Gregório Barrios

Gregório Barrios – Aqueles Ojos Verdes (1986)

11/05/2012
Por

Gregório Barrios – Aqueles Ojos Verdes (1986)

Resenha do Álbum

Creio que, atendendo a vários pedidos, o Baú de Long Playing traz de volta o espanhol Gregório Barrios, aqui em um de seus últimos trabalhos em disco, lançado pela Continental dois anos antes de seu falecimento, em 1976. Vocês já conhecem a gloriosa trajetória deste grande intérprete do bolero, posto que já a contamos aqui anteriormente. A capa, fazendo jus ao próprio título deste disco, traz na foto uma bela jovem de olhos verdes… E a música-título, “Aquellos ojos verdes”, é bastante conhecida, data do início da década de 1930, originalmente composta em ritmo de rumba (no Brasil, em versão de João de Barro, o Braguinha, foi sucesso em 1932 na voz de Castro Barbosa, o futuro criador da “PRK-30″ no rádio). O acompanhamento em algumas faixas, embora não creditado, parece ser da Tropical Brazilian Band, formada por músicos da cidade de São José do Rio Preto, interior de São Paulo, e que acompanhou Gregório nos últimos anos de sua vida, em discos e shows ao vivo. O repertório é de qualidade, como, aliás, em todos os trabalhos do “rei do bolero”, apresentando verdadeiros clássicos da música hispânica. Barrios recorda inclusive seu primeiro sucesso em disco, “Se muy bien que vendrás”, lançado em 1945 pela mesma Continental que editou este trabalho. A faixa de abertura, “Amapola”, do espanhol e compatriota de Gregório José Maria Lacalle, teve até versão feita e gravada por nada mais nada menos que… Roberto Carlos (!), isso em 1964, no álbum “É proibido fumar”. Aqui ponteiam também obras dos mexicanos Agustin Lara (“Farolito”, “Pecadora”, “Noche de ronda”, “Lágrimas de sangre”) e Alberto Dominguez (“Frenesi”), e do cubano Oswaldo Farrés (“Trés palabras”, “Toda una vida”), todas muito lembradas, queridas e regravadas anos a fio. “Hipócrita”, de Carlos Crespo, foi hit do próprio Gregório no início dos anos 1950, e a última faixa não poderia ser mais adequada para encerrar este disco: “La última palabra”. Enfim, nada de novo, mas recordar é viver, e quaisquer versões desses clássicos imortais é sempre bem vinda. Curtamos!

Samuel M. Filho

 Álbum: Aqueles Ojos Verdes
Ano/Gravadora:  (1986) Phonodisc 0.34.405.456
Outras Edições: (1976) Continental 1.07.405.075
Oubtras Edições: (1976) Phonodisc 0.34.405.456
Artista(s): Gregório Barrios
Acervo: Genesystudio
Editado por: Genystudio
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Genesystudio

Fonogramas Lado A
A01. Amapola – (Joseph M. Lacalle)
A02. Farolito – (Agustin Lara)
A03. Frenesi – (Alberto Dominguez)
A04. Pecadora – (Agustin Lara)
A05. Tres Palabras – (Osvaldo Farrés)
A06. Toda Una Vida – (Osvaldo Farrés)
A07. Hipócrita – (Carlos Crespo)
Fonogramas Lado B
B01. Alma Llanera – (Pedro Elias Gutierrez)
B02. Noche de Ronda – (Agustin Lara)
B03. Ella – (José Alfredo Jiménez)
B04. Se Muy Bien Que Vendrás – (Antônio Nuñez M.)
B05. Lágrimas de Sangre – (Agustin Lara)
B06. Aquellos Ojos Verdes – (Nilo Menendez / Adolfo Utrera)
B07. La Última Palabra – (Eleazar Lopez)
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Gregório Barrios – O Rei do Bolero (1983)

30/03/2012
Por

Gregório Barrios – O Rei do Bolero (1983)

Resenha do Álbum

Boleros têm sempre presença cativa no Baú de Long Playing. E, desta vez, quem entra em cena com um álbum do gênero é um dos intérpretes mais expressivos do gênero, talvez o de maior popularidade entre nós: Gregório Barrios Villabriga. Ele era espanhol de Bilbao, onde veio ao mundo no dia 31 de janeiro de 1911, e teve três irmãos. Aos dez anos de idade, Gregório mudou-se com a família para Buenos Aires, capital da Argentina, em virtude de perseguições políticas sofridas por seu pai, socialista de carteirinha. Lá, trabalharia em vários empregos, até se fixar, durante 12 anos, no setor administrativo de uma pavimentadora de estradas, onde ocupou até mesmo um cargo de chefia. Mas foi em um emprego anterior que, ao cantarolar em serviço, recebeu elogios do filho do dono, que o estimularam a seguir a carreira artística. Passa então a estudar canto, com o apoio (moral e financeiro) da sua titia Epifânia. Foram quase QUINZE ANOS de estudo, ocupando tudo que era horário disponível, com o professor e tenor Abeleff, e o barítono Iturbi, do Teatro Colón, da capital argentina. Em 1938, atua na Rádio Callao, com o pseudônimo de Alberto del Barrios, mesmo nome de seu avô, uma vez que o nível artístico da emissora não era lá essas coisas. Interpretava cançonetas, trechos de óperas e tangos, mas logo percebeu que esse último gênero não era lá sua praia. A consagração, nos EUA, de nomes como Pedro Vargas, Olga Guillot, Elvira Rios e o médico Alfonso Ortiz Tirado fez com que Gregório encontrasse seu caminho justamente no bolero, sonhando um dia lançar composições do gênero feitas por argentinos. Em 1940, ele assina contrato com a prestigiosa Rádio El Mundo de Buenos Aires, onde permaneceria muitos anos, apesar do assédio da concorrência. Um ano depois, atua pela primeira vez no Brasil, com discreta passagem pelo Cassino de São Vicente, litoral paulista, e na Rádio Cruzeiro do Sul de São Paulo. Em 1944, nova temporada de Gregório entre nós, desta vez nos cassinos Atlântico (Rio) e Quitandinha (Petrópolis), apresentando-se com um traje típico espanhol e cantando boleros e trechos de óperas. Em março de 1945, sai seu primeiro disco, pela Continental, com o bolero “Se muy bien que vendrás” e a canção “Lamento espanhol”. A partir daí, Gregório Barrios passou a vir com constância ao Brasil, recebendo o aplauso e o carinho de nosso público em qualquer lugar no qual se apresentasse (rádios, casas noturnas, clubes, etc.). Fez temporadas também em toda a América do Sul, Portugal, Cuba e em sua Espanha natalícia. Em 1962, retribuindo essa gentileza, passou a morar no Brasil, mas deixou de lado a vida artística, tornando-se empresário do setor calçadista e abrindo uma fábrica em Ribeirão Preto, interior paulista. Mas os calçados saídos de sua empresa não venderam o esperado, e Gregório voltou a cantar, em 1969. Nos últimos quatro anos de vida, fez-se acompanhar da Tropical Brazilian Band, integrada por músicos de São José do Rio Preto, mantendo a média de DUZENTAS apresentações por ano! Gregório Barrios faleceu de forma repentina, aos 68 anos, em 17 de dezembro de 1978, na sua residência em São Paulo, Capital, de infarto fulminante. Um dia antes, havia se apresentado pela última vez em um clube da capital paranaense, Curitiba. Profissional correto, bom amigo, esposo e pai, imagem que ficou daqueles que o conheceram intimamente, Gregório Barrios é relembrado no Baú de Long Playing em um álbum do selo Phonodisc/Continental, datado de 1983. Foi montado com faixas de vários LPs que Gregório fizera para essa gravadora, mas de forma continua, sem pausas, quer dizer, foi feito para dançar e recordar. Fãs de Gregório Barrios e de boleros terão com que se fartar, pois o cardápio só tem obras-primas do gênero: “Sabor a mi”, “Sabra Diós” (“se tu me quieres o me enganas”), “Hipócrita” (“Sensivelmente hipócrita”), “Rega lame esta noche”, “La barca”, “Somos”, “Luna lunera”, “História de un amor” (como nunca haverá outro igual), “Sabrás que te quiero”, “Toda una vida” (“estaria contigo…”), “Angústia” (“de no tener te a ti”…), “Vereda tropical”, “Siboney”, “Trés palabras”, “Recuerdos de Ypacaraí” e até mesmo “Índia”, originalmente uma guarânia paraguaia. Como o leitor pode ver, muita coisa clássica, em um disco bastante representativo desse que, sem dúvida alguma, foi o rei do bolero, do qual, aliás, meu saudoso pai era fã incondicional!

Samuel M. Filho

 Álbum: O Rei do Bolero
Ano/Gravadora: (1983) PHONODISC mid 034.405.153
Artista(s): Gregório Barrios
Acervo: Joaquim Rangel
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Bom
Obs: Por se tratar de faixas contínuas, não há cortes nos fonogramas
 Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Joaquim Rangel

Fonogramas Lado A
A01. Pout-pourri Lado A
A01. Una Mujer – (Paul Misraki)
A02. Sabra Dios – (Alvaro Carrillo)
A03. Sabor A Mi – (Alvaro Carrillo)
A04. Camino Verde – (C. Larrera)
A05. Contigo En La Distancia – (C. P. de La Luz)
A06. Historia De Un Amor – (C. Almarán)
A07. Somos – (Mario Clavel)
A08. Angustia – (Orlando Brito)
A09. Regalame Esta Noche – (Roberto Cantoral)
A10. Sabras Que Te Quiero – (Teddy Fregoso)
A11. Hipocrita – (Carlos Crespo)
A12. Tres Palabras – (O. Farrés)
A13. Toda Una Vida – (O. Farrés)
A14. La Barca – (R. Cantoral)
Fonogramas Lado B
B01. Pout-pourri Lado B
B01. Solamente Una Vez – (A. Lara)
B02. Besame Mucho – (Consuelo Velazquez)
B03. Perfidia – (Albereto Domingues)
B04. Vereda Tropical – (Gonzalo Curiel)
B05. Frenesi – (Alberto Dominguez)
B06. Pecadora – (Agustin Lara)
B07. Alma Vanidosa – (Tony Fergo)
B08. Siboney 0 (Ernesto Lecuona)
B09. Luna Lunera – (Tony Fergo)
B10. Todo Se Acaba – (Don Fabian)
B11. Recuerdo de Ypacarai – (Mirkin – Ortiz)
B12. Quisera Ser – (Mario Clavel – Poupee)
B13. Que Sera De Ti – (Ortiz – Marquez)
B14. Noches De Paraguay – (Samuel Aguayo)
B15. India – (Flores – Guerro)

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Gregório Barrios e o Trio Irakitan – (1961)

14/05/2010
Por

Gregório Barrios e o Trio Irakitan - (1961)

GREGÓRIO BARRIOS

Nos anos 40 e 50, a música popular brasileira viveu de forma indiscutível sua época de ouro.
A Rádio Nacional do Rio de Janeiro cobria todo o território nacional com seus potentes

transmissores espalhando músicas, notícias, rádio teatro para todo o Brasil.

Era um tempo de Chico Alves, Orlando Silva, Carlos Galhardo, Silvio Caldas entre outros cantores.

Emilinha Borba, Marlene, Dalva de Oliveira entre as cantoras, além de um sem número de outros cartazes.
Foi nesta época que surgiu o bolero. Desde logo, este novo ritmo quente, sentimental, conquistou oseu espaço entre o nosso público, porque quando o momento pede romantismo, delicadeza de sentimentos, é o bolero um ritmo ideal até pelo seu envolvimento.
E quando lembramos do bolero, lembramos também de seus intérpretes, porque, através deste ritmo, grandes vultos latinos se fizeram projetar no cenário musical do nosso país. Gregório Barrios, juntamente com Afonso Oritz Tirado, Pedro Vargas, foram alguns dos grandes intérpretes.

Gregório Barrios nasceu a 31 de janeiro de 1911, no seio de uma família de poucos recursos financeiros. Nasceu em Bilbao na Espanha.

Teve 3 irmãos. Era ainda pequeno quando sua família emigrou para a Argentina porque seu pai, socialista convicto, vinha sofrendo perseguições políticas em sua terra natal.
Na Argentina, trabalharia em diversos empregos, até se fixar numa empresa pavimentadora de estradas, onde permaneceu por 12 anos. Nesta empresa, Gregório chegaria a um posto de chefia, sendoposteriormente promovido a gerente da mesma.

Mas foi no seu emprego anterior, quase menino que, ao cantarolar uma música, recebeu elogios de um colega de serviço. Os elogios foram tão calorosos que fizeram com que o rapaz passasse a pensar diariamente em se tornar cantor profissional.  Mas com temperamento determinado e perfeccionista, agora visando uma carreira com objetivo mais sério, iniciaria seus estudos de canto com professores do Teatro de Ópera de Buenos Aires. Durante mais ou menos 15 anos Gregório Barrios dedicou-se ao estudo da música e do canto, antes de se sentir preparado para iniciar sua carreira.

E este longo estudo foi feito durante as horas de folga que o jovem Gregório conseguia após o trabalho.

Em 1938 fez sua estréia cantando em programas de rádio. Mas, contrariado com a qualidade destes programas, até um pouco envergonhado, adotou o pseudônimo de Alberto de Barrios. Nesta época, seu repertório era composto de trechos de óperas.

No final dos anos 30 começava o reinado mundial do bolero com imenso horizonte pela frente. Gregório Barrios, a esta altura, já estava desencantado com a música clássica e resolveu então se definir pela música popular.
A música em língua castelhana já tinha consagrado nomes famosos como Dr. Afonso Ortiz Tirado, que deixou a medicina para dedicar-se inteiramente à música, Pedro Vargas, também reconhecido e respeitado nos países de língua espano-americanos, Elvira Rios, fazendo sucesso enorme.

Estes acontecimentos fizeram com que Gregório Barrios se resolvesse em definitivo! Em 1940, Gregório deixa seu emprego na empresa de pavimentação de estradas, e assina contrato com a rádio “El Mundo de Buenos Aires” onde ficaria por longos anos, embora recebesse convites constantes de outras emissoras.
Em 1941 vem atuar pela primeira vez no Brasil. Foi uma passagem discreta pelo cassino de São Vicente, e pela “Rádio Cruzeiro do Sul” de São Paulo.
Três anos após estes acontecimentos, Gregório Barrios retorna ao Brasil, agora para atuar no Rio de Janeiro nos famosos cassinos “Atlântico” e “Quitandinha”! Suas vindas ao Brasil, daí por diante, foram cada vez mais freqüentes, e de tal modo, que em breve, seria considerado um artista brasileiro, querido e admirado pelo nosso público.
Nos clubes, nas emissoras, nas boates, mais tarde na televisão, em todo o rincão brasileiro, Gregório Barrios compareceria para levar seus sucessos e receber aplausos.

Em suas entrevistas ele sempre afirmava que amava muito o Brasil, e que um dia viria morar em nosso país.
O tempo iria confirmar que nestas entrevistas não estava apenas sendo gentil. De fato, em 1962, Gregório Barrios transfere a sua residência para o Brasil.
Em 1966, Gregório casa-se com uma brasileira, e com ela tem uma filha que se chama Carmem Patrícia.
Em 1978, mais precisamente no dia 17 de setembro de 1978 , Gregório Barrios veio a falecer subitamente na cidade de São Paulo.
Neste período estava em franca atividade artística, tinha formado sua própria orquestra, e faziaaproximadamente 80 a 90 apresentações por mês.
Gregório Barrios deixou para as pessoas que o conheceram a lembrança do homem alegre, extrovertido, extremamente modesto, profissional corretíssimo, ótimo esposo, excelente pai.

O seu corpo está sepultado em São Paulo no cemitério do Morumbi.

Texto Beni Galter

Fonte de pesquisa: Portal da Seresta Brasileira

==========

Trio Irakitan

Componentes
Edson França
Paulo Gilvan
Joãozinho

A partir de 1965
Paulo Gilvan
Joãozinho
Toni

A partir da década de 1980, o grupo passou a se apresentar com a seguinte formação:
Paulo Gilvan
Joãozinho
Edilson (…)

[Saiba Mais]

Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Álbum: Gregório Barrios e o Trio Irakitan
Ano/Gravadore: (1961) Odeon MOFB 3203
Artista(s): Gregorio Barrios / Trio Irakitan
Acervo: Quelinho
Restauração: Quelinho
Formato: mp3
Bitrate: 320 kbps
Áudio: Ótimo

Fonogramas Lado A
A01. Mar – (Gabriel Ruiz / R. L. Mendes)
A02. Sin Motivo – (Gabriel Ruiz)
A03. Duerme – (M. Prado / La Fuente)
A04. Farolito – (Agustin Lara / Maria Teresa Lara)
A05. Cuatro Personas (Tu Yo Papá Y Mamá) – (R. Hernandez) – (Intérprete(s): Gregorio Barrios
A06. Ahora Seremos Felices – (R. Hernandez)

Fonogramas Lado B
B01. Alma Llanera – (P. E. Gutierrez)
B02. Nocturnal – (J. S. Marroquin)
B03. Tipitin – (Maria Grever / R. Leveen)
B04. Acorrugadita – (Julio Brito)
B05. Cielito Lindo – (Fernandez)
B06. Martha – (M. Simons)

Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

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