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Dalva de Andrade – Serenata Suburbana (1960) Resenha do Álbum Dalva de Andrade Serra. Este é o nome completo da cantora que o Baú de Long Playing focaliza hoje. Ela veio ao mundo na cidade do Rio de Janeiro, então Capital da República, no dia 2 de abril de 1935. Foi revelada no programa radiofônico “Pescador de estrelas”, apresentado pelo também cantor Arnaldo Amaral, na plenitude de seus 18 anos, em 1953. Dois anos mais tarde, veio a sua estréia em disco, através da Continental, interpretando o samba-canção “Tudo nos falta”, da festejada parceria Pedro Caetano-Claudionor Cruz, e, no verso do 78 RPM, o bolero “Preço do silêncio”, de Othon Russo e Nazareno de Brito. Dalva permaneceu dois anos na Continental, transferindo-se, em 1957, para a Polydor. Dois anos mais tarde, lança seu primeiro LP, nessa mesma marca, intitulado “Eis Dalva de Andrade”. Em 1960, Dalva transfere-se para a Odeon, e este é justamente seu álbum de estréia na “marca do templo”, e certamente o de maior sucesso. A faixa-título, “Serenata suburbana”, de Capiba, é uma guarânia até hoje conhecida, originalmente lançada em 1955 pelo cantor Orlando Corrêa e desde então muitíssimo gravada. Muito bem escorada por orquestrações do maestro Lindolfo Gaya, Dalva de Andrade desfila sua belíssima voz em composições de Ary Barroso (“Bebeco e Doca”), Oscar Castro Neves (“Chora tua tristeza”, um dos standards da bossa nova), Fernando César (“Ser só”, parceria com o cantor Ted Moreno), Osmar Navarro (“Frustração”), Antônio Maria (“Mais que a minha vida”, parceria do pistonista e maestro Pernambuco), Paulo Tito (“Chorei sozinha”) e revive dois clássicos de 1941: “Se tu soubesses” (lançamento de Sílvio Caldas) e “Adeus” (criação de Gilberto Alves). Stelinha Egg, esposa do maestro Gaya, assina com o ator Macedo Neto (viúvo de Dolores Duran) a música “Voltei para ficar”. Tem também a versão “A grande dor (The big hurt)”, assinada por Romeu Nunes, compositor e produtor musical. Dalva deixou mais três álbuns na Odeon: “Amor e ciúme” (1961), sem título (1963) e “Prece” (1964). Em 1965, lançou pela Philips o álbum “A luminosa estrela” e, dois anos mais tarde, um compacto simples pela Mocambo, com as músicas “Veneza não” e “Flamenco rock”. Infelizmente, por ironia do destino, Dalva de Andrade teve de interromper a carreira por problemas de audição, e só voltaria a gravar esporadicamente. Sua última gravação conhecida é “Capoeira da Ribeira”, de Cláudio Paraíba e Iraci Carvalho, lançada em 1980, em compacto simples do selo Ytamaraty, além de um compacto duplo sem data do selo Fama, gravadora de existência efêmera que ficava na cidade fluminense de Duque de Caxias, intitulado “Sou sua mulher”, no qual regravou “Serenata suburbana”. Samuel M. Filho |
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| Álbum: Serenata Suburbana Ano/Gravadora: (1960) Odeon MOFB 3182 Artista(s): Dalva de Andrade Dados adicionais: Orquestrações de Gaya Acervo: Genesystudio Editado por: Gensystudio Formato: MP3 – kBit/s: 320 – àudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Gensystudio
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