Resenha do álbum
“Ela é fã da Emilinha/ Não sai do César de Alencar…” (da marchinha “Fanzoca de rádio”, de Miguel Gustavo). Emilinha Borba é um desses fenômenos de popularidade raros de acontecer. Na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, onde permaneceu por quinze anos, foi campeã absoluta de correspondência. Mesmo após sua morte, ainda existem fãs-clubes de Emilinha espalhados por todo o país. Aqui está a eterna “favorita da Marinha” em um de seus trabalhos na Columbia, hoje Sony Music, para onde foi em 1958, após longa estadia na Continental. No bolero “Boa noite, meu bem”, a declamação inicial é da radialista Ísis de Oliveira (não confundir a atriz de TV de mesmo nome). Os destaques ficam por conta de duas regravações: “Chiquita bacana”, marchinha de Braguinha e Alberto Ribeiro de grande sucesso no carnaval de 1949, aqui apresentada em ritmo de chá-chá-chá, e também interpretada pela cantora no filme “Estou aí?”, de Moacyr Fenelon, e o bolero “Dez anos”, versão br asileira de original mexicano, que fez tanto sucesso em 1950 que Emilinha era obrigada a cantá-lo até em baile de carnaval! Algumas faixas deste disco saíram também em 78 rpm, pois ainda estávamos no período de transição da cera para o vinil, que terminaria em 1964, quando as quebradiças bolachas de cera deixaram de ser fabricadas: a citada “Boa noite, meu bem” mais a guarânia “História de minha vida” (CB-3109), “Alguém e “A danada da saudade” (CB-3143).
Texto: Samuel M. Filho
Emilinha Borba
Emília Savana da Silva Borba
* 31/8/1923 Rio de Janeiro, RJ
+ 3/10/2005 Rio de Janeiro, RJ
Biografia
Cantora.
Nasceu no Rio de Janeiro, à Rua Visconde de Niterói, na Vila Savana, bairro de Mangueira. Filha de Eugênio Jordão Borba e Edith da Silva Borba. Com a família de seis irmãos, dentre os quais, José, seu irmão gêmeo, passou grande parte da sua infância em Mangueira. Em seguida, mudou-se com a família para o bairro de Jacarepaguá. Desde menina gostava de cantar e imitar as grandes cantoras do rádio, como Carmen Miranda. Em 31 de agosto de 1957, casou-se formalmente com Artur Sousa Costa, corredor automobilístico e filho do Ministro da Fazenda do governo Getúlio Vargas. Com ele teve seu único filho, Artur Emílio. Em 2005, sofreu um acidente caseiro que a fez ficar internada no CTI. Recuperou-se após alguns dias de internação retornando à sua casa. Faleceu em outubro desse ano após sentir-se mal durante o almoço. Seu corpo foi velado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Álbum: Emilia No País Dos Sucessos
Ano/Gravadora: (1960) Columbia LPCB 37126
Artista(s): Emilinha Borba
Acervo: gx
Editado por: gx
Fonogramas Lado A
A01. Chiquita Bacana – (João de Barro / Alberto Ribeiro)
A02. Música Divina – (Waldir Rocha)
A03. Eu e o Samba – (Nelson Castro)
A04. Dez Anos (Diez Años) – (Rafael Hernandez / Vrs. Lourival Faissal)
A05. História De Minha Vida (historia De Mi Vida) – (Lourival Faissal / Mário Cavagnaro)
A06. Alguém – (Getúlio Macedo / Lourival Faissal)
Fonogramas Lado B
B01. Meu Doce Bem – (Édson Menezes / Lourival Faissal)
B02. A Danada da Saudade – (Rutinaldo)
B03. O Que Devo Fazer – (Sandra Helena)
B04. Não Me Culpe – (Fernando César / Apody de Oliveira / João Leal Brito ”Britinho”)
B05. Cidade das Morenas Maravilhosas – (Ayres da Costa Pessoa “Pernambuco”)
B06. Boa Noite Meu Bem (buenas Noches Mi Amor) – (Fred Jorge / Hubert Giraud / Marc Fontenoy)
Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
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Crédito: gx






