Cláudio de Barros

Claudio de Barros – Claudio de Barros (1973)

29/03/2012
Por

Claudio de Barros – Claudio de Barros (1973)

Resenha do Álbum

O cantor que focalizamos hoje no Baú de Long Playing, embora não fosse exatamente um intérprete da área sertaneja, tem sua história intimamente ligada a esse gênero musical. Estamos falando de Cláudio de Barros, que veio ao mundo no dia 24 de outubro de 1932, na cidade mineira de Itanhandu. Antes de conhecer o sucesso, trabalhou como comissário de bordo e redator de jornal, e sua carreira de cantor começou na Rádio Gazeta de Belo Horizonte. Em abril de 1954, lançou seu primeiro disco, em 78 RPM, pela gravadora Columbia (hoje Sony Music), interpretando o samba-canção “Não convém insistir”, de Odilon Noronha, e uma regravação, em ritmo de baião, do clássico “Saudade”, de Jayme Redondo. Em outubro seguinte, lançou mais um 78 na Columbia, com o samba-canção “Espiritualmente”, de Antônio Bruno, e a toada “Amor… ilusão…”, do próprio Cláudio em parceria com Francisco Lacerda. Nenhum sucesso! Porém, quatro anos mais tarde, foi ouvido pelo compositor e cantor sertanejo Palmeira, também produtor musical, que o levou para a Chantecler. Sua estréia na “marca do galinho” deu-se com a marchinha “Copacabana” dele mesmo, visando ao carnaval de 1959, em disco que trouxe no verso o frevo-canção “Não sei por quê”, interpretado por José Orlando. E finalmente conhece o sucesso, em junho de 1959, quando lança o tango “Cinzas do passado”, de sua autoria. Outros hits de Cláudio de Barros, muitíssimo regravados, são: “Teu desprezo” (dele com Geraldo Blota e Serafim Costa Almeida), “Separação”, “Bonequinha da noite”, “Cicatriz do amor” e “Meu primeiro beijo”, interpretados em disco por inúmeros artistas sertanejos (Tonico e Tinoco, Leôncio e Leonel, Mary Terezinha, Caçula e Marinheiro, Canário e Passarinho, etc.). Em 78 RPM, Cláudio de Barros gravou mais de 20 discos, além de diversos LPs e compactos simples. O álbum apresentado pelo Baú de Long Playing é de 1973, selo Rosicler/Chantecler, sem título, no qual Cláudio de Barros apresenta regravações de inúmeros sucessos sertanejos: “Buquê de rosas” (de Euclides Rangel, o Bolinha, parceiro de Biá no clássico “Boneca cobiçada”, e que também assina “Não chores mais” e “Onde foi você”), “Cabelo loiro” (um dos carros-chefes de Tião Carreiro e Pardinho), “Teu castigo”, Hoje eu não posso ir”, etc. Geraldo Meirelles, parceiro de Dotinho em “Minha paixão”, era filho do acordeonista Arnaldo Meirelles, e era conhecido como “o marechal da música sertaneja”, tendo apresentado na televisão durante anos o programa “Canta viola”. “O milagre”, de Cézar e Cirus, foi gravada um ano antes de Cláudio de Barros, por Carlos Alberto, intérprete especialista em boleraços. Não faltam composições então inéditas do próprio Cláudio: “Triste boêmio” (parceria com J. M. Alves) e “Estátua de sal”. Segundo o saudoso Robertinho do Acordeom, Cláudio de Barros foi o primeiro cantor a migrar da música romântica para a sertaneja, bem antes, portanto, do “grandão” Sérgio Reis. Participou também do filme “As aventuras de Pedro Malazartes”, produzido, dirigido e estrelado por Mazzaropi, em 1960 (foi inclusive o primeiro filme do eterno jeca como diretor). Nos últimos anos de sua vida, Cláudio de Barros residiu em um sítio nas proximidades de Mairiporã, município da Grande São Paulo, e após sofrer o quarto infarto, morreu em 22 de agosto de 2009, deixando, certamente, muitas e muitas saudades. Que Deus o tenha em bom lugar!

Samuel M. Filho

Álbum: Claudio de Barros
Ano/Gravadora: (1973) Rosicler R 7141
Artista(s): Claudio de Barros
Acervo: Joaquim Rangel
Editado por: Carlão
Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo
 Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing

Crédito: Joaquim Rangel

Fonogramas Lado A
A01. Buquê de Rosas – (Bolinha)
A02. Triste Boêmio – (J. M. Alves – Claudio de Barros)
A03. Cabelo Loiro – (Tião Carreiro – Zé Bonito)
A04. O Milagre – (Cézer – Círus)
A05. Não Chore Mais – (Bolinha)
Fonogramas Lado B
B01. Estátua de Sal – (Claudio de Barros)
B02. Onde Foi Você – (Bolinha)
B03. Hoje Eu Não Posso Ir – Lourival dos Santos – Tião Carreiro)
B04. Coração Vazio – (Luiz de Castro
B5. Minha Paixão – (Dotinho – Geraldo Meirelles)
B06. Teu Castigo – (Sereno)

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Cláudio de Barros – Separação – (1965)

15/11/2010
Por

Cláudio de Barros - Separação - (1965)Cláudio de Barros
Itanhandú, MG

Biografia
Cantor. Compositor.

Dados Artísticos
Começou cantando na Rádio Gazeta de Belo Horizonte. Em 1954 fez sua estréia em discos pela Columbia interpretando o samba canção “Não convém insistir”, de Odilon Noronha e o baião “Saudade”, de Jaime Redondo. Em 1958 foi ouvido pelo compositor e produtor Palmeira que o levou para a gravadora Chantecler, na qual estreou dividindo disco com José Orlando. Na ocasião, gravou de sua autoria a marcha “Copacabana”. No ano seguinte gravou de sua autoria o tango “Cinzas do passado”, que se tornou um enorme sucesso e de sua autoria e Mário Zan o rasqueado “Meu primeiro beijo” e de Mário Terezópolis o tango “Destino”. Em 1960 registrou de sua autoria o tango “Fracasso de amor”, de sua autoria e J. M Alves, o tango “Pobre boêmio” e do maestro Guerra Peixe, o bolero “Cartas recebidas”. No ano seguinte gravou o samba “Ponte da Vila Maria”, de sua autoria e Ivani Soares, marcha “Cabelo branco”, parceria com Huagih Bacos, o rasqueado “O beijo”, parceria com Valter Amaral e o tango “Taça da amargura”, parceria com Osvaldo Bettio, entre outras. Em 1962 gravou de sua autoria o rasqueado “Sou de Ponta Porã,” de Murilo Alvarenga e Delamare de Abreu, o tango “Quem viu esta mulher outrora” e de Osvaldo Bettio e Ariovaldo Pires, o lendário Capitão Furtado, a toada lundu “Amor e ciúme”. No ano seguinte fez em parceria com o compositor e produtor Teddy Vieira o arrasta-pé “Toca sanfoneiro”, gravado na mesma época. Entre seus grandes sucessos estão “Teu desprezo”, “Madrugada fria”, “O beijo” e “O divórcio”. Lançou ainda pela CID o LP “Ternura, amor e paz”. Segundo o instrumentista e produtor Robertinho do Acordeon, foi o primeiro artista a migrar do chamado gênero romântico e passar para o sertanejo, assim como faria anos depois o cantor Sérgio Reis.

Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

Álbum: Separação
Ano/Gravadora: (1965) RCA Victor BBL 1326
Artista(s): Cláudio de Barros
Acervo: Paulo Lucio
Editado por: Quelinho
Formato MP3 kBit/s 192
Áudio: Ótimo

Links Individuais
Fonogramas Lado A
Link A01 – Bonequinha da Noite – (José Lopes / Teixeira Filho)
Link A02 – Separação – (Cláudio de Barros / Terrinha)
Link A03 – Angústia – (Moacir Costa)
Link A04 – Rancho Pequeno – (Conde / Lauro Muller)
Link A05 – A Voz do Amor – (J. Barroso / Cláudio de Barros)
Link A06 – Tenho Saudade – (J. Mendes / João Borges)

Fonogramas Lado B
Link B01 – Desquite – (Cláudio de Barros / Hervé Cordovil)
Link B02 – És Toda Minha Vida – (Hélio Nascimento / Isen Lago)
Link B03 – Estória de Um Toureiro – (Cláudio de Barros / J. Barroso)
Link B04 – Convivência – (Bolinha / Brinquinho)
Link B05 – Dizem Que a Saudade Vem – (Hercilio Pereira / João Borges)
Link B06 – Teus Carinhos – (Orácio Faustino / Cancioneiro)

Link Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

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Crédito: Paulo Lucio 

Cláudio de Barros – Este É Cláudio de Barros – (1961)

29/10/2010
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Cláudio de Barros - Este É Cláudio de Barros - (1961)

Cláudio de Barros

Cláudio de Barros nascido em 24 de outubro de 1932 nas Minas Gerais na cidade de Itanhandu é um cantor brasileiro.

Teu desprezo, de 1962, foi um de seus grande sucessos. Ao longo de sua carreira, lançou vinte discos, que venderam quinze milhões de cópias. Também ganhou muitos prêmios, inclusive o Chico Viola, conquistado por quatro anos seguidos.

Antes da fama, trabalhou como comissário de bordo e redator do jornal do estado. Fez sucesso na América Latina e em Portugal, onde cantou inúmeras vezes no Cassino Estoril. Também participou do filme As Aventuras de Pedro Malazartes, estrelado por Mazzaropi. Pai de duas filhas (Claudia Maria Advogada e Angela Maria Dentista)teve dois netos e um bisneto, casado com Maria onde sempre declarou ser o grande amor da sua vida. Claudio de Barros era um compositor de primeira linha, compôs algumas músicas também ao lado de Serafim Costa Almeida e outros grandes talentos de sua época. Morador da Zona Norte de São Paulo, Cláudio foi autor de muitas músicas de sucesso na vóz de grandes cantores. Cláudio viveu seus últimos anos em um sítio próximo à Mairiporã e após sofrer o 4º infarto, faleceu em 22 de Agosto de 2009, deixando muita saudade em quem aprecia a boa música !

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Álbum: Este É Cláudio de Barros
Ano/Gravadora: (1961) Chantecler CMG 2098
Acompanhamento: Orquestra regida por Guerra Peixe e Élcio Alvarez
Artista(s): Cláudio de Barros
Acervo: Paulo Lucio
Editado por: Quelinho
Formato: mp3
kBits: 192
Áudio: Ótimo

Links Individuais
Fonogramas Lado 1
Link A01 – Casaco de Pelúcia – (Rubens Adolfo / Venâncio)
Link A02- Amor de Minha Vida – (Waldick Soriano / Cláudio de Barros)
Link A03 – Pobre Boêmio – (J. M. Alves / Cláudio de Barros)
Link A04 – Meu Pecado – (Ilson Pohl / Fernandes)
Link A05- Vidas Iguais – (Bismael / Osvaldo Pracelli)
Link A06 – Não Sei – (Hélio de Alencar / Cláudio de Barros)

Fonogramas Lado 2
Link B01 – Pressentimento – (Serafim Costa Almeida / Armancio Rosas)
Link B02 – Coração Magoado – (J. M. Alves)
Link B03 – Cartas Recebidas – (Guerra Peixe)
Link B04 – Fracasso de Amor – (Cláudio de Barros)
Link B05 – A Mulher Que Ficou Na Taça – (Francisco Alves / Orestes Barbosa)
Link B06 – Sem Alma e Sem Lei – (Sena Júnior / Cláudio de Barros)

Link Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing

Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira

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Crédito: Paulo Lucio

 

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