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Jair Rodrigues – O Sorriso do Jair (1966) Resenha do Álbum Ele é paulista de Igarapava, e foi criado em outra cidade do interior, Nova Europa. Em 1954, mudou-se com a família para São Carlos, onde pôde iniciar sua carreira de cantor, no rádio e em casas noturnas. Em 1958 cumpriu seu ano de serviço militar no Tiro de Guerra Sancarlense e, no início dos anos 1960, foi tentar a sorte em São Paulo, participando de programas de calouros. Foi aí que Jair Rodrigues de Oliveira começou a fazer sucesso. Seus dois primeiros discos, ainda em 78 RPM, saíram em julho de 1962 ela Philips: “Brasil sensacional/Marechal da vitória” e Coincidência/Balada do homem seu Deus”. Mas Jair explodiu de vez em 1964, com o famoso “Deixa isso pra lá”. E acabou sendo contratado pela antiga TV Record, onde apresentou junto com Elis Regina, entre 1965 e 1967, o programa “O fino da ossa” (depois “O fino”, uma vez que Horácio Berlinck, proprietário da marca “O fino da bossa”, deixaria a Record pouco depois da estréia desse musical). É desta época o álbum que o Baú de Long-Playing agora lhe oferece, gravado ao vivo no ntigo Teatro Record da Rua da Consolação em 1966 (três anos depois o teatro se ncendiou e hoje, em seu lugar, estão um banco e uma loja de lustres). O repertório do “Cachorrão” neste disco é bastante variado, repleto de sambas antigos e (então) atuais. Abrindo o disco, um de seus carros-chefes, “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, vencedora do Festival de MPB da Record daquele ano, empatada com “A banda”, de Chico Buarque. Em seguida, o samba que dominou o carnaval daquele ano, de autoria de Zuzuca, “Vem chegando à madrugada” ou “Sereno da madrugada”, de Zuzuca, muitíssimo gravado. Tem também Chico Buarque (“A Rita”), Gilberto Gil (“Vem, menina”), Paulinho Nogueira (“Contracanto”), Zé Di (“Deixa como está”), uma composição no ritmo do jequibau, de Mário Albanese e Ciro Pereira, este último maestro de lantão da Record na época, um popurri de sambas da velha guarda (” Louco”, “Emília”, “Fechei a porta”, “Meu fraco é mulher” etc.)… E aqui Jair também mostra o seu lado romântico-seresteiro, entoando à belíssima e jamais esquecida “Chão de estrelas”, de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa. Ressalte-se que, entre 1979 e 1981, o cantor gravaria dois LPs só de seresta. Enfim, um álbum-documento precioso para aqueles que apreciam a MPB com MPB maiúsculo. Confiram! Samuel M. Filho |
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| Álbum: O Sorriso do Jair Ano/Gravadora: (1966) Philips P 765.004 P Artista(s): Jair Rodrigues • Gravado no Teatro Record – São Paulo Editado por: GENESYSTUDIO Acervo: E-mail para contato: genesystudio@terra.com.br Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: GENESYSTUDIO |
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