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Claudio de Barros – Claudio de Barros (1973) Resenha do Álbum O cantor que focalizamos hoje no Baú de Long Playing, embora não fosse exatamente um intérprete da área sertaneja, tem sua história intimamente ligada a esse gênero musical. Estamos falando de Cláudio de Barros, que veio ao mundo no dia 24 de outubro de 1932, na cidade mineira de Itanhandu. Antes de conhecer o sucesso, trabalhou como comissário de bordo e redator de jornal, e sua carreira de cantor começou na Rádio Gazeta de Belo Horizonte. Em abril de 1954, lançou seu primeiro disco, em 78 RPM, pela gravadora Columbia (hoje Sony Music), interpretando o samba-canção “Não convém insistir”, de Odilon Noronha, e uma regravação, em ritmo de baião, do clássico “Saudade”, de Jayme Redondo. Em outubro seguinte, lançou mais um 78 na Columbia, com o samba-canção “Espiritualmente”, de Antônio Bruno, e a toada “Amor… ilusão…”, do próprio Cláudio em parceria com Francisco Lacerda. Nenhum sucesso! Porém, quatro anos mais tarde, foi ouvido pelo compositor e cantor sertanejo Palmeira, também produtor musical, que o levou para a Chantecler. Sua estréia na “marca do galinho” deu-se com a marchinha “Copacabana” dele mesmo, visando ao carnaval de 1959, em disco que trouxe no verso o frevo-canção “Não sei por quê”, interpretado por José Orlando. E finalmente conhece o sucesso, em junho de 1959, quando lança o tango “Cinzas do passado”, de sua autoria. Outros hits de Cláudio de Barros, muitíssimo regravados, são: “Teu desprezo” (dele com Geraldo Blota e Serafim Costa Almeida), “Separação”, “Bonequinha da noite”, “Cicatriz do amor” e “Meu primeiro beijo”, interpretados em disco por inúmeros artistas sertanejos (Tonico e Tinoco, Leôncio e Leonel, Mary Terezinha, Caçula e Marinheiro, Canário e Passarinho, etc.). Em 78 RPM, Cláudio de Barros gravou mais de 20 discos, além de diversos LPs e compactos simples. O álbum apresentado pelo Baú de Long Playing é de 1973, selo Rosicler/Chantecler, sem título, no qual Cláudio de Barros apresenta regravações de inúmeros sucessos sertanejos: “Buquê de rosas” (de Euclides Rangel, o Bolinha, parceiro de Biá no clássico “Boneca cobiçada”, e que também assina “Não chores mais” e “Onde foi você”), “Cabelo loiro” (um dos carros-chefes de Tião Carreiro e Pardinho), “Teu castigo”, Hoje eu não posso ir”, etc. Geraldo Meirelles, parceiro de Dotinho em “Minha paixão”, era filho do acordeonista Arnaldo Meirelles, e era conhecido como “o marechal da música sertaneja”, tendo apresentado na televisão durante anos o programa “Canta viola”. “O milagre”, de Cézar e Cirus, foi gravada um ano antes de Cláudio de Barros, por Carlos Alberto, intérprete especialista em boleraços. Não faltam composições então inéditas do próprio Cláudio: “Triste boêmio” (parceria com J. M. Alves) e “Estátua de sal”. Segundo o saudoso Robertinho do Acordeom, Cláudio de Barros foi o primeiro cantor a migrar da música romântica para a sertaneja, bem antes, portanto, do “grandão” Sérgio Reis. Participou também do filme “As aventuras de Pedro Malazartes”, produzido, dirigido e estrelado por Mazzaropi, em 1960 (foi inclusive o primeiro filme do eterno jeca como diretor). Nos últimos anos de sua vida, Cláudio de Barros residiu em um sítio nas proximidades de Mairiporã, município da Grande São Paulo, e após sofrer o quarto infarto, morreu em 22 de agosto de 2009, deixando, certamente, muitas e muitas saudades. Que Deus o tenha em bom lugar! Samuel M. Filho |
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| Álbum: Claudio de Barros Ano/Gravadora: (1973) Rosicler R 7141 Artista(s): Claudio de Barros Acervo: Joaquim Rangel Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing
Crédito: Joaquim Rangel |
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