Orlando Dias

Orlando Dias – Orlando Dias – Vol. 2 (1980)

13/04/2012
Por

Orlando Dias – Orlando Dias – Vol. 2 (1980)

Resenha do Álbum

Hoje o Baú de Long Playing focaliza mais um grande ídolo popular de nossa música, e ao mesmo tempo um dos mais controvertidos de sua época: Orlando Dias, batizado com o nome de José Adauto Michiles, pernambucano do Recife, a famosa “Veneza brasileira”, onde veio ao mundo em primeiro de agosto de 1923. Era neto de um violonista e também poeta, de quem herdou a veia artística, assim se iniciando na música. Isso em 1938, quando participou sem sucesso de um programa de calouros. Em uma segunda tentativa, na Rádio Clube de Pernambuco, a sorte dessa vez lhe sorriu. Messa época, costumava imitar Orlando Silva, a quem tinha como ídolo, daí o nome artístico de Orlando Dias. Mais tarde, transferiu-se para o Rio de Janeiro, conseguindo sua contratação pela Rádio Mayrink Veiga. Por volta de 1946, voltou ao Recife e se casou, mas pouco depois teve a infelicidade de perder a esposa, decidindo assim voltar para o Rio, lá se fixando definitivamente. Estreou em disco na Todamérica, em 1952, interpretando o samba “Tive ciúme”, de Almeida Freire, e o bolero “Ainda não sei”, do alagoano Peterpan. Após gravar mais cinco discos na Todamérica, transfere-se para a Mocambo, isso em 1956, registrando também uma curta passagem pela Sinter. Nesse início Orlando interpretava foxes, baiões, valsas, marchinhas juninas… Mas é a partir de 1959 que Orlando Dias conhece o sucesso com o gênero que lhe deu fama: o bolero. Nesse ano, lança pela Chantecler seu primeiro hit maiúsculo, o bolero “Por uma noite ainda”, de Cid Magalhães. Nesse mesmo ano, Orlando muda novamente de gravadora, passando-se para a Odeon, onde permaneceu muitos anos e lançou sucessos sobre sucessos: “Perdoa-me pelo bem que eu te quero”, “Tenho ciúme de tudo”, “Minha serás eternamente”, “Se eu pudesse”, “Se a vida fosse um sonho bom”, “Beija-me”, ‘Sinfonia da mata”, etc. No carnaval, seu maior sucesso foi o samba “Saravá”, uma das músicas mais cantadas na folia de 1965. A marca registrada de Orlando Dias eram suas interpretações cheias de estilo, exageradas, verdadeiros “happenings”: aceno de lenços, gestos teatrais como o de se ajoelhar no palco, roupas desalinhadas, declamação de versos emocionados… E foi assim que Orlando se tornou um verdadeiro precursor de um estilo que ganharia corpo a partir dos anos 1970, o romântico-brega, tendo feito até mesmo uma excursão pela Europa. Após três anos sem gravar, em 1979, Orlando Dias volta ao disco, através da Copacabana, ocasião em que passa a viajar pelo interior do Brasil para divulgar seus discos, apresentando-se em rádios locais. E o LP que o Baú de Long Playing apresenta é o segundo de Orlando para a então “marca da borboleta”. Como você vai perceber, Orlando assina quase todas as faixas, só que com seu nome verdadeiro, Adauto Michilis. São músicas bem ao estilo do cantor, de agrado certeiro de seus fãs, e a faixa de maior destaque foi a de abertura, a hilariante “Coração Azedo” (“Você parece que chupou limão”…), e não falta menção a uma de suas marcas registradas na faixa “Eu e o lencinho branco”. Enfim, o mais puro som de apelo popular. O último disco de Orlando Dias com material inédito foi o LP “Cama pra três”, de 1995, lançado pela independente Canto da Terra. Dois anos mais tarde, regravou inúmeros de seus sucessos em um CD da série “Vinte super-sucessos”, da Polydisc, sendo esse seu derradeiro trabalho fonográfico. Orlando Dias, que sofria do mal de Parkinson, estava caminhando pela rua, em junho de 2001, quando sofreu uma queda e bateu a cabeça, ficando 17 dias internado em UTI hospitalar. Dois meses depois, a 11 de agosto de 2001, em sua casa na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, um infarto fulminante pôs fim á vida desse que foi um dos maiores ídolos populares do Brasil. Ao longo de sua carreira, Orlando vendeu mais de 6 milhões de discos, e certamente jamais será esquecido.

Samuel M. Filho

 Álbum: Orlando Dias – Vol. 2
Ano/Gravadora: (1980) Copacabana COELP 41318
Artista(s): Orlando Dias
Acervo: Evangelista
Digitalizado por: Paulo Lucio
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Evangelista

Fonogramas Lado A
A01. Coração Azedo – (Adauto Michilis / Amauri Câmara)
A02. Amor Proibido É Mais Amor – (Adauto Michilis / Airton Borges)
A03. Calunia – (Adauto Michilis / Antônio Gonzaga)
A04. O Homem Mais Feliz do Mundo – (Adauto Michilis / Maury Câmara)
A05. A Culpa Foi Sua – (Adauto Michilis / Maury Câmara)
A06. Eu e o Lencinho Branco – (Márcio Renée / Adauto Michilis)
Fonogramas Lado B
B01. Nada Irá nos Separar -   (Adauto Michilis)
B02. Ele É Meu Amigo É Meu Irmão – (Adauto Michilis / Maury Câmara)
B03. Volta – (Adauto Michilis)
B04. Minhas Preces de Amor – (Antônio Gonzaga / Xavier)
B05. A Mulher Mais Companheira (Enfermeira) – (Antônio Gonzaga / Adauto Michilis)
B06. Febre de Amor – (Antônio Gonzaga / Adauto Michilis)

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Orlando Dias – Ninguém Gostou De Alguém Como Eu Gosto De Ti – (1961)

27/10/2010
Por

Orlando Dias - Ninguém Gostou De Alguém Como Eu Gosto De Ti - (1961)

Orlando Dias

Orlando Dias, nome artístico de José Adauto Michiles (Recife, 1 de agosto de 1923 – Rio de Janeiro, 11 de agosto de 2001), foi um cantor e compositor brasileiro.

Cantor diferenciado e muito polêmico, seu principal sucesso foi Tenho ciúme de tudo. Gravou também músicas de apelo bem popular como Com pedra na mão e Coração de pedra.

Cantor. Compositor. Neto de um violonista e também poeta, de quem herdou a veia artística e se iniciou na música. Em meados da década de 1940, casou-se e pouco depois ficou viúvo. Deixou Recife definitivamente em 1950.

Sua marca registrada eram suas interpretações cheias de estilo, exageradas, que se constituíam em verdadeiros “happenings” (o lenço branco acenado, gestual teatral, inclusive a mania de se ajoelhar no palco, declamação de versos emocionados e roupas desalinhadas), sendo portanto um dos precurssores do que hoje se chama estilo “brega-romântico”.

[Saiba mais]

 Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre 

 Álbum: Ninguém Gostou De Alguém Como Eu Gosto De Ti
Ano/Gravadora: (1961) Odeon MOFB 3256
Artista(s): Orlando Dias
Acervo: Paulo Lucio
Editado por: Quelinho
Formato: mp3
kBits: 192
Áudio: Bom

Links Individuais
Fonogramas Lado A
Link A01 – Ninguém Gostou de Alguém Como Eu Gosto de Ti – (Waldir Machado)
Link A02 – É Tarde Demais – (Waldir Machado)
Link A03 – Se Falam de Nós – (Irmãos Orlando / Adauto Michilis)
Link A04 – Você É Para Mim – (Cid Magalhães)
Link A05 – Quisera – (Waldir Machado / Bené Guimarães)
Link A06 – Teus Beijos São Meus – (Nahum Luis / William Duba / Adauto Michilis)

Fonogramas Lado B
Link B01 – Amor Que Não Morreu – (Adauto Michilis / Jocemar Ribeiro)
Link B02 – Feliz Por Te Amar – (Waldir Machado)
Link B03 – Eu Amei – (Waldir Machado)
Link B04 – Em Teus Braços Minha Cruz – (Waldir Machado)
Link B05 – Sou Eu – (Waldir Machado / Rubens Machado)
Link B06 – O Último Apelo – (Carlos Morais / Adauto Michilis)

Link Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

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Crédito: Paulo Lucio 

Orlando Dias – Tú Hás de Pensar em Mim – (1986)

05/03/2010
Por

capa-site4 - Orlando Dias - Tú Hás de Pensar em Mim - (1986)

Orlando Dias
José Adauto Michiles
 1/8/1923 Recife, PE
 11/8/2001 Rio de Janeiro, RJ

Biografia

Cantor. Compositor. Neto de um violonista e também poeta, de quem herdou a veia artística e se iniciou na música. Em meados da década de 1940, casou-se e pouco depois ficou viúvo. Deixou Recife definitivamente em 1950.
[Saiba Mais]

Dados Artísticos

 

Sua marca registrada eram suas interpretações cheias de estilo, exageradas, que se constituíam em verdadeiros “happenings” (o lenço branco acenado, gestual teatral, inclusive a mania de se ajoelhar no palco, declamação de versos emocionados e roupas desalinhadas), sendo portanto um dos precurssores do que hoje se chama estilo “brega-romântico”.

Em 1938, deu início à carreira, participando (…)

[Saiba Mais]

Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
====================
Álbum: Tú Hás de Pensar em Mim
Ano/Gravadora: (1986) Sob Licença da EMI ODEON31 C 036 422 418
Artista(s): Orlando Dias
Outras Edições: (1960) Odeon MOFB 3161 – Imperial IMP 30.121 (1980)
Acervo: Joaquim Rangel
Digitalizado por: Joaquim Rangel
Editado por: Quelinho
Formato: mp3
Bitrate: 320 Kbps
Áudio:  Ótimo

Fonogramas Lado A
A01. Nunca Mais – (Waldir Machado)
A02. Espera Um Pouco Mais – (Waldir Machado)
A03. Se Eu Pudesse – (Waldir Machado)
A04. Por Uma Noite Ainda – (Cid Magalhães)
A05. Vem Pra Junto de Mim – (Cid Magalhães)
A06. Ainda Te Espero – (Rubens Machado / Claudionor Santos)

Fonogramas Lado B
B01. Minha Serás Eternamente – (Arcênio de Carvalho / Lourival Faissal)
B02. Que Me Importa – (Waldir Machado)
B03. Tu Hás de Pensar Em Mim – (Waldir Machado)
B04. Ainda Te Amo – (Adauto Michilis / J. P. Cruz)
B05. Nas Tuas Horas de Tristeza – (Cid Magalhães)
B06. Luz de Minha Vida – (Cid Magalhães)

Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo lado B do Long Playing

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Crédito: Joaquim Rangel

Mim – (1986)

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