Resenha do Álbum
Alberto de Souza Calçada era paulistano da gema, nascido em 6 de agosto de 1929 e falecido em 29 de julho de 1983. De talento precoce, começou a tocar acordeon aos 12 anos. Acompanhou com seu instrumento duplas sertanejas de renome, como Tonico e Tinoco, Zé Carreiro e Carreirinho e Palmeira e Biá, alem do humorista Zé Fidelis (que apesar de famoso por seu papel de português no radio, era descendente de italianos e chamava-se Gino Cortopassi). Seu primeiro disco como acordeonista-solo, em 78 RPM, saiu em maio de 1955 pela RCA Victor, com a polca “Aí que tá”, de sua autoria com Vicente Lia, mas o outro lado era cantado por Palmeira e Biá, a “Valsa do pescador”. Em setembro do mesmo ano, saiu um disco completo, em que Calçada solava o xote “Pica-pau” e o corridinho “Caldo verde”. Foi um dos pioneiros da gravadora Chantecler, para a qual alias sugeriu o nome, tendo trabalhado durante vários anos no “selo do galinho”, que pertencia à empresa Cássio Muniz (o código CMG, que precedia o numero de serie dos LP’s da gravadora, era sigla de “Cássio Muniz Gravações”) e depois foi incorporado pela Continental. E justamente de Alberto Calçada o primeiro LP lançado pela Chantecler, em 1958, “Cascata de valsas”. Aqui, acompanhado de orquestra, o acordeonista nos traz temas clássicos, entre eles conhecidas valsas do austro-alemão Johann Strauss (1804-1849), caso das celebérrimas “Contos dos bosques de Viena” e “Danúbio azul”. Tem também a famosa “El relicário”, do espanhol Jose Padilla (1889-1960), que teve até mesmo uma gravação em ritmo de twist, em 1963, pelo grupo The Clevers (mais tarde Os Incríveis). A não menos celebre valsa “Sobre as ondas” e de autoria do mexicano (ou uruguaio?) Juventino Rosas (1868-1894). No cardápio estão também “Tesoro mio”, do italiano Ernesto Bercucci (1845-1905) e “La hespanola”, do também italiano Vincenzo di Chiara (1860-1937). Uma seleção de clássicos que resistiram ao tempo.
Samuel. M. Filho
Alberto Calçada
Alberto de Souza Calçada
* 6/8/1929 São Paulo, SP
+ 29/7/1983 São Paulo, SP
Biografia
Compositor. Instrumentista.
Aos 12 anos começou a tocar acordeom
Dados Artísticos
Em 1942, formou o conjunto Irmãos Calçada juntamente com as irmãs. O conjunto passou a se apresentar na Rádio Difusora nos programas “Clube Papai Noel” e “Festa na Roça”. Na Rádio Record, os Irmãos Calçada se apresentaram no programa “Escola risonha e franca”.A família mudou-se para a cidade de Araguari, em Minas Gerais, em 1946.
Em 1947, formou um trio juntamente com os irmãos Sebastião (…)
Fonte de pesquisa: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira
Álbum: Contos Dos Bosques De Viena
Ano/Gravadora: (1975) Latino 2.26-407-005
Outras Edições: (1967) Chantecler CMG 2429
Dados adicionais da edição de 1965 – Acompanhamento de Orquestra
Artista(s): Alberto Calçada
Acervo: Quelinho
Editado por: Quelinho
Fonogramas Lado A
A01. Contos dos Bosques de Viena – (J. Strauss)
A02. Vida de Artista (Kunslerleben) – (J. Strauss)
A03. Danúbio Azul – (Johann Strauss)
A04. Valsa do Tesouro (Schatz Walzer) – (J. Strauss)
A05. La Hespañola – (Vicenzo di Chiara)
A06. Sobre as Ondas (Sobre Las Olas) – (Juventino Rosas)
Fonogramas Lado B
B01. El Relicario – (J. Padilla)
B02. Vozes da Primavera – (J. Strauss)
B03. Vinho Mulher e Canção – (J. Strauss)
B04. Tesoro Mio – (Ernesto Becucci)
B05. O Morcego – (Johann Strauss)
B06. Rosas Do Sul – (Johann Strauss)
Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
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Visite: Gente de Minha Terra
Visite: Caipira de Coração
Visite: Os 4 Caipiras
Crédito: Quelinho









