Texto Contracapa
MILTINHO (figura conceituada e querida das noites cariocas) apresenta-se neste elepê dentro de tôda maleabilidade vocal e dominando completamente um estilo de cantar bastante significativo – sem afetações extranacionais tão comuns aos autores de sua geração.
Artista nato e eclético, MILTINHO interpreta com rara felicidade todos os gêneros populares, mas, é no samba genuíno, no “samba dançante” que êle demonstra sua categoria inconfundível, e a sua bossa – a velha bossa tão necessária à todo aquêle que interpreta, ou deseja interpretar, o nosso mais antigo e verdadeiro ritmo.
Se você dedicar alguns minutos de sua preciosa atenção a êste elepê, sentirá, com grande satisfação, que MILTINHO põe em seus ouvidos uma magnífica festa de ritmos e cadências
MILTINHO alcança, sem dúvida, o ponto alto de sua carreira de cantor popular, neste elepê, principalmente quando interpreta composições como MENINA MOÇA, MULHER DE TRINTA, FECHEI A PORTA, RI, IDÉIAS ERRADAS, e outros que ganham, através de sua voz, um nôvo colorido e um toque inédito de ternura. O jeito especial de MILTINHO interpretar um samba deixa bem claro que êle, como bem poucos, atualmente, pode transmitir ao samba o necessário calor e também a indispensável malícia – principais tempêros dêste ritmo. Seus breques e floreados provam sobejamente, que o MILTINHO é um intérprete sério e de alta categoria.
MILTINHO (Milton Santos de Almeida) – êste o seu verdadeiro nome) tem, embora muitos desconhecem, um passado artístico que o recomenda extraordinariamente. Senão vejamos: foi pandeirista e vocalista do famoso conjunto NAMORADOS DA LUA – junto com o hoje admirável intérprete de nosso cancioneiro popular Lúcio Alves.
Mais tarde ingressou nos ANJOS DO INFERNO, permanecendo aí quase 10 anos. Viajou o Brasil de norte a sul. Depois andou “trabalhando” a nossa música, ainda com OS ANJOS DO INFERNO, na Bolívia, na Argentina, no Chile, no Uruguai, no Paraguai e, finalmente, no México – onde ficou 2 anos (sòmente para filmar)
Voltando ao Brasil, MILTINHO passou para os QUATRO AZES E UM CORINGA, conjunto vocal que marcou época, como tos devem estar lembrados. Entretanto, logo após, foi convidado e começou trabalhando como crooner do conjunto de Djalma Ferreira, na boite MONTECARLO e, mais tarde na boite PLAZA.
MILTINHO afirma, reconhecido que foi Djalma Ferreira quem o lançou definitivamente no cenário artístico nacional.
Devemos esclarecer que MILTINHO não faz, nêste elepê o seu debut no mundo do disco, antes, êle já tivera a oportunidade de gravar com Djalma Ferreira números de grande sucesso, como LAMENTO, RECADO, CHEIRO DE SAUDADE, DESTINO, DEVANEIO, etc.
AOR RIBEIRO
Álbum: Reprise De Sucessos
Ano/Gravadora: (XXXX) Euterpe LPE 30.002
Outras Edições: “UM NOVO ASTRO (1960) Sideral (1) LPP 2004″ - “MILTINHO SEMPRE (1987) Fama 90028″ – 07266
Artista(s): Miltinho, Celso Pereira, Célio Damásio, Jorginho, Néco, Baden Powell, Maurício, Humberto, Nilson
Artista(s) do Álbum: Miltinho
Dados adicionais: • Acompanhamento: Sexteto Sideral – Celso Pereira (Piano), Célio Damásio (Contrabaixo), Jorginho (Sax alto), Néco (Guitarra), Baden Powell (Violão), Maurício (Bateria) e Humberto e Nilson (Ritmo)
Acervo: Quelinho
Editado por: Quelinho
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
Fonogramas Lado A
A01. Ri – (Luis Antônio)
A02. Idéias Erradas – (Ribamar (1) / Dolores Duran)
A03. Teimoso – (Luis Bandeira / Ari Monteiro)
A04. Menina Moça – (Luis Antônio)
A05. Ultimatum – (Waldemar Gomes / Alcebíades Nogueira)
A06. Triste Fim – (Carlos Santana Lima / Jaime Storino)
Fonogramas Lado B
B01. Mulher de Trinta – (Luis Antônio)
B02. Fechei a Porta – (Sebastião Mota / Ferreira dos Santos)
B03. Você Só Você – (Waldemar Gomes / Luis Bandeira)
B04. Fica Comigo – (Luis Antônio)
B05. Volta – (Luis Antônio)
B06. Eu e o Rio – (Luis Antônio)
Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
Crédito: Quelinho





