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Moacyr Franco – Querida (1968) Resenha do Álbum Mineiro de Ituiutaba, ele exerceu, antes da fama, as profissões de pintor de cartazes de cinema e frases de pára-choque de caminhão (!), e de porteiro numa emissora de rádio. Em 1953, ganhou um concurso de melhor cantor na Rádio Difusora de Uberlândia. Mudou-se, em 1956, para Ribeirão Preto, onde trabalhou na Rádio Clube local e conheceu Aloysio Silva Araújo (o criador do famoso programa “Cadeira de barbeiro”), que era grande amigo de Manoel de Nóbrega, e isso fez com que nosso focalizado mudasse para São Paulo. Foi no programa “Praça da Alegria”, na antiga TV Paulista, que Moacyr de Oliveira Franco se consagrou, na pele do mendigo que vivia pedindo dinheiro, o que inspirou seu primeiro grande hit musical, a marchinha “Me dá um dinheiro aí”, obrigatória em bailes de carnaval desde 1960. Apresentou programas que mesclavam humor e música em praticamente todas as principais emissoras de TV do país (Record, Tupi, Globo, Bandeirantes, SBT etc.), desenvolvendo uma carreira musical paralela à da telinha, com vários sucessos, e boa vendagem de discos garantida. E o Baú de Long-Playing apresenta agora o quinto álbum da carreira musical de Moacyr. O maior hit do álbum foi, sem dúvida, a faixa-título e de abertura, “Querida”, versão do especialista Fred Jorge, paulista de Tietê (1928-1994), para “Honey”, então sucesso de Bobby Goldsboro. Fred também escreveu outras versões aqui constantes: “Minha solidão”, “Pequeno mundo que acabou” e “O outono da minha vida”. O carioca Nazareno Fortes de Brito (1925-1981), também fertilíssimo versionista, assina as letras brasileiras de “O que eu seria”, “Tenho”, “Tudo que vejo é você” e “Eu por amor”. “Pequena canção para chegar” é assinada por Sérgio Bittencourt, jornalista e jurado de TV, filho de Jacob do Bandolim, e também autor de hits como “Eu quero” e “Naquela mesa”. E aqui também temos três boas demonstrações do talento de compositor de Moacyr: “Tempo de sonhar” (co m Rogério Cardoso, creio eu que seja o inesquecível comediante dos personagens Rodolfo Lero, da “Escolinha do Professor Raimundo”, e Seu Flor, da “Grande Família”), “Manhã de chorar” (com o também cantor Ted Moreno) e “Única” (com Jean Miranda). Lembrando que Moacyr, como compositor, teve inúmeros sucessos, gravados por ele próprio e por outros intérpretes: “Eu nunca mais vou te esquecer”, “Pedágio”, “Seu amor ainda é tudo”, “Ainda ontem chorei de saudade”, “Se eu não puder te esquecer”, “Cartas na mesa”, “Dia de formatura”, etc. O velho Moa continua na ativa também na televisão, como o Jeca Gay do humorístico “A praça é nossa”, do SBT. Aliás, a exemplo de Jair Rodrigues, ele também já se apresentou aqui na cidade em que resido, Ribeirão Bonito, e eu igualmente presenciei esse show, com muita honra! Samuel M. Filho |
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| Álbum: Querida Ano/Gravadora: (1968) Copacabana CLP 11543 Artista(s): Moacyr Franco Acervo: Joaquim Rangel Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical BrasileiraFonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long PlayingCrédito: Joaquim Rangel | |||||
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