Resenha do Álbum
Este foi o décimo – sexto LP lançado pela Revivendo, com musicas que o eterno “rouxinol do Brasil”, Dalva de Oliveira (Vicentina de Paula Oliveira, (1917-1972), paulista de Rio Claro, gravou nos estúdios da EMI, em Londres, com acompanhamento da orquestra do pianista e maestro Roberto Inglez, que apesar do nome era escocês, da cidade de Elgin. Na verdade, ele se chamava Robert Inglis, e o equivalente a seu sobrenome, tanto em espanhol quanto em português, e Inglês. Doze das dezessete gravações de Dalva com Inglez estão aqui reunidas, uma em espanhol, “Pequena”, e as demais em português, lançadas no Brasil pela Odeon em 78 RPM em 1952/53. A faixa de abertura, “Fim de comedia”, do mestre Ataulfo Alves, parece ser ainda daquela famosa “polemica musical” que Dalva travou com o ex-marido Herivelto Martins. Tito Climent, autor de “Brasil saudoso”, foi o segundo marido de Dalva e era um famoso comediante argentino, razão pela qual a cantora residiu na Argentina por quase dez anos, s em no entanto deixar de gravar e se apresentar por aqui (o casal adotou uma menina chamada Dalva Lucia). O baião “Kalu”, de Humberto Teixeira sem parceiro foi um sucesso internacional e ate hoje relembrado. Temos também a primeira gravação de “Folha morta”, clássico samba-canção do mestre de Uba, Ary Barroso, que seria ainda mais sucesso ao ser regravado alguns anos depois por Jamelão. Ha também regravações dos clássicos “Carinhoso” (Pixinguinha e João de Barro, o Braguinha), cujo primeiro registro cantado foi de Orlando Silva, em 1937, e “Ai Ioiô” (Henrique (Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto), considerado o primeiro samba-canção brasileiro, lançado em 1929 na Parlophon por Aracy Cortes. Para o Natal de 1952, as versões “Noite de Natal” (mais conhecida por “Noite feliz” e com letra diferente daquela que se costuma cantar) e “Lindo presente”. Em outro baião de Humberto Teixeira, “Sem ele”, reparem no coro formado por imigrantes portugueses radicados em Londres. Completando o cardápio, “Encontrei afinal”, dos irmãos Hianto e Haroldo de Almeida. Ressalte-se que quatro gravações de Dalva com Roberto Inglez não foram lançadas no Brasil, e uma outra faixa não incluída aqui, “Duas palavras”, só chegou ao mercado fonográfico tupiniquim em 1955, em LP de dez polegadas. Varias faixas desse disco, por sinal, chegaram ao CD através da própria Revivendo, da qual me orgulho de ser cliente e acompanhar sua trajetória desde o inicio. Trabalho esse que continua mesmo depois da morte de seu fundador, Leon Barg
Samuel M. Filho
Dalva de Oliveira
Vicentina de Paula Oliveira
5/5/1917 Rio Claro, SP
31/8/1972 Rio de Janeiro, RJ
Biografia
Cantora.
Filha mais velha de Mário de Oliveira e Alice do Espírito Santo. Além dela, os pais tiveram mais três meninas, Nair, Margarida e Lila e um menino que nasceu com problemas de saúde e morreu ainda criança. Seu pai, que era conhecido na cidade pelo apelido de Mário Carioca, era marceneiro e músico nas horas vagas, tocava clarinete (…)
Fonte de pequisa: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Álbum: Dalva de Oliveira Com Roberto Inglez e Sua Orquestra
Ano/Gravadora: (1988) Revivendo LB 016 (036 791331 1)
Artista(s): Dalva de Oliveira
Acervo: El Paso
Editado por: El Paso
Formato: MP3 – kBit/s: 192 – Áudio: Ótimo
Fonogramas Lado A
A01. Fim de Comédia – (Ataulfo Alves)
A02. Carinhoso – (Pixinguinha / João de Barro)
A03. Brasil Saudoso – (Tito Climent)
A04. Encontrei Afinal – (Hianto de Almeida / Haroldo de Almeida)
A05. Sem Ele – (Humberto Teixeira)
A06. Noite De Natal (Silent Night Holy Night) – (Franz Gruber / Adpt. Mário Rossi)
Fonogramas Lado B
B01. Kalu – (Humberto Teixeira)
B02. Folha Morta – (Ary Barroso)
B03. Pequeña – (Osmar Maderna / Homero Expósito)
B04. Distância – (Marino Pinto / Mário Rossi)
B05. Linda Flor (Ai Ioiô) – (Henrique Vogeler / Luis Peixoto / Marques Porto)
B06. Lindo Presente (Adeste Fidelis) – (Oakeley / Vrs. Mário Rossi) – Letra de Mário Rossi
Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
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Crédito: El Paso





