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Pedrinho Mattar – Pianíssimo (1983) Resenha do Álbum Aqui está um trabalho desse que sem dúvida foi um dos mais populares pianistas do Brasil, se não o mais popular. Descendente de libaneses, Pedro Mattar (São Paulo, 1936-Santos SP, 2001) era chamado de Pedrinho por ser o caçula de dez irmãos. Começou a estudar piano precocemente, na escola de Magdalena Tagliaferro, e em 1953 já acompanhava com seu instrumento os festivais de música da União Cultural Brasil – Estados Unidos, onde estudava. Tocou com Claudette Soares e Maysa, entre outros artistas, apresentando-se inclusive nos EUA para o então presidente Jimmy Carter. Sua execução era impecáveis, como se pode constatar neste álbum que o Baú de Long Playing agora lhe oferece para sua apreciação, parte da bem-sucedida série de LPs que gravou nos anos 1980 pela RGE. Curiosamente, ele abre com “Pour Elise”, de Beethoven, música que em certa época tocava insistentemente nos caminhões de gás que circulavam pelas grandes cidades, em especial São Paulo, irritando a vizinhança inteira! Ah, mas aqui tudo bem… Pedrinho desfila aqui os clássicos nacionais “Branca”, de Zequinha de Abreu, e “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo, páginas imortais, sem sombra de dúvida, como também o são as demais faixas: “Romance de amor” (do misterioso Antônio Rovira, de biografia até hoje desconhecida), “Night and day”, “Jalousie”, “Le lac de Come”, a chopiniana “Tristesse Opus 10 número 3″, “Memory” (do musical “Cats”, recentemente encenado no Brasil), “O vôo do besouro”, “Love is a many splendored thing” (do filme clássico da Fox “Suplício de uma saudade”, de 1955, estrelado por William Holden e Jennifer Jones, e que fez muita gente verter lágrimas nos cinemas)… Tudo isso muito bem dedilhado pelo saudoso Pedrinho, apoiado por bom acompanhamento rítmico. Nessa época, ele também apresentava o programa “Um piano e você”, na TV Cultura de São Paulo, e “Pianíssimo” veio igualmente a ser o último programa que fez na Rede Vida, de 1990 até é o início de 2007, quando morreu de infarto fulminante na cidade praiana de Santos, onde residia. Era tio do flautista e saxofonista Derico (aquele do Jô Soares) e do também pianista Sérgio Sciotti, ambos atualmente formando o Duo Sciotti. Samuel M. Filho |
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| Álbum: Pianíssimo Ano/Gravadora: (1983) RGE 308.6042 Artista(s): Pedrinho Mattar Dados adicionais: Acompanhamento: Gabriel Jorge Bahlis (Contrabaixo) e Augusto Arid (Bateria/Percussão) Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Bom |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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