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Orlando Dias – Orlando Dias – Vol. 2 (1980) Resenha do Álbum Hoje o Baú de Long Playing focaliza mais um grande ídolo popular de nossa música, e ao mesmo tempo um dos mais controvertidos de sua época: Orlando Dias, batizado com o nome de José Adauto Michiles, pernambucano do Recife, a famosa “Veneza brasileira”, onde veio ao mundo em primeiro de agosto de 1923. Era neto de um violonista e também poeta, de quem herdou a veia artística, assim se iniciando na música. Isso em 1938, quando participou sem sucesso de um programa de calouros. Em uma segunda tentativa, na Rádio Clube de Pernambuco, a sorte dessa vez lhe sorriu. Messa época, costumava imitar Orlando Silva, a quem tinha como ídolo, daí o nome artístico de Orlando Dias. Mais tarde, transferiu-se para o Rio de Janeiro, conseguindo sua contratação pela Rádio Mayrink Veiga. Por volta de 1946, voltou ao Recife e se casou, mas pouco depois teve a infelicidade de perder a esposa, decidindo assim voltar para o Rio, lá se fixando definitivamente. Estreou em disco na Todamérica, em 1952, interpretando o samba “Tive ciúme”, de Almeida Freire, e o bolero “Ainda não sei”, do alagoano Peterpan. Após gravar mais cinco discos na Todamérica, transfere-se para a Mocambo, isso em 1956, registrando também uma curta passagem pela Sinter. Nesse início Orlando interpretava foxes, baiões, valsas, marchinhas juninas… Mas é a partir de 1959 que Orlando Dias conhece o sucesso com o gênero que lhe deu fama: o bolero. Nesse ano, lança pela Chantecler seu primeiro hit maiúsculo, o bolero “Por uma noite ainda”, de Cid Magalhães. Nesse mesmo ano, Orlando muda novamente de gravadora, passando-se para a Odeon, onde permaneceu muitos anos e lançou sucessos sobre sucessos: “Perdoa-me pelo bem que eu te quero”, “Tenho ciúme de tudo”, “Minha serás eternamente”, “Se eu pudesse”, “Se a vida fosse um sonho bom”, “Beija-me”, ‘Sinfonia da mata”, etc. No carnaval, seu maior sucesso foi o samba “Saravá”, uma das músicas mais cantadas na folia de 1965. A marca registrada de Orlando Dias eram suas interpretações cheias de estilo, exageradas, verdadeiros “happenings”: aceno de lenços, gestos teatrais como o de se ajoelhar no palco, roupas desalinhadas, declamação de versos emocionados… E foi assim que Orlando se tornou um verdadeiro precursor de um estilo que ganharia corpo a partir dos anos 1970, o romântico-brega, tendo feito até mesmo uma excursão pela Europa. Após três anos sem gravar, em 1979, Orlando Dias volta ao disco, através da Copacabana, ocasião em que passa a viajar pelo interior do Brasil para divulgar seus discos, apresentando-se em rádios locais. E o LP que o Baú de Long Playing apresenta é o segundo de Orlando para a então “marca da borboleta”. Como você vai perceber, Orlando assina quase todas as faixas, só que com seu nome verdadeiro, Adauto Michilis. São músicas bem ao estilo do cantor, de agrado certeiro de seus fãs, e a faixa de maior destaque foi a de abertura, a hilariante “Coração Azedo” (“Você parece que chupou limão”…), e não falta menção a uma de suas marcas registradas na faixa “Eu e o lencinho branco”. Enfim, o mais puro som de apelo popular. O último disco de Orlando Dias com material inédito foi o LP “Cama pra três”, de 1995, lançado pela independente Canto da Terra. Dois anos mais tarde, regravou inúmeros de seus sucessos em um CD da série “Vinte super-sucessos”, da Polydisc, sendo esse seu derradeiro trabalho fonográfico. Orlando Dias, que sofria do mal de Parkinson, estava caminhando pela rua, em junho de 2001, quando sofreu uma queda e bateu a cabeça, ficando 17 dias internado em UTI hospitalar. Dois meses depois, a 11 de agosto de 2001, em sua casa na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, um infarto fulminante pôs fim á vida desse que foi um dos maiores ídolos populares do Brasil. Ao longo de sua carreira, Orlando vendeu mais de 6 milhões de discos, e certamente jamais será esquecido. Samuel M. Filho |
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| Álbum: Orlando Dias – Vol. 2 Ano/Gravadora: (1980) Copacabana COELP 41318 Artista(s): Orlando Dias Acervo: Evangelista Digitalizado por: Paulo Lucio Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Evangelista |
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