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Agepê – Agepê (1987) Resenha do Álbum E ele voltou! Mais uma vez o Baú de Long Playing traz de volta o grande e inesquecível sambista Agepê (Rio de Janeiro, 1942-idem, 1995), que deixou um legado importantíssimo para a história do samba e, por extensão, da música popular brasileira. Este foi seu décimo primeiro álbum de carreira, e o primeiro para a Philips/Polygram, hoje Universal Music, após passagem pela Som Livre. Agepê segue a linha de seus trabalhos anteriores, assinando a maioria das músicas aqui presentes (sete), entre elas “Dona do meu ser” e “Louca”, que mantêm o estilo de seu grande hit “Deixa eu te amar”, de três anos antes (afinal, nunca se mexe em time que está ganhando, e Agepê sabia disso mais do que ninguém). Seus parceiros nessas músicas são o inseparável Canário, Beto Correia, David Correia (seria irmão do Beto?) e Serafim Adriano. O cardápio inclui obras de outros compositores de prestígio, como a parceria Edil Pacheco-Paulo César Pinheiro (“Ilê ayê”), este último viúvo da cantora Clara Nunes, que também assina outra faixa deste disco, “Nossa cachaça”, em parceria com Ivor Lancelotti, cujo maior sucesso como autor é “Abandono” (“Se voltar não faça espanto / Cuide apenas de você”…), originalmente gravado por Eliana Pittman, porém mais lembrado no registro posterior de Roberto Carlos. Odibar Moreira da Silva, que assina “Água do poço” com Efson (eles também fizeram juntos “Brilha pra mim”, hit de Jorge Aragão), tem várias músicas de sucesso em parceria e na interpretação de Paulo Diniz (“Quero voltar pra Bahia”, “Pingos de amor”, “Canseira”, “Ponha um arco-íris na sua moringa”, “Um chope pra distrair”). Com mais de 40 anos de carreira, membro da diretoria do Bloco Samba Brilha (Cinelândia, Rio) e funcionário público aposentado, Odibar morreu desconhecido e no anonimato (como, aliás, muitos de nossos compositores populares) em junho de 2010, e estava então no Retiro dos Artistas. O mineiro (e belorizontino) Toninho Geraes (pseudônimo de Antônio Eustáquio Trindade Ribeiro), coautor de “Devastação”, tem mais de duzentas composições na bagagem, oito delas gravadas por Agepê, e as demais por outros grandes nomes do samba como Martinho da Vila e Zeca Pagodinho. O pernambucano (e recifense) Romildo Souza Bastos, falecido em 1990 aos 48 anos de idade, aqui comparece com “São Jorge da Costa da Mina”, parceria com Sérgio Fonseca. Enfim, Agepê estreou com o pé direito na Philips/Polygram, e gravaria mais quatro álbuns nessa marca: “Canto pra gente cantar” (1988), sem título (1990), “Cultura popular” (também de 1990) e “Me leva” (1992). Encerraria sua carreira fonográfica na Warner, em 1994, com o CD “Feliz da vida”. Samuel M. Filho |
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| Álbum: Agepê Ano/Gravadora: (1987) Polygram 834 078-1 Artista(s): Agepê Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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