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Conjunto Explosão do Samba – Explosão do Samba – Vol. 2 (1973)
Resenha do Álbum A escalada do samba do início dos anos 1970 não passou nem um pouquinho despercebida pela gravadora carioca CID, então a número um em LPs de preço econômico. É dessa marca a bem-sucedida série “Explosão do samba”, gravada pelo conjunto de mesmo nome, organizado por um cantor que fez certo sucesso no tempo da Jovem Guarda, Pedro Paulo. O Baú de Long-Playing traz agora o segundo volume da série registrada por esse grupo, certamente garantia de boa vendagem. E o clima desse disco é absolutamente carnavalesco, com músicas que fizeram sucesso no carnaval de 1973. Passando os olhos pelo repertório, vocês irão notar a predominância de sambas-enredo. Isso porque, nessa época, os sambas (de salão) e marchinhas carnavalescas então novas não chegavam ao público por causa da pouca ou nenhuma divulgação dos mesmos. E os sambas-enredo, ao lado de hits do passado e também de meio-de-ano, passaram a pontear não só nas ruas como também nos bailes carnavalescos, e isso justamente graças à divulgação inteligente e antecipada que tinham nas quadras das próprias escolas. O disco abre justamente com o samba da escola vencedora do desfile de 1973, a tradicionalíssima Mangueira, “Lendas do Abaeté”. Em compensação, a Mangueira ficou sem ganhar carnavais por onze longos anos, quebrando o jejum quando foi a “supercampeã” de 1984. Tem também os sambas da Portela (“Pasárgada, o amigo do rei”, inspirado no célebre poema de Manuel Bandeira), Vila Isabel (“Zodíaco no samba”), Império Serrano (“Viagem encantada Pindorama a dentro”), Salgueiro (“Eneida, amor e fantasia”, homenagem à grande cronista do carnaval carioca, Eneida da Costa de Moraes) e até da modesta Em Cima da Hora (“O saber poético da literatura de cordel”). Lembro-me que, quando a Império terminou seu desfile, sendo a última a entrar na avenida, já na manhã de segunda-feira de carnaval, o público presente invadiu a pista gritando “já ganhou! já ganhou!”. Mas deu Mangueira… O restante do repertório, como vocês irão ver, é de sambas originalmente lançados no chamado meio-de-ano: “Besta é tu”, dos Novos Baianos, “Ninguém tasca”, de Mário Pereira, aliás, Marinho da Muda, “A dança do cafuné”, de Zuzuca, lançado por Jair Rodrigues, assim como “Se Deus quiser”, do próprio Jair em parceria com o recém-falecido Wando, “Tem capoeira”, de Batista da Mangueira, e a então inédita “Fala couro”, aqui apresentada pela primeira (e ao que parece, única) vez. De qualquer maneira, o fato é que o Explosão do Samba sempre teve um público fiel, cativo, que garantia o sucesso de álbuns como este e a conseqüente explosão de alegria nos chamados “sambões”. E aí? Vamos deixar o samba explodir? Samuel M. Filho |
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| Álbum: Explosão do Samba – Vol. 2 Ano/Gravadora: (1973) CID 14.033 Artista(s): Conjunto Explosão do Samba Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Bom Obs: Um pequeno defeito no fonograma A01, que não compromete a audição do mesmo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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