Jair Rodrigues

Jair Rodrigues – Lamento Sertanejo (1991)

20/03/2012
Por

Jair Rodrigues – Lamento Sertanejo (1991)

Resenha do Álbum

Na época em que Jair Rodrigues lançou este álbum, a música sertaneja estava conhecendo um daqueles “booms” que de tempos em tempos acontecem. Não que esse gênero tenha conhecido alguma decadência. São simplesmente novos nomes que surgem, novas gerações. Nesses casos, aparecem músicos competentes, e, ao mesmo tempo, outros que só entram na onda pra ganhar dinheiro. E o que o público faz? A chamada “peneirada”, ou seja, só os melhores permanecem em evidência, e os aproveitadores vão pro espaço! Podem acreditar: com o atual sertanejo, dito “universitário”, isso também vai acontecer. Este álbum de Jair, que já tem mais de vinte anos de existência, é também da época em que o LP ainda vendia mais que o CD, o que, evidentemente se inverteu, em meados da década, sendo que o vinil deixaria nosso mercado por volta de 1996. Neste trabalho, por sinal um dos últimos lançados pela Copacabana (cujo acervo pertence hoje à EMI), Jair mantém a qualidade e a coerência que sempre caracterizaram seus discos. Autênticas jóias desfilam neste disco: e Jair está muitíssimo bem acompanhado em algumas faixas; Tonico e Tinoco (“Pé na estrada”, co-autoria de Adauto Santos), Roberta Miranda (“Caminhos”, música de sua própria autoria, sendo que ela também assina “Seja bem vindo você”), a veneranda e sempre querida Inezita Barroso (“Velho pilão”, co-autoria de Jair Amorim), e duas duplas de sucesso na ocasião, Diego e Thiago (“Lamento sertanejo/Não consigo viver sem você”) e César e César (“Zé e seu menino”, deles em parceria com Gil Gerson). Apenas quatro anos mais tarde, 1995, César Rossini faleceria, encerrando a dupla, mas César Augusto permanece ainda hoje na ativa como produtor musical. O álbum também traz uma das últimas composições da parceria Evaldo Gouveia-Jair Amorim, “Viola sertaneja”, sendo que o veterano Jair (o Amorim, claro) morreria dois anos mais tarde, em 1993. Téo Azevedo, mineiro de Alto Belo (distrito de Bocaiúva), assina “Comparação”, Elson do Forrogode (criador do hit “Talismã”, de Michael Sullivan e Paulo Massadas) assina “Brejeira saudade”, em parceria com Totonho, e Lula Barbosa, que ficou conhecido com a música “Mira ira”, do Festival dos Festivais da Globo, em 1985, vem com “Vila Rica (Santa Efigênia)”. Uma regravação de “Salve o Divino Espírito Santo”, da dupla Torrinha e Canhotinho, mais “Cidadão nordestino”, de Tivas e Alcymar Monteiro, completam este bem elaborado trabalho do grande “cachorrão”, da mais alta qualidade. Confiram sem falta!

Samuel M. Filho

Álbum: Lamento Sertanejo
Ano/Gravadora: (1991) Copacabana 613.053
Artista(s): Jair Rodrigues
Acervo: CDSHOPMUSIC
Captura De Áudio: GENESYSTUDIO (Fruity Loops 9)
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
Obs: A qualidade deste Lp é algo inexplicável. Sensacional!
 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical BrasileiraFonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Créditos: CDSHOPMUSIC/GENESYSTUDIO

 

 

Fonogramas Lado A
A01. Brejeira Saudade – (Elson do Forrogode / Totonho) – Jair Rodrigues
A02. Pé na Estrada – (Adauto Santos / Dedé Paraíso) – Participação: Jair Rodrigues – Tonico e Tinoco
A03. Seja Bem Vindo Você – (Roberta Miranda) – Jair Rodrigues
A04. Viola Sertaneja – (Evaldo Gouveia / Jair Amorim) – Jair Rodrigues
A05. Vila Rica (Santa Efigênia) – (Lula Barbosa / Wismar Rabelo) – Jair Rodrigues
A06. Lamento Sertanejo (Não Consigo Viver Sem Você) – (César Augusto / Mário Maranhão) – Participação: Jair
Rodrigues – Diego e Thiago
A07. Comparação – (Téo Azevedo) – Jair Rodrigues
Fonogramas Lado B
B01. Caminhos – (Roberta Miranda) – Participação: Jair Rodrigues – Roberta Miranda
B02. Amigo Verdadeiro – (Jotha Luis / Alexandre) – Jair Rodrigues
B03. Velho Pilão – (Jacobina / Jair Amorim) – Participação: Jair Rodrigues – Inezita Barroso
B04. Zé e Seu Menino – (César Augusto / César Rossini / Gil Gerson) – Participação: Jair Rodrigues – César e César
B05. Divino Espírito Santo – (Torrinha / Canhotinho) – Jair Rodrigues
B06. Cidadão Nordestino – (Tivas / Alcymar Monteiro) – Jair Rodrigues

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Jair Rodrigues – Jair Rodrigues (1989)

05/03/2012
Por

Jair Rodrigues – Jair Rodrigues (1989)

Álbum: Jair Rodrigues
Ano/Gravadora: (1989) Copacabana 612.990
Artista(s): Jair Rodrigues
Acervo: GENESYSTUDIO
Editado por: GENESYSTUDIO
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

 Crédito: GENESYSTUDIO
Fonogramas Lado A
A01. Casarão – (José Fortuna / Jotha Luis)
A02. Pra Falar de Amor – (Mário Maranhão / Tivas)
A03. Passo a Passo – (Elias Muniz / Antônio Carlos)
A04. Solidão da Gente – (Moacyr Franco / Guto Franco)
A05. Maracatu Imperial – (Jorge Ben “Jorge Benjor”)
A06. Dá-lhe Roda – (Antônio Marcos / Mário Marcos)
Fonogramas Lado B
B01. Langode – (Elias Muniz / Pinduca)
B02. Retrato de Uma Flor – (Noca da Portela / Adilson Gavião / Adauto Magalha)
B03. Caramba – (Ari do Cavaco / Otacílio)
B04. Pout – Pouri – Participação Especial: Jair Rodrigues – Luciana
O Morro Não Tem Vez – Esse Mundo É Meu – Feio Não É Bonito
(Tom Jobim / Vinicius de Moraes) (Sergio Ricardo / Ruy Guerra) (Carlos Lyra / Gianfrancesco Guarnieri)
B05. Pout – Pouri – Participação Especial: Jair Rodrigues – Luciana
Samba do Carioca – Samba de Negro – A Felicidade
(Carlos Lyra / Vinicius de Moraes) (Roberto Correia / Sylvio Son) (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
B06. Pout – Pouri – Participação Especial: Jair Rodrigues – Luciana
Vou Andar Por Aí – O Sol Nascerá – Diz Que Fui Por Aí
(Newton Chaves) (Cartola / Élton Medeiros) (Zé Keti / Hortêncio Rocha)
B07. Pout – Pouri – Participação Especial: Jair Rodrigues – Luciana
Acender as Velas – A Voz do Morro – O Morro Não Tem Vez
(Zé Keti) (Zé Keti) (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
B08. Velho Guerreiro – (Beto Scala / São Beto)
B09. Saudade de Você – (Luis Carlos / Mazinho Xerife)

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Jair Rodrigues – Com A Corda Toda (1972)

02/03/2012
Por

Jair Rodrigues – Com A Corda Toda (1972)

Resenha do Álbum

Eu preciso lhes confessar uma coisa: foi este que vos escreve quem pediu a postagem deste álbum do grande Jair Rodrigues! E por um motivo muitíssimo especial: uma das faixas, que obteve sucesso extraordinário, é uma parceria do próprio Jair Rodrigues com o Wando, este extraordinário cantor e compositor que recentemente partiu de nosso convívio. É justamente a que abre este “Com a corda toda”: “Se Deus quiser”, que Jair e Wando compuseram após o extraordinário êxito de “O importante é ser fevereiro”, em 1971. Claro que repetiram a dose, não é mesmo? Ah, mas este “Com a corda toda” têm muito mais coisa boa pra gente ouvir. A faixa-título é de autoria de Beto Scala e São Beto. Beto tem outros hits: “Tem que ser agora”, “Quando o surdo faz bum” (por ele próprio gravados) e “À noite e a despedida” (hit da grande Ângela Maria). Adil de Paula, aliás, Zuzuca, autor de hits como “Vem chegando à madrugada” e “Boi da cara preta”, também gravados por Jair Rodrigues, comparece aqui com “A dança do cafuné”, que, a exemplo de “Se Deus quiser”, estourou no carnaval de 1973. Ambas as composições parecem não ter sido feitas para o carnaval. Lógico que continuavam a se lançar músicas para a folia de Momo nessa época, mas a divulgação era precária e não permitia que o público as aprendesse. Já nesse início da década de 1970, só dava música antiga e samba-enredo, além de hits de meio-de-ano como os três do “cachorrão” já citados, que acabavam sendo cantados nos bailes carnavalescos. Como Jair sempre soube escolher bem o repertório de seus trabalhos, este aqui não foge a regra, com músicas de ótimos autores: Edil Pacheco (“Me achei de novo”), a dupla Evaldo Gouveia-Jair Amorim (“O amor e a rosa”), Gildo Moreno (“Eu também vou”), etc. Enfim, um trabalho impecável do grande Jair Rodrigues, aguardado não só por mim como também de muitos outros que sabem o que é bom. “Dá-lhe, cachorrão”!

Samuel M. Filho

 Álbum: Com A Corda Toda
Ano/Gravadora: (1972) Philips 6349 055
Artista(s): Jair Rodrigues
Acervo: Carlão
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Encartes, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão

Fonogramas Lado A
A01. Se Deus Quiser – (Wando / Jair Rodrigues)
A02. Me Achei de Novo – (Edil Pacheco)
A03. Com a Corda Toda – (Beto Scala / São Beto)
A04. Eu Também Vou – (Gildo Moreno)
A05. Sapateia – (Marco César / Nilton Moreira)
A06. A Dança do Cafuné – (Zuzuca)
Fonogramas Lado B
B01. Baby Sou Brasileiro – (Sinhozinho / Reginaldo Santos)
B02. O Amor e a Rosa – (Evaldo Gouveia / Jair Amorim)
B03. Toca Direito Olegário – (Bedéo / Neno)
B04. Aniversário – (Luis Carlos / Lelé)
B05. Tenderepá – (Bidi)
B06. Sete de Setembro – (Ozir Pimenta / Antônio Valentim)
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Jair Rodrigues – Festa Para Um Rei Negro (1971)

29/02/2012
Por

Álbum: Festa Para Um Rei Negro
Ano: Gravadora: (1971) Philips 6349 005
Artista(s): Jair Rodrigues
Acervo: Anônimo
Editado por: Anônimo
Capas e Selos: GENESYSTUDIO
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

 

 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

 Crédito: Anônimo

Crédito: Capas e Selos: GENESYSTUDIO

Fonogramas Lado A
A01. A Missa – (Ravel / Domingos Leone)
A02. Que Diabo Você Tinha – (Geraldo Nunes / Marco César)
A03. Bloco da Solidão – (Evaldo Gouveia / Jair Amorim)
A04. Meu Pai Falou Tá Falado – (Eduardo Gudin / Paulo César Pinheiro)
A05. Pisa Nesse Chão Com Força – (Geovana)
A06. Festa Para Um Rei Negro – (Bala)  – Participação: Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro
Fonogramas Lado B
B01. Terra Boa – (Dom / Ravel)
B02. Dei Tempo ao Tempo – (Jorge Costa)
B03. Por Que Me Negas Amor – (Carlos Odilon / Américo de Macedo)
B04. Gastando Amor na Madrugada – (Chico Xavier / Tito Mendes)
B05. A Minha Madrugada – (Jair Rodrigues / Carlos Odilon / Eustáquio Sena)
B06. Gente do Morro – (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes)
B07. Festa Para Um Rei Negro (Samba Reizado) – (Zuzuca)  – Participação: Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro
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Jair Rodrigues – Jair de Todos os Sambas (1969)

27/02/2012
Por

Álbum: Jair de Todos os Sambas
Ano/Gravadora: (1969) Philips R 765.081 L
Artista(s): Jair Rodrigues
Acervo: Anônimo
Editado por: Anônimo
Crédito Capas e Selos: GENESYSTUDIO
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

 

 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Anônimo

Crédito: Capas e Selos: GENESYSTUDIO

Fonogramas Lado A
A01. Bahia de Todos os Deuses – (Bala / Manoel)
A02.  Bloco de Sujo – Levanta a Cabeça -  Levanta a Cabeça – Avenida Iluminada – (Luis Antônio / Luis Reis) (Oswaldo Nunes / Ivan Nascimento)  (Newton Teixeira / Brasinha)
A03. Enxuga a Tristeza do Olhar – (Carlos Magno)
A04. Em Nome da Lua da Mulata e do Samba Amém – (Zé Di / Cardan Dantas)
A05. Casa de Bamba – (Martinho da Vila)
A06. Vê Que Luar – (José Messias)
Fonogramas Lado B
B01. Pra Que Dinheiro (Martinho da Vila)
B02. O Conde (Evaldo Gouveia / Jair Amorim)
B03. Na Brincadeira do Mundo (Carlos Odilon / Décio Brandão / Jair Rodrigues)
B04. Feiticeira (João Roberto Kelly)
B05. Olelê Cheguei Agora – (J. Cavalcanti / Corumba)
B06. Quem Entrar na Roda É Rei – (Tito Madi)
B07. Leva Meu Samba (Ataulfo Alves)

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Jair Rodrigues – Pisei Chão (1978)

12/01/2012
Por

Jair Rodrigues – Pisei Chão (1978)

Resenha do Álbum

E eis aqui mais um álbum do “cachorrão” Jair Rodrigues, parte de sua longa carreira na Philips, hoje Universal Music. Talvez a faixa de maior sucesso tenha sido a de abertura, o samba “Gotas de veneno”, de dois craques do gênero, Wilson Moreira e Nei Lopes, que compuseram inclusive para Clara Nunes. Tem também “Até quando?”, marcha-rancho da dupla Evaldo Gouveia-Jair Amorim que venceu o concurso de carnaval da finada TV Tupi naquele ano. A bossa nova é relembrada num popurri que tem “Onde está você?” (criação de Alaíde Costa no histórico show “O fino da bossa”, de 1964), “Franqueza” (na verdade lançada bem antes da bossa nova eclodir, em 1957, nas vozes de Nora Ney e Maysa), “Marcha da quarta-feira de cinzas” (Carlinhos Lyra e Vinícius) e a famosa “Suíte dos pescadores” (“Minha jangada vai sair pro mar”…), do mestre baiano Dorival Caymmi, sendo que o trecho inicial é também conhecido como “Canção da partida”. Outros autores então consagrados completam o programa: a dupla Tom e Dito (“Beijinho na boca”), Marku Ribas, um nome que voltou à evidência com o revival do samba-rock (“Saga do negro”), Vevé Calazans (que também fez “Nêga”, hit de Emílio Santiago, e aqui comparece com “Samba, nascimento e vida”, parceria com Roberto Santabna), Edil Pacheco e Ederaldo Gentil (“Oceano de paz”), Sidney da Conceição e Baianinho (que assinam a faixa-título, “Pisei chão”), Paulo Debétio, também habilidoso produtor de discos (aqui com “Rosalina da Pavuna”, parceria com Joel Menezes), Beto Scala e São Beto (“É, pois é”) e um certo Salobinho (quem seria?), autor de “Laço de fita”. Aqui está, portanto, mais um trabalho de um nome que tem seu lugar garantido na história da música popular brasileira, e que chegou até a se apresentar na cidade em que resido hoje, Ribeirão Bonito, interior de São Paulo (perto de São Carlos, onde ele começou a carreira), show que tive o prazer de presenciar. Divirtam-se!

Samuel M. Filho

Álbum: Pisei Chão
Ano/Gravadora: (1978) Philips 6349 393
Artista(s): Jair Rodrigues
Acervo: Carlão
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Carlão

Fonogramas:
A01. Gotas de Veneno – (Nei Lopes / Wilson Moreira)
A02. Beijinho na Boca – (Tom / Dito)
A03. Até Quando – (Evaldo Gouveia / Jair Amorim)
A04. Saga do Negro – (Marku Ribas)
A05. Samba Nascimento e Vida – (Vevé Calazans / Roberto Santana)
A06. Potpourri
A06. Onde Está Você – Franqueza – Eu Não Existo Sem Você – Suíte dos Pescadores -  Marcha da Quarta-feira de Cinzas – (Oscar Castro Neves / Luvercy Fiorini) (Denis Brean / Osvaldo Guilherme) (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) (Dorival Caymmi) (Carlos Lyra / Vinicius de Moraes)
Fonogramas Lado B
B01. Pisei Chão – (Sidney da Conceição / Baianinho)
B02. Oceano de Paz – (Edil Pacheco / Ederaldo Gentil)
B03. Laço de Fita – (Salobinho)
B04. Rosalina da Pavuna -
B05. Dinheiro Não Há – (Otacílio)
B06. É Pois É – (Beto Scala / São Beto)

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Jair Rodrigues – O Sorriso do Jair (1966)

10/01/2012
Por

Jair Rodrigues – O Sorriso do Jair (1966)

Resenha do Álbum

Ele é paulista de Igarapava, e foi criado em outra cidade do interior, Nova Europa. Em 1954, mudou-se com a família para São Carlos, onde pôde iniciar sua carreira de cantor, no rádio e em casas noturnas. Em 1958 cumpriu seu ano de serviço militar no Tiro de Guerra Sancarlense e, no início dos anos 1960, foi tentar a sorte em São Paulo, participando de programas de calouros. Foi aí que Jair Rodrigues de Oliveira começou a fazer sucesso. Seus dois primeiros discos, ainda em 78 RPM, saíram em julho de 1962 ela Philips: “Brasil sensacional/Marechal da vitória” e Coincidência/Balada do homem seu Deus”. Mas Jair explodiu de vez em 1964, com o famoso “Deixa isso pra lá”. E acabou sendo contratado pela antiga TV Record, onde apresentou junto com Elis Regina, entre 1965 e 1967, o programa “O fino da ossa” (depois “O fino”, uma vez que Horácio Berlinck, proprietário da marca “O fino da bossa”, deixaria a Record pouco depois da estréia desse musical). É desta época o álbum que o Baú de Long-Playing agora lhe oferece, gravado ao vivo no ntigo Teatro Record da Rua da Consolação em 1966 (três anos depois o teatro se ncendiou e hoje, em seu lugar, estão um banco e uma loja de lustres). O repertório do “Cachorrão” neste disco é bastante variado, repleto de sambas antigos e (então) atuais. Abrindo o disco, um de seus carros-chefes, “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, vencedora do Festival de MPB da Record daquele ano, empatada com “A banda”, de Chico Buarque. Em seguida, o samba que dominou o carnaval daquele ano, de autoria de Zuzuca, “Vem chegando à madrugada” ou “Sereno da madrugada”, de Zuzuca, muitíssimo gravado. Tem também Chico Buarque (“A Rita”), Gilberto Gil (“Vem, menina”), Paulinho Nogueira (“Contracanto”), Zé Di (“Deixa como está”), uma composição no ritmo do jequibau, de Mário Albanese e Ciro Pereira, este último maestro de lantão da Record na época, um popurri de sambas da velha guarda (” Louco”, “Emília”, “Fechei a porta”, “Meu fraco é mulher” etc.)… E aqui Jair também mostra o seu lado romântico-seresteiro, entoando à belíssima e jamais esquecida “Chão de estrelas”, de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa. Ressalte-se que, entre 1979 e 1981, o cantor gravaria dois LPs só de seresta. Enfim, um álbum-documento precioso para aqueles que apreciam a MPB com MPB maiúsculo. Confiram!

Samuel M. Filho

Álbum: O Sorriso do Jair
Ano/Gravadora: (1966) Philips P 765.004 P
Artista(s): Jair Rodrigues
• Gravado no Teatro Record – São Paulo
Editado por: GENESYSTUDIO
Acervo: E-mail para contato: genesystudio@terra.com.br
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo

Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: GENESYSTUDIO

Fonogramas Lado A
A01. Disparada – (Geraldo Vandré / Theo de Barros)
A02. Vem Chegando a Madrugada – (Noel Rosa de Oliveira / Zuzuca)
A03. Rapaz Da Moda – (Jair Amorim / Evaldo Gouveia)
A04. Contracanto – (Paulinho Nogueira)
A05. O Chegar da Primavera – (Niltinho / Luis Henrique)
A06. A Rita – (Chico Buarque)
A07. Vem Menina – (Gilberto Gil / Torquato Neto)

Fonogramas Lado B
B01: Potpourri
B01. Louco (Ela É Seu Mundo) -  Meu Fraco É Mulher -  Emília – Fechei a Porta – Só Eu Sei – Volta – Dá-me – (Wilson Batista /H enrique de Almeida) (Conde / Heitor de Barros) (Wilson Batista / Haroldo Lobo) (Sebastião Mota / Ferreira dos Santos) (J. Marques Ferraz / Francisco Ávila) (Djalma Ferreira / Luis Bandeira) (Adilson Godoy)
B02. Chão de Estrelas – (Silvio Caldas / Orestes Barbosa)
B03. Inaê – (Vera Brasil / Maricene Costa)
B04. Deixa Como Está – (José Di)
B05. Fiz Meu Samba de Manhã – (César Roldão Vieira)
B06. No Balanço do Jequibau – (Mário Albanese / Ciro Pereira)

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Jair Rodrigues – Antologia Da Seresta – (1979)

27/08/2011
Por

Jair Rodrigues
Jair Rodrigues de Oliveira
* 6/2/1939 Igarapava, SP

Biografia

Cantor. Compositor.

Na infância, cantava música religiosa em igreja. Antes de ingressar na vida artística, trabalhou como engraxate, mecânico, servente de pedreiro e ajudante de alfaiate. Em 1958, participou pela primeira vez de um programa de calouros, em São Carlos (SP). Em seguida, mudou-se para a capital paulista, onde trabalhou na alfaiataria Primor. Seu filho Jairzinho também ingressou na vida artística, tendo participado, na década de 1980, do programa infantil da TV Globo “Balão mágico”, iniciando, mais tarde, uma bem-sucedida carreira como cantor, já na virada da década de 1990 para o ano 2000.

[Saiba mais]

Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Álbum: Antologia Da Seresta
Ano/Gravadora: (1979) Philips 6349 416
Artista(s): Jair Rodrigues
Acervo: Quelinho
Editado por: Quelinho
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Bom

Fonogramas Lado A
A01. Boa Noite Amor – (José Maria de Abreu – Francisco Matoso)
JOSÉ MARIA DE ABREU – (1911 – 1966) – Pianista, viveu algum tempo fazendo demonstrações nas lojas de música, para os que queriam comprar  “partes de piano”. Compositor, especializou-se nas valsas sentimentais. “Boa Noite, Amor” é uma das mais belas

FRANCISCO MATOSO – (1913 – 1941) – Pianista e compositor, viveu, artisticamente, a melhor fase da primeira metade do século: a década dos trinta. Deixou uma obra onde figuram, como exemplos principais. “Boa Noite, Amor” e “Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda
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A02. Popurri
- Três Lágrimas – (Ary Barroso) (Pedro de Sá Pereira / Ari Pavão) (Freire Júnior)
ARY BARROSO – (1903 – 1964) – No fundo, era um sentimental. Todo aquele temperamento explosivo revestia uma alma sensível e poética, cujo talento se refletia em marchinhas carnavalescas, sambas de exaltação, canções e valsas belíssimas. Em “Três Lágrimas”, um momento de intenso lirismo.

- Chuá, Chuá – (Pedro de Sá Pereira / Ari Pavão)
PEDRO SÁ PEREIRA – Ligado ao teatro de revista, numa época em que era nele que nasciam os grandes sucessos populares, sua canção “Chuá, Chuá atesta o valor de uma obra, Por causa desta canção, seu nome nunca há de ser esquecido.

ARY PAVÃO – Outro nome relacionado com o movimento teatral, principalmente com as revistas que fizeram a glória de artistas, músicos e autores e que foram a alegria de um público fiel. A letra de Chuá, Chuá é dele. Era jornalista e romancista

- Malandrinha – (Freire Júnior)
FREIRA JÚNIOR – (1881 – 1986) – Teatrólogo de renome, poeta e compositor, contribuiu para o teatro musicado com quase 120 peças, dentre as a revista “A Malandrinha”, levada à cena no Teatro S. José, em 1928 cuja canção título passou a ser um clássico da serenata brasileira
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A03. Lábios Que Beijei – (J. Cascata / Leonel Azevedo)
LEONEL AZEVEDO – (1908) – Sonhou se engenheiro, não pode. Foi para na Telefônica e lá ficou 35 anos. Menino, começou a fazer versos e a tocar violão. Cresceu, foi para o rádio, cantou e compôs. Tem nome maiúsculo na música brasileira por causa de “Lábios Que Beijei” e de muitos outros sucessos.

J. CASCATA – (1912 – 1961) – Chamava-se Álvaro Nunes. O apelido veio de tempos em que aprendia a falar e mal conseguia pronunciar a palavra “cascata”, encantado pela fonte de praça. O “J.” foi adotado quando se tornou compositor, cuja fama cresceu a partir de “Lábios Que Beijei”
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A04. Última Inspiração – (Peterpan)
PETERPAN – (1911) – José Fernandes de Paula, compositor e pianista, destacou-se na área do samba, da marcha, da toada, mas assinou também canções e valsas  sentimentais, como “Última Inspiração”, indispensável nua boa seresta
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A05. A Voz do Violão – (Francisco Alves / Horácio Campos)
FRANCISCO ALVES – (1898 – 1952) – Cantar era seu legítimo destino. Compor foi uma conseqüência. Tanto o cantor quanto o compositor foram expressões de uma época histórica que nos deixou o eco de uma voz linda e de uma canção eterna: “A Voz Do Violão”.

HORÁCIO CAMPOS – (1892 – 1933) – Sua incursão no terreno da música pode ser avaliada, quase que exclusivamente, por ter escrito os versos de “A Voz Do Violão”, para uma peça de teatro da Companhia Jardel Jércolis. O bastante para o seu nome ficar na história
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A06. Gente Humilde -   (Garoto / Vinicius de Moraes / Chico Buarque)
GAROTO – (1915 – 1955) – Anibal Augusto Sardinha ficou sendo conhecido pelo apelido porque, ainda garoto, tocava qualquer instrumento de corda. Não conheceu o sucesso de “Gente Humilde”, cujos versos só foram feitos depois que ele havia morrido

CHICO BUARQUE – (1942) – Um os mais amplos talentos da nova geração. Bom compositor, bom poeta. Tinha quase treze anos, quando Garoto morreu e já era adulto quando escreveu os versos de “Gente Humilde”, juntamente com Vinicius de Moraes.

VINICIUS DE MORAES – (1913) – Desde menino faz versos. Formou-se em Direito, seguiu a carreira diplomática, mas deixou tudo pela poesia e pela música popular. Destacou-se ao tempo da bossa-nova, criou, inovou, fez-se ídolo. Os versos de “Gente Humilde” são dele e do Chico Buarque
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Fonogramas Lado B
B01. Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda – (Lamartine Babo / Francisco Matoso)
LAMARTINE BABO – (1904 – 1963) – Fez humorismo, mas era um romântico. Dotado de grande fertilidade artística, era fácil para ele, fazer versos ou compor melodias de alto sentido popular… marchinhas de carnaval, sambas, marchas de rancho e valsas lindas, como “Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda”.

FRANCISCO MATOSSO – (1913 – 1941) – Pianista e compositor, viveu, artisticamente, a melhor fase da primeira metade do século: a década dos trintas. Deixou uma obra onde figuram, como exemplos principais, “Boa Noite, Amor”, e “Eu Sonhei Que Tu Estavas Tão Linda”.
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B02. Popurri
- A Última Estrofe – (Cândido das Neves “Índio”) (Capiba) (Joubert de Carvalho)
CÂNDIDO DAS NEVES – (1899 – 1934) – Também era chamado de “Índio”, Filho do famoso Eduardo das Neves, herdou a veia artística do pai e foi um dos grandes poetas da nossa música, ao nível da Catulo e Hermes Fontes. “A Última Estrofe” é um clássico da seresta.

- Maria Betânia – (Capiba)
CAPIBA – (1904) – Lourenço da Fonseca Barbosa é uma força viva da música pernambucana. Dedicando ao frevo e ao maracatu, compõe em vários gêneros e a canção que ele escreveu, em 1944, para a peça de Mário Sette. “Senhora de Engenho”, deu ensejo a que muita criança se batizasse com o nome de “Maria Bethânia”.

- Minha Casa – (Joubert de Carvalho)
JOUBERT DE CARVALHO – (1900 – 1977) – Fez questão de ser médico e exerceu a profissão. Mas nunca se afastou da música, que começou a compor com oito anos. Há quem diga que suas melodias são elegantes. É, talvez, uma forma de definir da beleza de canções como “Minha Casa”
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B03. Chão de Estrelas – (Silvio Caldas / Orestes Barbosa)
ORESTES BARBOSA – (1893 – 1966) – Foi o que se costuma chamar de “jornalista brilhante e combativo”, que começou na revisão do jornal de Rui Barbosa. Um nome eternamente ligado à música seresteira, por causa de um repertório que inclui entre outras. “Chão e Estrelas”

SILVIO CALDAS – (1908) – Aos cinco anos cantou em público pela primeira vez. Pode-se dizer que não parou mais da cantar. É uma legenda viva da nossa música, E de tudo compôs, bastaria “Chão de Estrelas” para consagrá-lo.
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B04. Patativa – (Vicente Celestino)
VICENTE CELESTINO – (1989 – 1968) – O imenso prestígio do cantor de voz possante e bala ganhou amplos horizontes a partir do momento que ele passou a ser, também, autor e ator teatral, artista de cinema e compositor. E no campo da composição. “Patativa” foi um sucesso definitivo.
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B05. Número Um – (Benedito Lacerda / Mário Lago)
MÁRIO LAGO – (1911) – Começou escrevendo para o teatro. Depois, fez letras para muita música. Radioator, novelista, ator de teatro e televisão, compositor, um talento múltiplo. Tem composições somente dele, mas é nas letras que está o seu forte, com imagens poéticas encantadoras. A valsa “Número Um, por exemplo.

BENEDITO LACERDA – (1903 – 1958) – Grande flautista! Criou o grupo “Gente do Morro” que se transformaria, mais tarde e com outro nome, no maior conjunto regional de seu tempo. Uma obra vastíssima de choros, sambas, marchas e música romântica, como a valsa “Número Um”.
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B06. Ave-Maria – (Erothides de Campos)
EROTHIDES DE CAMPOS – (1896 – 1945) – Professor de química, diretor da Escola Normal de Piracicaba, orientador da Cultura Artística de lá, sua grande vocação era a música. Flautista, compositor, deixou muitas melodias, mas nenhuma tem a fama de “Ave Maria”
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

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Crédito: Quelinho

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