
Peço licença aos visitantes do blogger para que possa efetuar a postagem deste álbum em homenagem a um grande amigo/irmão de fé camarada que resolveu neste final de semana partir fora do combinado.
Alcides faz apenas quatro dias, mais a saudade já é imensurável.
Até um dia na eternidade meu amigo
Saudades
Carlão e Maria
P.S.: Enquanto upava este álbum, conversando com o Paulo sobre o ocorrido, ele recebia um telefonema de um grande amigo, comunicando que o filho de 14 anos resolveu partir fora do combinado na noite de ontem.
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Texto Contracapa
Certa vez em poema para sempre inesquecível Vinicius de Moraes pediu para si o direito de cantar todos os ritmos, mesmo os inumeráveis.
Jules Massenet, Frederic François Chopin, Ludwig Van Beethoven, Claude Debussy, Jean Sebastian Bach, Charles François Gounod, George Frederic Handel e Robert Schumannm, cada qual em sua época, dentro de suas escolas e presos aos seus estilos preferiram optar pelo ritmos imponderáveis, exigindo-os em sentido absoluto, que fôssem todos também.
E nasceram milagres. Notas bailarinas, procura vitoriosa de efeitos mágicos, bordados em ouro e azul sobre a tênue talagarça do sonho em infinita espiral, intenções sutis dansarinando ao longo das linhas que marcavam inspirações supremas, toques de inocência tingidos de vermelho pelo sangue das paixões aquietadas, lances ingênuos limitados – aqui e ali, quase de repente – pela presença inexorável dos dramas que fizeram cair o Anjo, para que pudesse nascer o Homem e não mais Deus – tudo isto se conjugou e vejo a música.
Suscitado pelo fenômeno do mestre Eisenach, outro poeta nosso, Menotti Del Picchia, declarou-se vencido pela sua música e proclamou que ele se mostrava simples como uma pedra ou uma árvore, enorme como os mais altos píncaros, pequenina como um pássaro; e por isso, ouvindo-a, é impossível pensar por imagens, mas absolutamente indispensável ascender, para poder pairar como um fluido acima e dentro das coisas.
É assim que nos comportamos perante este maravilhoso “long-plaing” da RGE.
Sem misticismo, porém sàdiamente contritos diante do segredo supremo que se contém nas dez páginas incorporadas a esta realização, estaremos em atitude adequada para bem compreender a mensagem extraordinária da beleza e de encantamento que elas nos transmitem.
HÉLCIO E CARVALHO DE CASTRO
Álbum: A Música À Luz Da Oração
Ano/Gravadora: (1958) RGE 305.001
Artista(s): Henrique Simonetti
Artísta(s) do Álbum: Simonetti e Orquestra de Câmera RGE
Outras Edições: (1958) RGE XRLP 100001
Acervo: Quelinho
Restauração: Quelinho
Formato: mp3
Bitrate: 320 Kbps
Áudio: Ótimo
Fonogramas Lado A
A01. Meditation (De Thais) – (J. Massenet)
A02. Ave Maria – (Gounod)
A03. Tristesse (Do ”Noturno Nº 13”) – (Frederic Chopin / Adpt. Henrique Simonetti)
A04. Reverie – (Schumann)
A05. Moonlight Sonata (Adagio da ”Sonata ao Luar”) – (Ludwig Van Beethoven)
Fonogramas Lado B
B01. Largo – (Handel)
B02. Clair de Lune – (Claude Debussy)
B03. Ave Maria – (Franz Schubert)
B04. Ária da 4ª Corda – (Johann Sebastian Bach)
B05. Elegie – (J. Massenet)
Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
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Crédito: Quelinho
Voltaremos regularmente com as postagens na próxima segunda feira