falecimento, em 1976. Vocês já conhecem a gloriosa trajetória deste grande intérprete do bolero, posto que já a contamos aqui anteriormente. A capa, fazendo jus ao próprio título deste disco, traz na foto uma bela jovem de olhos verdes… E a música-título, “Aquellos ojos verdes”, é bastante conhecida, data do início da década de 1930, originalmente composta em ritmo de rumba (no Brasil, em versão de João de Barro, o Braguinha, foi sucesso em 1932 na voz de Castro Barbosa, o futuro criador da “PRK-30″ no rádio). O acompanhamento em algumas faixas, embora não creditado, parece ser da Tropical Brazilian Band, formada por músicos da cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e que acompanhou Gregório nos últimos anos de sua vida, em discos e shows ao vivo. O repertório é de qualidade, como, aliás, em todos os trabalhos do “rei do bolero”, apresentando verdadeiros clássicos da música hispânica. Barrios recorda inclusive seu primeiro sucesso em disco, “Se muy bien que vendrás”, lançado em 1945 pela mesma Continental que editou este trabalho. A faixa de abertura, “Amapola”, do espanhol e compatriota de Gregório José Maria Lacalle, teve até versão feita e gravada por nada mais nada menos que… Roberto Carlos (!), isso em 1964, no álbum “É proibido fumar”. Aqui ponteiam também obras dos mexicanos Agustin Lara (“Farolito”, “Pecadora”, “Noche de ronda”, “Lágrimas de sangre”) e Alberto Dominguez (“Frenesi”), e do cubano Oswaldo Farrés (“Trés palabras”, “Toda una vida”), todas muito lembradas, queridas e regravadas anos a fio. “Hipócrita”, de Carlos Crespo, foi hit do próprio Gregório no início dos anos 1950, e a última faixa não poderia ser mais adequada para encerrar este disco: “La última palabra”. Enfim, nada de novo, mas recordar é viver, e quaisquer versões desses clássicos imortais é sempre bem vinda. Curtamos!

Samuel M. Filho

 Álbum: Aqueles Ojos Verdes
Ano/Gravadora:  (1986) Phonodisc 0.34.405.456
Outras Edições: (1976) Continental 1.07.405.075
Oubtras Edições: (1976) Phonodisc 0.34.405.456
Artista(s): Gregório Barrios
Acervo: Genesystudio
Editado por: Genystudio
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Genesystudio

Fonogramas Lado A
A01. Amapola – (Joseph M. Lacalle)
A02. Farolito – (Agustin Lara)
A03. Frenesi – (Alberto Dominguez)
A04. Pecadora – (Agustin Lara)
A05. Tres Palabras – (Osvaldo Farrés)
A06. Toda Una Vida – (Osvaldo Farrés)
A07. Hipócrita – (Carlos Crespo)
Fonogramas Lado B
B01. Alma Llanera – (Pedro Elias Gutierrez)
B02. Noche de Ronda – (Agustin Lara)
B03. Ella – (José Alfredo Jiménez)
B04. Se Muy Bien Que Vendrás – (Antônio Nuñez M.)
B05. Lágrimas de Sangre – (Agustin Lara)
B06. Aquellos Ojos Verdes – (Nilo Menendez / Adolfo Utrera)
B07. La Última Palabra – (Eleazar Lopez)
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The Royal Philarmonic Orchestra – Plays The Quenn Collection (1982)

11/05/2012
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The Royal Philarmonic Orchestra – Plays The Quenn Collection (1982)

Resenha do Álbum

Quem foi jovem nos anos 1970/80 se lembra, e com saudades, do Queen, uma das mais populares bandas de rock britânicas dessa época. O grupo era formado por Freddie Mercury (vocal e piano), Brian May (guitarras, harpa, teclado e vocal), Roger Taylor (bateria, percussão e vocal) e John Deacon (baixo, guitarra, teclado e vocal). O Queen foi responsável pelo chamado rock arte, cheio de excentricidades, instrumental cuidado e passagens vocais complexas, além de marcantes apresentações ao vivo, cheias de luzes, pirotecnias e outros efeitos especiais. Eles estiveram duas vezes no Brasil, a primeira em 1981, quando se apresentaram no Estádio do Morumbi, em São Paulo, e a segunda em 1985, na primeira edição do Rock in Rio. O astro principal da banda, claro, era o vocalista Freddie Mercury, uma figura cheia de energia e carisma. No dia 23 de novembro de 1991, Mercury admitiu, após diversos rumores, que estava com o vírus da AIDS, e, apenas doze horas depois, faleceu de broncopneumonia, aos 45 anos de idade. Ele foi cremado e suas cinzas estão no Garden Lodge, em Londres. Já em 1997, o baixista John Deacon abandonou os meios musicais para se dedicar à família. Os demais remanescentes do Queen, Brian May e Roger Taylor, vez por outra lançam discos e se apresentam publicamente, com outros vocalistas (primeiro Paul Rodgers, depois Adam Lambert). Com tamanha popularidade, era inevitável que os hits do Queen ganhassem versões para orquestras. E esse é o caso de nosso álbum de hoje, em que as mais expressivas músicas da banda são executadas pela Royal Philarmonic Orchestra. Ela foi fundada em 1946 pelo maestro Thomas Beecham, e seu primeiro concerto deu-se em 15 de setembro desse mesmo ano, na cidade de Croydon. Em 1950, a RPO (sigla pela qual também é conhecida) fez uma turnê pelos EUA, sendo a segunda orquestra britânica a visitar o território americano (a primeira foi a Sinfônica de Londres, em 1912). Lançado pela EMI em 1982, quando o Queen ainda estava no auge do sucesso, o disco conta com os arranjos e a regência de Louis Clark, arranjador e tecladista, nascido na cidade de Kempston em 27 de fevereiro de 1947. Foi arranjador de cordas da Electric Light Orchestra e também conduziu a RPO numa série de álbuns chamada “Hooked on classics”, com trechos de músicas eruditas em arranjos de “disco music”, massacrada pela crítica, mas sucesso de público. Aqui, Clark também contou com o reforço da flautista mexicana, então radicada nos EUA, Elena Durán, e da Royal Choral Society nos vocais. Com arranjos primorosos, dignos da grandeza da música do Queen, a RPO executa páginas que ainda hoje permanecem na memória e no coração dos fãs da banda, tais como “Love of my life” (ainda hoje capaz de derreter qualquer coração), “We are the champions” (possivelmente o maior hit do Queen, incluído até mesmo em filmes de grande bilheteria), “Play the game”, “Don’t stop me now”, “Crazy little thing call ed love”, “Flash” (composta para o filme “Flash Gordon”, de 1980), e, como faixa final, a apoteótica e marcante “Bohemian rhapsody”, lançada originalmente pelo Queen em 1975 no histórico álbum “A night at the opera”, e que, apesar de sua longa duração, ficou nove semanas consecutivas em primeiro lugar nas paradas de sucesso da Inglaterra e dos EUA, ajudada principalmente por um videoclipe muito bem produzido, um dos pioneiros do gênero que mais tarde faria a fama da MTV. Enfim, um trabalho extremamente bem cuidado, técnica e artisticamente, que certamente agradará aos fãs de orquestras e, claro, do Queen. E aí, vamos relembrar?

Samuel M. Filho

 Álbum: Plays The Quenn Collection
Ano/Gravadora: (1982) EMI 084 64911
Intérprete(s): The Royal Philarmonic Orchestra
Observações:
LOUIS CLARK CONDUCT THE ROYAL PHILARMONIC
ORCHESTRA AND THE ROYAL CHORAL SOCIETY
SOLOIST: ELENA DURAN – ARRANGED BY LOUIS CLARK
Acervo: Paulo Lucio
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Paulo Lucio

A01. Quenn Medley
Flash -  You’re My Best Friend – Play the Game – We Are the Champions – (May) (Deacon) (Mercury) (Mercury)
A02. Flash – (May)
A03. Play the Game – (Mercury)
A04. We Are the Champions – (Mercury)
A05. Don’t Stop Me Now – (Mercury)
A06. Love of My Life – (Mercury)
A07. Killer Queen – (Mercury)
Fonogramas Lado B
B01. You’re My Best Friend – (Deacon)
B02. Teo Torriatte (Let Us Cling Together) – (May)
B03. Under Pressure – (Quenn – David Bowie)
B04. Crazy Little Thing Called Love – (Mercury)
B05. Bohemian Rhapsody – (Mercury)
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José Augusto – José Augusto (1977)

28/04/2012
Por

José Augusto – José Augusto (1977)

Resenha do Álbum

Um dos mais queridos cantores e compositores brasileiros é hoje apresentado no Baú de Long Playing: José Augusto Cougil. Sim, é esse o sobrenome desse autêntico ídolo popular, nascido no Rio de Janeiro em 16 de agosto de 1953, sendo o único filho de Sophia Cimillo Cougil e Augusto Cougil Novoa. Aos 8 anos de idade, ele começou a estudar piano, harmonia e solfejo no Conservatório Nacional de Música, lá mesmo no seu Rio natal. Logo depois, o papai Augusto lhe deu de presente o primeiro piano, a fim de poder praticar em casa. Aos 12 anos, o então pré-adolescente José ganhou o primeiro violão, e aprendeu a tocar o básico. Aos 14 anos, participou do festival de música de Santa Teresa, ganhando o prêmio de melhor intérprete, o primeiro de uma série. Até os 17 anos, fez testes em quase todas as gravadoras de discos brasileiras, sendo reprovado em todas. Mas, em 1972 (ano em que teve sua primeira composição gravada, na voz de Cauby Peixoto), ele levou uma fita demo com suas músicas para a Odeon, futura EMI, e o produtor de discos (e também integrante dos Golden Boys) Renato Correia logo percebeu seu talento e potencial. Novo teste, com a orquestra do maestro Lindolfo Gaya, e José Augusto finalmente é aprovado e contratado pela “marca do templo”. Em 1973, grava seu primeiro disco oficial, um compacto simples com as músicas “De que vale ter tudo na vida” e “Na rua em que você morava”, conseguindo vender um milhão de cópias. Em seguida, o primeiro LP, sem título, com destaque para “Eu quero apenas carinho” e “Quem nega a luz na sombra vai morrer” (mais tarde incluída na primeira versão da novela global “Anjo mau”). Nessa ocasião, iniciou também carreira internacional, com apresentações no México, Espanha, Argentina, Peru, Colômbia, Costa Rica, Venezuela, Equador, Venezuela e grande parte latina dos EUA, sendo agraciado com inúmeros prêmios e vendendo cinco milhões de cópias. Compõe também para outros artistas, tais como Fafá de Belém (“Sozinha”, “Mentiras”), Alcione (“Metade de mim”, “O que eu faço amanhã”), Simone (“Separação”), Chitãozinho e Xororó (“Evidências”), etc. Em 1985, José Augusto rompeu a barreira das rádios FM brasileiras, que até então não divulgavam artistas de cunho mais popular, com a música “Fantasias”. Outros sucessos da vasta bagagem de José Augusto: “Sábado”, “Chuvas de verão”, “Amantes”, “Eu e você”, “Fui eu”, “Hey!” (versão de um hit de Júlio Iglésias), “Tudo deu em nada”, “Faz de conta”, “Aguenta, coração” (tema de abertura da novela “Barriga de aluguel”, da Globo), “Sonho por sonho”, “Me esqueci de viver”, “Querer é poder” (dueto com Xuxa Meneghel, a “rainha dos baixinhos”, tema de abertura de outra novela global, “Sonho meu”), “Apaixonado” e muitos outros. O Baú de Long Playing nos apresenta o quarto LP da carreira de José Augusto, ainda pela Odeon (ele depois gravaria na BMG, na Polygram, na Sony Music, na Abril Music e na Universal). A faixa “Meu primeiro amor” alcançou sucesso imediato em todo o país, e nela José Augusto é parceiro de Miguel Plopschi (dos Fevers) e (por incrível que pareça) Paulo Coelho, que também compôs com Raul Seixas e Rita Lee e mais tarde tornou-se bem-sucedido autor de livros de cunho esotérico, entrando até para a  Academia Brasileira de Letras. Aqui, José Augusto também assina composições em parceria com Oscar (“Quero encontrar meu caminho”), Fernando Mendes (“Só não acaba o que nunca começa”, também co-assinada por Édison), o jovem-guarda Rossini Pinto (“O relógio”), Augusto César (“Rock romântico”)e os misteriosos Dario e Iracema Pinto (“Cinderela”). Um trabalho que já demonstra o elevadíssimo potencial de José Augusto como compositor e intérprete. Ele também já se apresentou em Portugal, Porto Rico e Angola, e morou durante um ano (2006/2007) em Miami. Até 2009, já tinha vendido aproximadamente VINTE MILHÕES(!) de cópias de seus álbuns em todo o mundo, sendo, depois de Roberto Carlos, o artista brasileiro que mais vendeu discos na América Latina, também figurando entre os cantores que mais tiveram músicas em trilhas sonoras de telenovelas. Além disso, foi o único brasileiro a receber, na Espanha, o prêmio Olé de música, pela vendagem de 250.000 discos. Com todas essas credenciais e cifras, José Augusto é merecidamente um dos mais queridos e apreciados cantores e compositores brasileiros!

Samuel M. Filho

 Álbum: José Augusto
Ano/Gravadora: (1977) Odeon SMOFB 3938
Outras Edições: 062 421065
Artista(s): José Augusto
Acervo: GENESYSTUDIO
Editado por: GENESYSTUDIO
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: GENESYSTUDIO

 

Fonogramas Lado A
A01. Mania de Grandeza – (Odair José / Maxine)
A02. Quero Encontrar Meu Caminho – (Oscar / José Augusto)
A03. Só Não Acaba o Que Nunca Começa – (Fernando Mendes / Édison / José Augusto)
A04. Rock Romântico – (Augusto César / Bras / José Augusto)
A05. Cinderela – (Iracema Pinto / Dario / José Augusto)
A06. Eu Pago Qualquer Preço – (Livi / Miguel)
Fonogramas Lado B
B01. A Vida É Assim – (Pyska / Bentana)
B02. América Latina – (César / Antônio Queiroz)
B03. O Rei – (Alberto / Liebert / Augusto César)
B04. Meu Primeiro Amor – (José Augusto / Miguel / Paulo Coelho)
B05. O Relógio – (Miguel / Dino / Rossini Pinto / José Augusto)
B06. Melancolia – (R. Girado)
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Roberto Yanez – Boleros de Ontem e De Hoje (1965)

27/04/2012
Por

Roberto Yanez – Boleros de Ontem e De Hoje (1965)

Resenha do Álbum

Fãs de boleros não têm do que se queixar quando acessam o Baú de Long Playing. Trazemos desta vez um LP lançado no Brasil em 1965, com pérolas do bolero interpretadas por Roberto Yanez, cujo nome verdadeiro é Roberto César Iannacone. Ele nasceu na cidade de Córdoba, na Argentina, em 25 de abril de 1932, portanto acaba de completar 80 anos. Um de seus tios era pianista, tendo sido professor e acompanhante do tenor italiano Tito Schipa, daí nascendo à paixão de Roberto pela música. Desde bem criança participou em programas de rádio na sua Córdoba natal. Fazia de tudo: cantava, sapateava, representava, e tocava violão e piano, instrumentos em que se tornou exímio graças a vários anos de estudo no Conservatório Provincial de Música. Prestou o serviço militar na Escola de Artilharia de Còrdoba, onde conseguia dias de licença a troco de apresentações que fazia no Cassino de Oficiais. Após o dever cumprido, fez parte do conjunto Los Changos del Portezuelo, onde permaneceria até 1956, quando se transferiu para a capital argentina, Buenos Aires. Atuou em locais diversos como pianista e cantor de boleros, temas tropicais, jazz e tango, tanto como solista quanto como crooner de orquestras. Em 1957, Roberto Yanez fez um teste para se unir ao grupo Los 5 Latinos, mas em virtude de sua voz inigualável, Ricardo Romero aconselhou-o a partir para a carreira-solo. Um ano mais tarde, assinou contrato com a CBS (atual Sony Music) e sua estreia em gravações deu-se com “Donde estará mi vida?” e “El espejo”. Seguiram-se os primeiros LPs, aparições em rádio e televisão, viagens pela América e prêmios internacionais. Em 1963, gravou um LP de tangos com Astor Piazolla, pouco difundido na ocasião, mas que com o tempo tornou-se cult entre colecionadores, a ponto de ser relançado em CD, apresentando temas como “Cafetin de Buenos Aires”, “Margarita Gauthier”, “Fuimos” e “Grizeta”. Entre seus inúmeros sucessos podemos destacar: “Querer como nadie”, “Te desafio” (estas de sua própria autoria), “Enamorada”, “Rondando tu esquina”, “Camino del puente”, “A la eternidad”, “Juguete”, “Paloma”, “Tu aplauso”, “Encandenados” e “Contigo en la distancia”. Veio ao Brasil em abril de 1960, cantando para mais de vinte mil espectadores no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, além de receber do lendário apresentador de rádio César de Alencar um troféu comemorativo destinado a figuras de fama mundial e aparecer em programas de TV de grande audiência na época, como “Almoço com as estrelas” e “Show de Heloísa Helena” (não confundir com a famosa política), sempre recebendo o carinho e o aplauso do público. A seleção deste disco que o Baú de Long Playing nos oferece agradará a todos aqueles que apreciam o velho e bom bolero. Excelentes e renomados compositores do gênero, como os mexicanos Gabriel Ruíz (“Tu, onde estás?”, “Desesperadamente”), Gonzalo Curiel (com a clássica “Vereda tropical”), Agustin Lara (“Cuando vuelvas”), os portorriquenhos Rafael Hernández (“Que te importa?”), Myrta Silva (“Que sabes tu?”) e Arturo Rivero (“Faltan palabras”), os cubanos Margarita Lecuona (autora daquele famoso carro-chefe de Ângela Maria, “Babalu”, aqui comparecendo com “Eclipse”), Sérgio de Karlo (“Flores negras”) e Júlio Gutierrez (“Llanto de luna”) abrilhantam este trabalho da extensa discografia deste notável intérprete argentino de boleros, apoiados por bons orquestradores: Lucio Milena (que, aliás, até gravou com Cauby Peixoto), Dante Amicarelli, Mito Garcia e Jorge Calandrelli. Tudo isso, associado à inigualável voz do agora octogenário Roberto Yanez, faz deste trabalho um prato cheio para tantos quantos apreciem o bolero no que ele tem de melhor e mais expressivo. Quem há de resistir?

Samuel M. Filho

 Álbum: Boleros de Ontem e De Hoje
Ano/Gravadora: (1965) CBS 37403
Artista(s): Roberto Yanez
Acervo: Joaquim Rangel
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Bom
 Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Joaquim Rangel

Fonogramas Lado A
A01. Tu Onde Estás – (Gabriel Ruiz – Ricardo López Méndez) – Roberto Yanez com Lucio Milena e sua Orquestra
A02. Faltan Palabras – (Arturo D. Rivero) – Roberto Yanez com Dante Amicarelli e sua Orquestra
A03. Vereda Tropical – (Gonzalo Curiel) – Roberto Yanez com Lucio Milena e sua Orquestra
A04. Sen Sufrimiento – (Toño Rovira) – Roberto Yanez com Dante Amicarelli e sua Orquestra
A05. Llanto De Luna – (Julio Gutierrez) – Roberto Yanez com Jorge Calandrelli e sua Orquestra
A06. Flores Negras – (Sergio de Karlo) – Roberto Yanez com Mito Garcia e sua Orquestra
Fonogramas Lado B
B01. Regalame El Cielo – (Arturo D. Rivero – Rudy Varón) – Roberto Yanez com Dante Amicarelli e sua Orquestra
B02. Cuando Vuelvas – (Augustin Lara) – Roberto Yanez com Mito Garcia e sua Orquestra
B03. Que Sabes Tu – (Myrta Silva) – Roberto Yanez com Dante Amicarelli e sua Orquestra
B04. Que Te Importa – (Rafael Hernández) – Roberto Yanez com Lucio Milena e sua Orquestra
B05. Eclipse – (Margarita Lecuona) – Roberto Yanez com Jorge Calandrelli e sua Orquestra
B06.
Desesperadamente – (Gabriel Ruiz – Ricardo López Méndez) – Roberto Yanez com Lucio Milena e sua Orquestra

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Agepê – Agepê (1987)

26/04/2012
Por

Agepê – Agepê (1987)

Resenha do Álbum

E ele voltou! Mais uma vez o Baú de Long Playing traz de volta o grande e inesquecível sambista Agepê (Rio de Janeiro, 1942-idem, 1995), que deixou um legado importantíssimo para a história do samba e, por extensão, da música popular brasileira. Este foi seu décimo primeiro álbum de carreira, e o primeiro para a Philips/Polygram, hoje Universal Music, após passagem pela Som Livre. Agepê segue a linha de seus trabalhos anteriores, assinando a maioria das músicas aqui presentes (sete), entre elas “Dona do meu ser” e “Louca”, que mantêm o estilo de seu grande hit “Deixa eu te amar”, de três anos antes (afinal, nunca se mexe em time que está ganhando, e Agepê sabia disso mais do que ninguém). Seus parceiros nessas músicas são o inseparável Canário, Beto Correia, David Correia (seria irmão do Beto?) e Serafim Adriano. O cardápio inclui obras de outros compositores de prestígio, como a parceria Edil Pacheco-Paulo César Pinheiro (“Ilê ayê”), este último viúvo da cantora Clara Nunes, que também assina outra faixa deste disco, “Nossa cachaça”, em parceria com Ivor Lancelotti, cujo maior sucesso como autor é “Abandono” (“Se voltar não faça espanto / Cuide apenas de você”…), originalmente gravado por Eliana Pittman, porém mais lembrado no registro posterior de Roberto Carlos. Odibar Moreira da Silva, que assina “Água do poço” com Efson (eles também fizeram juntos “Brilha pra mim”, hit de Jorge Aragão), tem várias músicas de sucesso em parceria e na interpretação de Paulo Diniz (“Quero voltar pra Bahia”, “Pingos de amor”, “Canseira”, “Ponha um arco-íris na sua moringa”, “Um chope pra distrair”). Com mais de 40 anos de carreira, membro da diretoria do Bloco Samba Brilha (Cinelândia, Rio) e funcionário público aposentado, Odibar morreu desconhecido e no anonimato (como, aliás, muitos de nossos compositores populares) em junho de 2010, e estava então no Retiro dos Artistas. O mineiro (e belorizontino) Toninho Geraes (pseudônimo de Antônio Eustáquio Trindade Ribeiro), coautor de “Devastação”, tem mais de duzentas composições na bagagem, oito delas gravadas por Agepê, e as demais por outros grandes nomes do samba como Martinho da Vila e Zeca Pagodinho. O pernambucano (e recifense) Romildo Souza Bastos, falecido em 1990 aos 48 anos de idade, aqui comparece com “São Jorge da Costa da Mina”, parceria com Sérgio Fonseca. Enfim, Agepê estreou com o pé direito na Philips/Polygram, e gravaria mais quatro álbuns nessa marca: “Canto pra gente cantar” (1988), sem título (1990), “Cultura popular” (também de 1990) e “Me leva” (1992). Encerraria sua carreira fonográfica na Warner, em 1994, com o CD “Feliz da vida”.

Samuel M. Filho

 Álbum: Agepê
Ano/Gravadora: (1987) Polygram 834 078-1
Artista(s): Agepê
Acervo: Carlão
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Carlão

Fonogramas Lado A
A01. Dona do Meu Ser (Provar do Seu Baton) – (Agepê / Canário / Beto Correia)
A02. Um Grande Amor Nunca Termina – (Agepê / Chiquinho Fabiano / David Correia)
A03. Ilê Ayê – (Edil Pacheco / Paulo César Pinheiro)
A04. Primeiro Beijo – (Agepê / Canário / Beto Correia)
A05. Nossa Cachaça – (Ivor Lancellotti / Paulo César Pinheiro)
A06. Água do Poço – (Odibar / Efson)
Fonogramas Lado B
B01. Louca – (Agepê / Canário / Beto Correia)
B02. Devastação – (Toninho Gerais / Naval / G. Martins)
B03. A Procura da Flor – (Agepê / Canário / Beto Correia)
B04. Mundo de Cimento – (Agepê / Serafim Adriano)
B05. São Jorge da Costa da Mina – (Romildo Bastos / Sergio Fonseca)

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Elizeth Cardoso – Live In Japan (1977)

25/04/2012
Por

Elizeth Cardoso – Live In Japan (1977)

Resenha do Álbum

Se há uma coisa de que os japoneses gostam, e muito, é de música popular brasileira. Shows de cantores brasileiros (como Joyce e Itamara Koorax, por exemplo) sempre foram bastante prestigiados pelo público nipônico. E discos de música brasileira, muitos até fora de catálogo no próprio Brasil, sempre tiveram excelente vendagem por lá. Foi no Japão, inclusive, em 1986, que a cantora Nara Leão gravou aquele que é considerado o primeiro álbum de música brasileira no formato CD, intitulado “Garota de Ipanema”. Nove anos antes, a “Divina” Elizeth Cardoso (Rio de Janeiro, 1920-idem, 1990) fez memorável apresentação no Teatro Shibuya Kokaido, em Tóquio, a capital japonesa, e os melhores momentos desse espetáculo foram registrados no álbum que o Baú de Long Playing ora oferece. Apoiada por músicos de quilate como o trombonista e arranjador Nelsinho, o baterista Wilson das Neves e o pianista Sérgio Carvalho, Elizeth dá uma amostragem ao vivo dos melhores momentos de seu memorável repertório. O ouvinte irá se deliciar com verdadeiras jóias, como “É luxo só”, de Ary Barroso e Luiz Peixoto (por ela própria lançada no espetáculo “Mister samba”, que contava a vida de Ary, em 1957), “Preciso aprender a ser só” (clássico dos irmãos Valle, inúmeras vezes gravado), “Na cadência do samba”, do mestre Ataulfo Alves (“morre o homem, fica a fama”), “Barracão” (que, poucos sabem, foi lançado por Heleninha Costa no carnaval de 1953, e foi tirado do esquecimento justamente por Elizeth, em 1968, no memorável show que fez com Jacob do Bandolim no Teatro João Caetano carioca), “Naquela mesa” (preito de saudades de Sérgio Bittencourt a seu pai, o imortal e já citado Jacob), “Outra vez” (uma das primeiras músicas gravadas do mestre Tom Jobim, originalmente lançada em 1954 por Dick Farney), “A noite do meu bem” (como resistir a essa jóia concebida pela imortal Dolores Duran?) e “Apelo” (obra-prima de Baden Powell e do Poetinha Vinícius, sendo que Baden também assina “Última forma”, junto com Paulo César Pinheiro). Enfim, um documento precioso de uma memorável apresentação, e a nostalgia e o entretenimento, ambos de nível, estão plenamente garantidos. Quem há de resistir?

Samuel M. Filho

Álbum: Live In Japan
Ano/Gravadora: (1977) Global Records/Copacabana COLP 12183
Artista(s): Elizeth Cardoso
Dados adicionais:
• Nelson Santos ”Nelsinho”: Trombone
• Sergio Carvalho: Piano
• Gian: Guitarra
• Sergio Barroso: Contrabaixo
• Wilson das Neves: Bateria
• Arranjos: Nelson Santos ”Nelsinho”
• Direção Artística: Ikno Abo (Global Records) e Takao Homma (Nippon Columbia)
• Gravado ao vivo no Teatro Shibuya Kokaido – Tokio – Japão, em 23 de setembro de 1977.
Acervo: GENSYSTUDIO
Editado por: GENESYSTUDIO
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo 
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: GENESYSTUDIO

Fonogramas Lado A
A01. Introdução – Barracão – (Luis Antônio / Oldemar Magalhães)
A02. Na Cadência do Samba – (Ataulfo Alves / Paulo Gesta)
A03. Apelo – (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
A04. A Noite do Meu Bem – (Dolores Duran)
A05. Última Forma – (Baden Powell / Paulo César Pinheiro)Fonogramas Lado A
Fonogramas Lado B
B01. Naquela Mesa – (Sergio Bittencourt)
B02. É Luxo Só – (Ary Barroso / Luis Peixoto)
B03. Manhã de Carnaval – (Luiz Bonfá / Antônio Maria)
B04. Preciso Aprender a Ser Só – (Marcos Valle / Paulo Sergio Valle)
B05. Outra Vez – (Tom Jobim)

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Wando – Tenda dos Prazeres (1990)

24/04/2012
Por

Wando – Tenda dos Prazeres (1990)

Resenha do Álbum

Baú de Long Playing nos apresenta hoje um dos trabalhos mais expressivos de um cantor-compositor cuja morte, acontecida em 8 de fevereiro passado, foi muito chorada e sentida. Falamos de Wanderley Alves dos Reis, o Wando, apelido que lhe foi dado sua querida avó. Wando nasceu em Cajuri, cidade do interior de Minas Gerais, em 2 de outubro de 1945. Ainda criança, mudou-se para Juiz de Fora, onde aprendeu violão erudito e foi, claro, diplomado com louvor. Por volta dos vinte anos de idade iniciou sua carreira musical, lá em Juiz de Fora, apresentando-se em bailes daquela região e participando de conjuntos. Mais tarde, mudou-se para Volta Redonda, interior do Rio de Janeiro, conhecida como “a capital do aço”, onde trabalhou como caminhoneiro e feirante. Seu nome ganhou projeção nacional a partir de 1971, quando Jair Rodrigues gravou sua composição “O importante é ser fevereiro”, êxito retumbante no carnaval do ano seguinte. Na folia seguinte, de 1973, outro sucesso gravado por Jair, e com a parceria dele: “Se Deus quiser”, lançado em fins do anterior no LP “Com a corda toda”, aqui também postado. Seu primeiro álbum como intérprete veio ainda em 73, “Glória a Deus e samba na Terra”, pela Beverly/Copacabana. Dois anos mais tarde, em 1975, seu segundo LP consolida de vez sua popularidade, destacando os hits “Nêga de Obaluaê” e principalmente “Moça”, incluída na primeira versão da novela “Pecado capital”, da TV Globo, impulsionando as vendas do disco para mais de um milhão de cópias. Nos anos seguintes, lançaria sucessos sem conta: “Vê, coração bandido”, “Jesus, negro bonito dos olhos azuis”, “Você às vezes até sou eu”, “Gosto de maçã”, “A paz que nasceu pra mim”, “Senhorita, senhorita”, “Fogo e paixão” (talvez o maior deles), “Chora, coração” (incluído na novela global “Roque Santeiro”), “Deus te proteja de mim”, “Viver é deixar rolar o sentimento”, “Ui-Wando paixão”, “Eu já tirei a tua roupa” e muitos mais. Também compôs para artistas como Roberto Carlos (“A menina e o poeta”) e Ângela Maria (“Vá, mas volte”). Um dos ícones da chamada música brega (a princípio um termo pejorativo, mas que hoje designa música popular de fácil assimilação), Wando também entrou para o “RankBrasil – Recordes brasileiros”, como o possuidor da maior coleção de calcinhas do país! E essa coleção teve início justamente a partir do lançamento, em 1990, do disco que o Baú de Long Playing, ora oferece, “Tenda dos prazeres”. Como estratégia de divulgação deste nosso álbum de hoje, ele distribuía as peças íntimas em seus shows para as fãs, e elas, claro responderam à altura… O repertório é bem ao gosto dos fãs de Wando, com músicas essencialmente românticas (“Nas curvas do teu corpo”, a própria-faixa-título, “Tenda dos prazeres”, “Eu acho que estou perdendo você”, “Amor vira-lata”, etc.). Um álbum de sucesso, com vendagem expressiva, além de ter iniciado a coleção de calcinhas do intérprete… Como dito no início desta resenha, Wando nos deixou no dia 8 de fevereiro deste 2012, na cidade mineira de Nova Lima, vítima de graves problemas cardíacos que sofrera ainda em Belo Horizonte, sendo logo internado numa UTI hospitalar, e de lá transferido para Nova Lima. Foi submetido a uma angioplastia, mas não resistiu. Porém, ficou o seu legado, e nos resta o consolo de podermos ouvi-lo e apreciá-lo sempre que quisermos!

Samuel M. Filho

Álbum: Tenda dos Prazeres
Ano/Gravadora: (1990) Polygram 846 795-1
Artista(s): Wando
• O disco vinha acompanhado de uma calcinha
Acervo: Joaquim Rangel
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Acervo: Joaquim Rangel

Fonogramas Lado A
A01. Nas Curvas do Teu Corpo – (Antônio Carlos Pinto / Jocafi / Wando)
A02. Amor Pelo Telefone – (Wando / Marquinhos / J. Ribamar)
A03. Eros – (Paulo Debétio / Paulinho Resende)
A04. Carona na Minha Cama – (Wando)
A05. Tenda dos Prazeres – (Altay Veloso)
Fonogramas Lado B
B01. Eu Acho Que Estou Perdendo Você – (Carlos Colla / Gastão Lamounier Neto)
B02. Amor Vira-lata – (Carlos Colla / Gastão Lamounier Neto)
B03. Eu Ela e Você – (Marquinhos / Gilson Mendonça)
B04. Vida Louca – (Wando / Carlinhos Kalunga)
B05. O Nosso Amor de Índio – (Altay Veloso)

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Mauricy Moura – Coquetel da Vida (1963)

19/04/2012
Por

Mauricy Moura – Coquetel da Vida (1963)

Resenha do Álbum

Não sei se é telepatia, mas eu também estava querendo, como muitos, creio eu, a postagem deste LP do “Cicica”, como era chamado afetivamente o grande Mauricy Moura. E ele aqui está. O nosso “Cicica” era caiçara, nascido na cidade de São Vicente, litoral paulista, em 10 de janeiro de 1926, e começou a carreira artística ainda criança, com o apoio da mãe. Participou do “Programa de Dona Dindinha Sinhá”, na Rádio Atlântica de Santos, e aos dez anos de idade formou o Conjunto Calunga, do qual era vocalista e tinha também a participação do irmão Maurício, dois anos mais velho que Mauricy. Os Calungas tiveram até de pedir permissão do sempre zeloso Juizado de Menores para poderem se apresentar artisticamente, no antigo Cassino Ilha Porchat, na Rádio Piratininga e em shows por todo esse Brasilzão. Em 1950, a convite de Sílvio Caldas (de quem chegou a ser considerado sucessor), “Cicica” transferiu-se para São Paulo, integrando-se ao cast da extinta Rádio Excelsior, que também tinha Francisco Egydio, Roberto Luna, Sólon Salles, Cauby Peixoto e Homero Marques. Mas quando se transferiu para a Rádio Record (então “a maior”), Mauricy ganhou um programa só dele, até ganhando o Troféu Roquette Pinto de revelação de 1950.  Dois anos mais tarde, grava seu primeiro 78 RPM, na Sinter, interpretando os sambas-canções “Maria da Piedade” e “Não digas nada”. Teve também passagens pela Continental, Polydor, Chantecler e RGE. Em 1956, “Cicica” fez uma temporada na Rádio Inconfidência de Belo Horizonte (MG), que ainda existe. Sua discografia, escassa se comparada à sua voz e ao seu talento, compreende quinze discos em 78 RPM com 28 músicas, dois LPs e um compacto simples. É justamente o primeiro LP de Mauricy Moura, “Coquetel da vida”, que o Baú de Long Playing ora nos oferece. Aqui ele regrava “Chão de estrelas” (certamente para homenagear Sílvio Caldas, seu grande incentivador), duas composições do mestre Ataulfo Alves (“Meus tempos de criança” e “Infidelidade”), “Tarde de maio” (outro hit de Sílvio Caldas), “Quem há de dizer” (de Lupicínio Rodrigues, um mestre da dor-de-cotovelo), “Irmã da saudade” (hit de Leila Silva em 1960) e revive “Maria da Piedade”, música de Evaldo Ruy com a qual estreou em disco onze anos antes. A faixa-título, “Coquetel da vida”, e “Irmã da saudade” têm a parceria do grande João Pacífico, mais conhecido por suas composições sertanejas, mas que também fazia músicas noutros gêneros. Tem também mais Lupicínio, com o famoso “Paciência” (subintitulado “Vou brigar com ela”), que o próprio Mauricy lançou dois anos antes em 78 RPM e seria mais tarde muito regravado (afinal tem horas em que a gente esgota nossa reserva de paciência mesmo, não é?). Quatro outras músicas então inéditas, “Amores ocultos”, “Flor de maçã”, “Canção de uma tarde de chuva” e “O segredo e a saudade”, completam este admirável coquetel do grande Mauricy Moura, oferecido em boa hora pelo Baú de Long Playing. Ele só gravaria mais um LP em 1965, pela Continental, “Roteiro noturno”, e três anos mais tarde um compacto simples pela RGE, com as músicas “Amor de trapo e farrapo” e o clássico “Volta por cima”, ambas de Paulo Vanzolini, também faixas do LP “Onze sambas e uma capoeira”, dedicado à obra de Vanzolini e produzido pelo publicitário Marcus Pereira, fundador, mais tarde, da gravadora de mesmo nome, que deixou um importantíssimo acervo cultural e artístico, imprescindível para quem pesquisa a MPB.  Mauricy Moura faleceu em Santos no dia 23 de agosto de 1977, portanto bem antes daquele que iria suceder, Sílvio Caldas, mas graças a iniciativas como a do nosso Baú de Long Playing, ele estará sempre presente através de seu legado musical.

Samuel M. Filho

 Álbum: Coquetel da Vida
Ano/Gravadora: (1963) Chantecler CMG 2206
Artista(s): Mauricy Moura
Dados adicionais: Orquestra Chantecler Regida por Élcio Alverez
Acervo: Estante do Vinil
Editado por: GENESYSTUDIO
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Créditos: Carlão/Estante do Vinil/GENESYSTUDIO

Fonogramas Lado A
A01. Coquetel da Vida – (Portinho / João Pacífico)
A02. Irmã da Saudade – (Portinho / João Pacífico)
A03. Amores Ocultos – (Jorge Duarte / Sergio Morais)
A04. Flor de Maçã – (Denis Brean / Osvaldo Guilherme)
A05. Canção de Uma Tarde de Chuva – (Djalma Avezzani)
A06. O Segredo e a Saudade – (Élcio Álvarez / Maria de Souza)
Fonogramas Lado B
B01. Meus Tempos de Criança – (Ataulfo Alves)
B02. Quem Há de Dizer – (Lupicínio Rodrigues / Alcides Gonçalves)
B03. Infidelidade – (Ataulfo Alves / Américo Seixas)
B04. Chão de Estrelas – (Silvio Caldas / Orestes Barbosa)
B05. Tarde de Maio – (Alberto Ribeiro / Osvaldo Sá)
B06. Maria da Piedade – (Evaldo Ruy)
B07. Paciência (Vou Brigar Com Ela) – (Lupicínio Rodrigues)

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Nelson Cavaquinho – Série Documento (1972)

17/04/2012
Por

Nelson Cavaquinho – Série Documento (1972)

Resenha do Álbum

Ele se chamava Nélson Antônio da Silva. E ficou na história da música popular brasileira com o pseudônimo de Nélson Cavaquinho. Era carioca da gema, e veio ao mundo no dia 29 de outubro de 1911, na Rua Mariz e Barros, no bairro da Tijuca. Era executante de cavaquinho na juventude, e na maturidade optou pelo violão, desenvolvendo um inimitável estilo de tocá-lo, apenas com os dois dedos da mão direita (!). Seu pai, o Sr. Brás Antônio da Silva, tocava tuba na banda da Polícia Militar, e seu tio Elvino era violinista, daqueles de arranhar a rabeca. E foi aí que o nosso focalizado de hoje começou a se envolver com a música. Mais tarde, quando residia na Gávea, ele passou a freqüentar as rodas de choro, aí ganhando o apelido com que ficou para a posteridade: Nélson Cavaquinho. Quando tinha uns 20 anos mais ou menos, casou-se com Alice Ferreira Nunes, dessa união resultando quatro filhos, e graças ao pai conseguiu emprego na polícia, fazendo rondas noturnas a cavalo. Foi nessas rondas cavalares que Nélson conheceu e passou a freqüentar o lendário morro de Mangueira (escola de samba de coração do compositor), onde conheceu os respeitáveis sambistas Cartola, Zé da Zilda e Carlos Cachaça, entre outros. Às vezes passava dias sem ir ao quartel por causa da boemia, sendo por isso preso mais de uma vez, até que foi expulso da polícia em 1938. Também se separou da mulher e afastou-se dos filhos, optando definitivamente pela música. Sua primeira composição gravada foi “Apresenta-me aquela mulher”, lançada em 1943 por Ciro Monteiro, que gravou ainda “Não te dói a consciência” (no mesmo ano), “Aquele bilhetinho” (1943) e “Rugas” (1946), hoje um clássico. Os sambas de Nélson eram feitos com extrema simplicidade, com letras remetendo quase sempre a questões como violão, mulheres, botequins e principalmente a morte. Seu legado tem mais de quatrocentas composições, várias em parceria com Guilherme de Brito. Entre elas, podemos citar: “A flor e o espinho” (“Tire o seu sorriso do caminho/ que eu quero passar com a minha dor”), “Juízo final”, “Luz negra”, “Degraus da vida”, “Pranto de poeta” (“Vivo tranqüilo em Mangueira porque/ sei que alguém há de chorar quando eu morrer”), “Palhaço” (inesquecível criação de Dalva de Oliveira), “Luto”, “Notícia”, “Cuidado com a outra” e “Quando eu me chamar saudade”. Nélson Cavaquinho só começou a apresentar-se em público nos anos 1960, no restaurante Zicartola (que pertencia a Cartola e à esposa Zica), no centro do Rio. Com mais de 50 anos, conheceu Durvalina, trinta anos mais moça que ele, e sua companheira pelo resto da vida. Gravou seu primeiro LP individual como intérprete em 1970, “Depoimento do poeta”, pela Castelinho, gravadora que não passou desse disco (antes havia cantado algumas faixas em outro álbum, da CBS, de 1966, que a cantora Thelma dedicou à sua obra). Dois anos mais tarde, como álbum inaugural da Série Documento, a RC A lançou o trabalho que o Baú de Long Playing tem a honra e a satisfação de nos oferecer. Abrindo o disco, a já citada “Quando eu me chamar saudade” (“Sei que amanhã quando eu morrer/ os meus amigos vão dizer/ que eu tinha um bom coração”), um de seus clássicos, lançado justamente nesse LP e depois gravado por Nora Ney, conhecendo depois inúmeros outros registros, entre eles o do parceiro Guilherme de Brito. O repertório está recheado de clássicos, já citados aqui: “A flor e o espinho”, “Notícia”, “Palhaço”, “Luto”, “Degraus da vida”… Além de outras menos conhecidas, mas que vale ouvir: “Tatuagem”, “Sempre Mangueira”, “Deus não me esqueceu” e “Lágrimas sem júri”. Todas composições do próprio Nélson, tendo como parceiros Guilherme de Brito, Alcides Caminha, Nourival Bahia, Oswaldo Martins, Washington Fernandes e Amâncio Cardoso, entre outros. Depois disso, o compositor só gravaria mais dois LPs: um pela Odeon, em 1973, sem título, e “As flores em vida”, pela Eldorado, em 1985. Na madrugada do dia 18 de fevereiro de 1986, Nélson Cavaquinho deixou este mundo, vitimado por um enfisema pulmonar. Em 2011, foi homenageado pela sua querida escola de samba, a Mangueira, com o enredo “O filho fiel, sempre Mangueira”. Nélson Cavaquinho é o tipo do artista que nunca iremos esquecer!

Samuel M. Filho

Álbum: Série Documento
Ano/Gravadora: (1972) RCA Victor 103.0047
Outras Edições: RCA Camden 107.0468
Artista(s): Nelson Cavaquinho
Acervo: Joaquim Rangel
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Joaquim Rangel

Fonogramas Lado A
A01. Quando Eu Me Chamar Saudade – (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito)
A02. Tatuagem – (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito)
A03. Eu e as Flores – (Nelson Cavaquinho / Jair do Cavaquinho)
A04. Palhaço – (Nelson Cavaquinho / Osvaldo Martins / Washington Fernandes)
A05. Sempre Mangueira – (Nelson Cavaquinho / Geraldo Queiroz)
A06. Deus Não Me Esqueceu – (Nelson Cavaquinho / Ananias Silva / Armando Bispo)
Fonogramas Lado B
B01. A Flor e o Espinho – (Nelson Cavaquinho / Alcides Caminha / Guilherme de Brito)
B02. Degraus da Vida – (Nelson Cavaquinho / César Brasil / Antônio Braga)
B03. Notícia – (Nelson Cavaquinho / Alcides Caminha / Nourival Bahia)
B04. Lágrima Sem Juri – (Nelson Cavaquinho / Fernando Mauro)
B05. Luto – (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito / Sebastião Nunes)
B06. Luz Negra – (Nelson Cavaquinho / Amâncio Cardoso)

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Franck Pourcel – Franck Pourcel e Suas Cordas (1957)

16/04/2012
Por

Franck Pourcel – Franck Pourcel e Suas Cordas (1957)

Texto Contracapa

A Orquestra de Franck Pourcel, que êste maravilhoso LP apresenta, é hoje uma das orquestra ligeiras mais brilhantes e mais disputadas da Europa.

Franck Pourcel nasceu em 1913 em Marselha, em cujo conservatório iniciou os seus estudos de música, prosseguidos mais tarde em Paris.

Em 1931, aos dezoito anos, voltou para Marselha, onde foi contratado pelo Teatro de Operetas “Les Variétés Casino”, primeiro, como violinista, e, depois, como regente. De temperamento intensamente artístico, Pourcel dedica à música verdadeiro fervor. Fascinado pelo jazz, estudou a fundo os instrumentos de percussão e os conhecimentos assim adquiridos foram um fator preponderante no seu domínio do som orquestral. Arranjador de grande originalidade, passou vários anos com um conjunto seu na Côte d’Azur, onde tocou até 1939.

Em 1950, regressou à França e ali formou esta soberba orquestra de cordas, que tomou conta da Europa inteira.
Esta gravação nos permite apreciar, em tôda sua beleza, graça e sutileza, o som característico e inconfundível da orquestra de Pourcel e as qualidades de arranjador verdadeiramente incomparável do seu inspirado orientador.

A base do tremendo sucesso de Pourcel é o seu respeito à melodia e o seu meticuloso cuidado na escôlha do material. É graças a êstes fatores que ouvir a música de Pourcel equivale a estar presente a uma verdadeira festa de ritmo e melodia.

Álbum: Franck Pourcel e Suas Cordas
Ano/Gravadora: (1957) ODEON MOCB. 09
Artista(s): Franck Pourcel
Acervo: Carlão
Editado por: GENESYSTUDIO
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Acervo: Carlão

Fonogramas Lado A
A01. La Cueillette Du Coton – (G. Magenta) – (BIEM)
A02. Toi Je T’ Aimerai – (Jo Moutet) – (BIEM)
A03. Toi, L’ Oiseau – (G. Bécaud) -  (BIEM)
A04. Mandolino – (Les Paul)
A05. L’ Opera de Quat’ Sous – (K. Well) -
A06. Alors, Raconte – (G. Bécaud) – (BIEM)
Fonogramas Lado B
B01. Le Torrent – ( L. Carmi) – (BIEM)
B02. Chanson de Gervaise – (O. Auric) – (BIEM)
B03. Port Au Prince – (B. Wayne)
B04. Paris Bohème – (Philippe – Gérard) – (BIEM)
B05. Que Sera Sera – (J. Linvingston – R. Evans) – (BIEM)
B06. Casino Blues – (René Denoncin) – (BIEM)

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Agepê – Me Leva (1991)

14/04/2012
Por

Agepê – Me Leva (1991)

Álbum: Me Leva
Ano/Gravação: (1991) PHILIPS 510 848-1
Artista(s): Agepê
Acervo: Joaquim Rangel
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

 Crédito: Joaquim Rangel
Fonogramas Lado A
A01. Me Leva – (Toninho Gerais / Serginho Beagá)
A02. Segredo de Amor – (Agepê / Léo Vinicius / Roberto Lopes)
A03. Cama e Mesa – (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
A04. De Amor É Bom – (João Nogueira / Edil Pacheco)
A05. Deixa a Alegria Te Levar – (Agepê / Vilani Silva “Bombril” / Canário)
Fonogramas Lado B
B01. Explode – (Antônio José)
B02. Minha Cachaça – (Léo Vinicius / Davi do Bonde)
B03. Feito de Encomenda – (Luis Moreno)
B04. Ternura de Fato – (Agepê / Léo Vinicius / Canário)
B05. A Tua Presença – (Agepê / Luis de Oliveira / Canário)

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