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Altemar Dutra – Mensagem (1963) Resenha do Álbum E eis que o inesquecível “trovador das Américas”, Altemar Dutra (1940-1983), retorna triunfalmente ao Baú de Long Playing, para matar a saudade de muitos de seus admiradores, e também daqueles que apreciam a arte de cantar no que ela tem de mais belo e expressivo. Desta vez, apresentamos o segundo álbum de carreira de Altemar, lançado apenas alguns meses depois do primeiro, “A grande revelação”, e com certeza pela extraordinária repercussão do mesmo. Temos então, aqui, este “Mensagem”, com mais um desfile de belas interpretações a cargo da expressiva e calorosa voz de Altemar. A faixa de abertura é “Noite de paz”, sub-intitulada “Dá-me senhor”, escrita por Dolores Duran (Adiléia Silva da Rocha, 1930-1959) com outro pseudônimo, o de Durando! E, tristemente, ela teria sua súplica na letra da composição atendida, ao voltar para casa com dia claro, depois de agitadíssima noitada. Dolores disse à empregada: “Não me acorde. Estou muito cansada. Vou dormir até morrer”. E isso aconteceu… Este trabalho de Altemar tem ainda quatro novas contribuições dos “hitmakers” Evaldo Gouveia e Jair Amorim: “Tempo perdido”, “Pavana para um amor enfermo”, “Eu não sei” e “Serenata da chuva”, esta última também gravada na mesma época por Miltinho e Carlos Nobre. Romeo Nunes, então diretor artístico da Odeon, assina “Final”, parceria com o pianista gaúcho João Leal Brito, o Britinho, “Canção de esperar o amor” e a versão “Sigamos”. Outra versão aqui contida é “Vai, andorinha”, feita por Almeida Rego a partir de original italiano, “Vola, colomba”. Curiosamente, em 1964, apareceria uma outra versão dessa mesma canção, feita por Miltinho Rodrigues e gravada por ele em dupla com Tibagi, em andamento de rancheira mexicana, e também pela cantora Silvana, em ritmo de bolero (o mesmo daqui). O Helder Câmara que assina “No azul da manhã” certamente não era o notório líder católico, e sim um homônimo. O pianista Raul Mascarenhas (Juiz de Fora, MG, 1926-Rio de Janeiro, 1987), pai do saxofonista de mesmo nome e ex-marido da cantora Carminha Mascarenhas, recentemente falecida, assina a faixa “Verdade da vida”, em parceria com uma certa Concessa Lacerda. Enfim, mais uma coleção de maravilhosas interpretações do inesquecível Altemar Dutra. E viria muito mais nos vinte anos seguintes, constituindo um importantíssimo legado para a história de nossa música popular (a última gravação de Altemar, só lançada após sua morte, foi o tema de abertura da novela “Vida roubada”, do SBT). Altemar Dutra é para sempre! Samuel M. Filho |
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| Álbum: Mensagem Ano/Gravadora:(1963) Odeon MOFB 3366 Artista(s): Altemar Dutra Acervo: Carlão Editado por: Carlos Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão
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