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Pedrinho Mattar – Pianíssimo (1983) Resenha do Álbum Aqui está um trabalho desse que sem dúvida foi um dos mais populares pianistas do Brasil, se não o mais popular. Descendente de libaneses, Pedro Mattar (São Paulo, 1936-Santos SP, 2001) era chamado de Pedrinho por ser o caçula de dez irmãos. Começou a estudar piano precocemente, na escola de Magdalena Tagliaferro, e em 1953 já acompanhava com seu instrumento os festivais de música da União Cultural Brasil – Estados Unidos, onde estudava. Tocou com Claudette Soares e Maysa, entre outros artistas, apresentando-se inclusive nos EUA para o então presidente Jimmy Carter. Sua execução era impecáveis, como se pode constatar neste álbum que o Baú de Long Playing agora lhe oferece para sua apreciação, parte da bem-sucedida série de LPs que gravou nos anos 1980 pela RGE. Curiosamente, ele abre com “Pour Elise”, de Beethoven, música que em certa época tocava insistentemente nos caminhões de gás que circulavam pelas grandes cidades, em especial São Paulo, irritando a vizinhança inteira! Ah, mas aqui tudo bem… Pedrinho desfila aqui os clássicos nacionais “Branca”, de Zequinha de Abreu, e “Brasileirinho”, de Waldir Azevedo, páginas imortais, sem sombra de dúvida, como também o são as demais faixas: “Romance de amor” (do misterioso Antônio Rovira, de biografia até hoje desconhecida), “Night and day”, “Jalousie”, “Le lac de Come”, a chopiniana “Tristesse Opus 10 número 3″, “Memory” (do musical “Cats”, recentemente encenado no Brasil), “O vôo do besouro”, “Love is a many splendored thing” (do filme clássico da Fox “Suplício de uma saudade”, de 1955, estrelado por William Holden e Jennifer Jones, e que fez muita gente verter lágrimas nos cinemas)… Tudo isso muito bem dedilhado pelo saudoso Pedrinho, apoiado por bom acompanhamento rítmico. Nessa época, ele também apresentava o programa “Um piano e você”, na TV Cultura de São Paulo, e “Pianíssimo” veio igualmente a ser o último programa que fez na Rede Vida, de 1990 até é o início de 2007, quando morreu de infarto fulminante na cidade praiana de Santos, onde residia. Era tio do flautista e saxofonista Derico (aquele do Jô Soares) e do também pianista Sérgio Sciotti, ambos atualmente formando o Duo Sciotti. Samuel M. Filho |
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| Álbum: Pianíssimo Ano/Gravadora: (1983) RGE 308.6042 Artista(s): Pedrinho Mattar Dados adicionais: Acompanhamento: Gabriel Jorge Bahlis (Contrabaixo) e Augusto Arid (Bateria/Percussão) Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Bom |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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Roberto Silva – Eu, O Luar E A Serenata (1968) Resenha do Álbum Eis um álbum de um dos poucos cantores da “velha guarda” ainda vivo, pelo menos até o momento em que escrevo esta resenha. Estamos falando de Roberto Napoleão Silva, carioca de Copacabana, nascido no Morro do Cantagalo, e filho de um chapeleiro italiano com uma carioca da gema. Quando Roberto tinha seis anos, a família se mudou para o subúrbio de Inhaúma. Gostando de cantar, participava ainda criança das festinhas da vizinhança, cantando músicas do repertório dos maiores cartazes da época, entre eles Orlando Silva, que muito o influenciou em seu estilo de interpretação. Sua estréia em disco foi em 1946, na Continental, interpretando “Ele é esquisito” e “O errado sou eu”. Um ano depois foi para a Star, depois Copacabana, onde gravou a maior parte de sua extensa discografia, com inúmeros 78 rpm e LPs. Roberto Silva seria redescoberto nos anos 2000, com a reedição em CD dos quatro álbuns de sua série “Descendo o morro”. E o Baú de Long-Playing nos oferece um Roberto Silva seresteiro, nesse que foi o primeiro dos dois LPs da série “Eu, o luar e a serenata” (o segundo viria quatro anos mais tarde, 1964). O repertório é muito bem selecionado, imperdível para aqueles que sentem saudade de uma serenata à janela da amada… E a coisa começa com “Ave-Maria”, obra-prima de Erotides Jonas Neves de Campos (Cabreúva, SP, 1896-Piracicaba, SP, 1945). Foi lançada originalmente por Pedro Celestino (irmão de Vicente), em 1926, mas ficou mais famosa na interpretação de Augusto Calheiros, “o patativa do Norte”, tendo sido muitíssimo regravada. O restante do repertório reflete bem as influências recebidas por Roberto Silva, com páginas imortalizadas por Orlando Silva (“Ciúmes sem razão”, “Rosa”, “Deusa do cassino”, “Lábios que beijei”), e Sílvio Caldas (“Arranha-céu”, “O pião”, a nunca esquecida “Chão de estrelas”, “Mimi”, “Serenata”, “Três lágrimas”). Um bom álbum que compensa a frustração de não se poder fazer mais serenata como antigamente. Delicie-se… Samuel M. Filho |
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| Álbum: Eu, O Luar E A Serenata Ano/Gravadora: (1968) Som/Copacabana SOLP 40145 Outras Edições: (1960) Copacabana CLP 11149. Obs: A Capa e Contracapa corresponde a edição de (1968) BEVERLY BLP 81476 Obs: Consta ainda na Contracapa, texto escrito por JURANDIR CHAMUSCA, com data de 1975 e LP identificado como BEVERLY BLP 81476 Obs: Selos Lado A e Selos Lado corresponde a edição de (1968) Som/Copacabana SOLP 40145 Artista(s): Roberto Silva Acervo: Joaquim Rangel Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Bom |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical BrasileiraFonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
Crédito: Joaquim Rangel |
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Vários – Homenagem a John Lennon (1981) Resenha do Álbum Oito de dezembro de 1980, Nova York, EUA. Terminava o sonho de muita gente de ver os Beatles novamente cantando juntos. John Lennon, o “cérebro” da banda, era assassinado a tiros por Mark David Chapman bem em frente ao edifício em que residia, o Dakota. Foi uma comoção no mundo todo! Chegou até a sair um anúncio no “Jornal da Tarde”, de São Paulo, com o título “Mais um que pegaram pra Cristo”, lamentando a morte de Lennon. Um ano após o infausto acontecimento, a gravadora RCA Victor decidiu prestar uma homenagem ao ex-beatle assassinado, lançando o presente álbum, produzido por Eliete Fonseca. Nele, a “marca do cachorrinho” botou alguns nomes que tinha sob contrato na época para interpretar músicas de Lennon em versões para o português. A paraguaia Perla interpreta “Ontem (Yesterday)” e “Deixa estar (Let it be)”. O hoje esquecido Cláudio di Moro então figura carimbada dos programas populares de auditório da televisão, canta “Imagine” e “Vida nova (Just lik e starting over)”, esta última, no original, faixa do álbum “Double fantasy”, que Lennon tinha acabado de lançar quando foi morto. Os Pholhas, que têm músicas em inglês que marcaram a vida de muita gente, interpretam “Passou-se mais um mês (A hard day’s night)” e “Ela só quer te amar (You’re going to lose that gril)”. Esta última, aliás, já tinha uma versão nacional lançada em 1965 por Renato e seus Blue Caps (a famosa “O meu primeiro amor”, lembram?). Juanita, aquela da música “Guarde o seu amor pra mim”, que cantava com o marido Richard, vem com “Help” e “Regressa (Get back)”. Lilian, que fazia dupla com Leno, então recém-saída de dois expressivos sucessos como solista, “Sou rebelde” e “Uma música lenta”, aqui interpreta “Ele era assim (Fool on the hill)” e “Pra se poder viver (Here, there and everywhere)”. A obscura Leila vem com “Amor (Love)” e “Não compre, amor (Can’t buy me, love)”. Essa Leila, aliás, gravou uma canção chamada “Caixinha de música a” (versão de “Mirrors”, de Sally Outfield), e quando vinha cantar a música na TV costumava sempre trazer a tal caixinha, para que o apresentador do programa não esquecesse o título! A famosa dupla de “Não se vá”, Jane e Herondy, canta “Eu te amo (And I love her)”, versão já conhecida na voz do próprio Rei Roberto Carlos, e “Michelle”. O grupo Tutti-Frutti, que acompanhava Rita Lee em seus shows e discos e foi o embrião do Rádio Táxi, comparece interpretando “Mãe (Mother)” e “Revolução (Revolution)”, esta última cuja versão, curiosamente, é assinada pelas ex-Frenéticas Lidoka e Leiloca, mais o goiano Léo Jaime, que seria um dos astros do rock brasileiro dos anos 1980. Falando em rock, os Tarântulas, de curta carreira, cantam “Eu quero ser feliz (We can work it out)” e “Quando a noite vem (The Night before)”. Dênis e Demian, que em 1990/91 seriam Orelhinha e Cotonete na novela “Ana Raio e Zé Trovão”, da extinta Manchete (depois reprisada por essa emissora e pelo SBT), cantam “Você vai ser feliz (From me to you)” e “Quis fazer você feliz (If I fell)”, sendo que esta última versão seria regravada mais tarde por Angélica, ao lado do Roupa Nova. Adriano Santa Cruz, cujo irmão montou recentemente um blog para divulgar suas músicas, relembra duas versões que fizeram muito sucesso com Renato e seus Blue Caps, assinadas pelo líder da banda, Renato Barros: “Menina linda (I should have known better)” e ‘Feche os olhos (All my loving)”. E todos os participantes do álbum interpretam juntos “Canção da paz e do amor”, “Dê uma chance a paz (Give peace a chance)”, “Tudo o que você precisa é amor (All you need is love)” e “Hey Jude”. Dê você também uma chance a paz! Samuel M. Filho |
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| Álbum: Homenagem a John Lennon – Pelo Amor, Pela Paz, Pela Coragem Ano/Gravadora:(1981) RCA Victor Artista(s): Vários Acervo: Heliete Fonseca Editado por: Heliete Fonseca Álbum já postado nos bloggers: Blog do Pimentel e Música dos Anos 60 Obs: Consta no detalhamento do LP no site Memória Musical as informações dos autores das versões dos fonogramas: B03. Intérprete(s): Tutti Frutti – Mãe (Mother) – (John Lennon / Vrs. Mauro Sergio) – Revolução (Revolution) – (John Lennon / Paul McCartney / Vrs. Lidoka / Vrs. Leiloca / Vrs. Léo Jaime) |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical BrasileiraFonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long PlayingAcervo: Heliete Fonseca | |||||
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Tarancón – Terra Canabís (1986) Resenha do Álbum O Baú de Long-Playing coloca agora a seu alcance este que foi o sétimo álbum realizado pelo grupo Tarancón. Formado por artistas de vários países da América Latina, o grupo foi criado em 1972, com o intuito de pesquisar e divulgar a diversidade de ritmos e canções de países de língua espanhola das Américas, com influências brasileiras, andinas e afro-caribenhas. O nome Tarancón era o mesmo de uma mina de carvão da cidade espanhola de Astúrias, que desabou ocasionando a morte de onze trabalhadores, história essa contada numa canção intitulada “En La mina Del Tarancón”. Seu primeiro álbum foi “Gracias a La vida”, lançado em 1976, e desde então a banda passou a ser cultuada por estudantes em universidades, faculdades e centros acadêmicos. Neste “Terra canabis”, temos um repertório variado, que inclui Beatles (“Eleanor rigby”), temas tradicionais do Peru (“Cholito pantalón blanco”) e México (“Male betúlia”) e composições de Lula Barbosa. Com uma del as, “Mira Ira”, o Tarancón viveu um dos momentos mais importantes de sua carreira, participando do Festival dos Festivais, promovido pela TV Globo em 1985, defendendo a composição junto com Miriam Mirah (integrante da primeira formação do grupo) e a banda Placa Luminosa (onde o saudoso Jessé começou) e arrebatando o segundo lugar geral e o prêmio de melhor arranjo. O Tarancón usa instrumentos originários dos Andes, como a quena (flauta de cana ou osso), o bombo leguero (instrumento de percussão feito de couro de ovelha ou guanaco), a tarka (flauta ortoédrica de madeira de uma só peça, com seis furos, conhecida no norte da Argentina como anata) e o charango (instrumento de dez cordas ou mais feito de carapaça de tatu), além de violão e baixo acústico. O Tarancón continua na estrada, com sua síntese latina na linha “poncho-conga” e agradando a muita, muita gente! Samuel M. Filho |
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| Álbum: Terra Canabís Ano/Gravadora: (1986) Continental 1.77.405.009 Artista(s): Tarancón Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – k/Bits: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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Cyro Aguiar – Balanço de Janeiro a Janeiro (1984) Resenha do Álbum E eis que surge no Baú de Long Playing o baiano (e soteropolitano) Cyro Mendes de Aguiar. Ele se mudou para o Rio de Janeiro em 1959, com 17 anos de idade, e passaria a cantar em programas de rock no início da década seguinte, os explosivos anos 1960. Na Rádio Mayrink Veiga, apresentava-se acompanhado pelo conjunto Renato e seus Blue Caps, interpretando os últimos hits internacionais, sobretudo os de Pat Boone, o que lhe valeu a alcunha de “Pat Boone baiano”. Seu primeiro compacto simples foi gravado na RCA Victor, com as músicas “Mona Lisa” e “Itaparica”, exatamente no dia 22 de novembro de 1963, dia o assassinato do presidente americano John Kennedy (Cyro soube da notícia após a gravação do disco). Alguns do sucesso de Cyro Aguiar: ”A loucura das garotas”, “O gavião”, “Leninha”, “Meia-noite”, “Do you like samba?”, “Asfalto do falsificado”, “Desprezado”, ‘Simão diz”, “Crítica”. Ele comparece aqui com um álbum de 1984, lançado pela empresa carioca CID, então a bambambã dos chamados “discos econômicos”, e ainda hoje existente. Ele aqui exercita várias de suas experiências rítmicas, misturando samba com rock (“Samba-rock”, sim, é esse o título da faixa!) e até mesmo com ritmos caribenhos (“Salsamba”). Tem uma versão dele e Humberto Garin (também produtor de TV) para o clássico “The lullaby of Broadway”, imortalizado por Doris Day em filme dos anos 1950, regravações de clássicos como “Risque”, “Na Glória”, “Tico-tico no fubá” e até mesmo a afro-cubana “Paranpanpan”, e composições próprias. Cyro Aguiar, felizmente, continua na ativa, gravando e se apresentando em shows, e ainda comandando nas manhãs de domingo o programa “Éramos todos jovens”, na Rádio Tropical FM de São Paulo, da qual é sócio-fundador Samuel M. Filho |
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| Álbum: Balanço de Janeiro a Janeiro Ano/Gravadora: (1984) CID 8073 Artista(s): Cyro Aguiar Acervo: Evangelista Digitalizado por: Paulo Lucio Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Evangelista
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Ângela Maria – Apenas Mulher (1980) Resenha do Álbum Chegar a 100 álbuns gravados é uma façanha para poucos na música popular do mundo inteiro. Pois, em 1980, Ângela Maria conseguiu atingir essa cifra, e nos anos seguintes até a ultrapassou. Este álbum foi de fato um “lançamento histórico”, de uma intérprete que conseguiu passar incólume por todos os modismos e manter sua popularidade inabalável. No repertório, destaque para a participação de Chico Buarque na faixa “Quase quebrei o meu rádio”, de Nélson Ned, Majó (autor do hit de Agnaldo Timóteo “Tristeza danada”) e Frank Gal (Chico entoa “Minha história”, versão dele próprio para uma música do italiano Lúcio Dalla, e ainda assina com Francis Hime a faixa “O rei de Ramos”). Temos ainda faixas assinadas por renomados compositores: João Roberto Kelly (“Mormaço”), Gonzaguinha (“Apenas mulher”, a faixa-título), Wando, o futuro “rei das calcinhas” (“Corações Lusitanos”), Sérgio Bittencourt, falecido no ano anterior (“Pra quê?”), José Augusto, “o novo” (“De que adianta?”), Fernando Mendes (“Coragem”), Mariozinho Rocha, Renato Correia, integrante dos Golden Boys (que assinam junto com Cláudio Cavalcanti – seria aquele ator? – a faixa “Gosto do passado”), José Messias, ele mesmo, o jurado do Raul Gil (“Tributo a Maysa”, homenagem à “rainha da fossa”, morta três anos antes em acidente rodoviário na Ponte Rio – Niterói), e ainda uma regravação do bolero “Que será?”, de Marino Pinto e Mário Rossi, clássico do repertório de Dalva de Oliveira, cantora que Ângela, por sinal, imitava a perfeição em suas apresentações na TV e em locais públicos. Enfim, um álbum tratado a leite de cabra, com o máximo esmero, coroando um marco importantíssimo da carreira da Sapoti. Que mais você quer? Samuel M. Filho |
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| Álbum: Apenas Mulher Ano/Gravadora: (1980) EMI-Odeon 062 421192 Artista(s): Ângela Maria Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical BrasileiraFonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long PlayingCrédito: Carlão | |||||
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Agnaldo Timóteo – Sucessos de Ouro (1975) Resenha do Álbum Mineiro de Caratinga, Agnaldo Timóteo iniciou sua carreira cantando em programas de calouros na rádio local e também em Governador Valadares e Belo Horizonte, onde tornou-se conhecido como “o Cauby Peixoto mineiro”. Mudou-se depois para o Rio de Janeiro, onde tornou-se motorista particular da cantora Ângela Maria, prosseguindo em paralelo sua carreira de cantor, e ingressando aos poucos nos meios musicais. Em disco, Agnaldo estreou na Caravelle (Consórcio Eletro Musical), em 1963, interpretando o samba-canção “Sábado no morro” e o rock-balada “Cruel solidão”. Mas foi em sua gravadora seguinte, a Odeon, que ele passou a colecionar sucessos sobre sucessos. Doze deles estão nesta coletânea da série “Sucessos de ouro”, que agora o Baú de Long Playing lhe oferece. Começando com o pé direito, tem “Meu grito”, composição do então rei da juventude (e depois da MPB) Roberto Carlos, coqueluche absoluta em 1967. Originalmente saiu no LP “Obrigado, querida”, do qual também foram extraídas as versões “Os verdes campos da minha terra” (standard do country americano, e uma das músicas favoritas do próprio Agnaldo) e “Mamãe, estou tão feliz”, originalmente uma canção napolitana, faixa de encerramento da coletânea. Uma “modinha do velho tempo” aqui comparece, a famosa “Quem sabe?” (‘tão longe, de mim distante “…) composta em 1859 pelo campineiro Antônio Carlos Gomes com versos de Bittencourt Sampaio, sendo a gravação de Agnaldo de 1969 (álbum “Agnaldo Timóteo comanda o sucesso”). Desse mesmo disco é “Eu vou sair para buscar você”, de Cláudio Fontana e Nélson Ned. “A hora do amor”, no original, chama-se “Homburg”, e foi hit do grupo britânico Procol Harum. Timóteo lançou a versão em 1968 no álbum “O sucesso é Agnaldo Timóteo”. “Fumaça nos olhos”, versão de Nazareno de Brito para o clássico “Smoke gets in your eyes”, já havia sido gravada por Tito Madi na Continental, em 1959, e o registro de Timóteo é de um compacto duplo de 1970. A interpretação dele para o standard lusitano ‘Foi Deus” foi pinçada do álbum “O sucesso e o astro”, de 1967, de onde também saiu “Quem será”, dos “hitmakers” Jair Amorim e Evaldo Gouveia. Do álbum “O intérprete”, de 1970, foram extraídas a versão “Simplesmente adeus” e a reinterpretação de Timóteo para “Minha casa”, de Joubert de Carvalho. Para terminar, tem uma das músicas favoritas do repertório do Timóteo: “Os brutos também amam”, da dupla Roberto & Erasmo Carlos, hit absoluto em 1972, e faixa-título e de abertura do LP de mesmo nome. Enfim, uma pequena amostra do trabalho de Agnaldo Timóteo, atualmente exercendo seu segundo mandato de vereador no município de São Paulo, felizmente sem deixar de cantar. Samuel M. Filho |
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| Álbum: Sucessos de Ouro Ano/Gravadora: (1975) Coronado/EMI-Odeon SC 10039 Artista(s): Agnaldo Timóteo Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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Trio Los Panchos – Presença de Trio Los Panchos – LP 02/02 Resenha do Álbum Quando se fala em música romântica latino-americana, a menção ao Trio Los Panchos é obrigatória. O grupo vocal e instrumental foi criado em 1944 nos EUA, e sua primeira formação tinha os mexicanos Chucho Navarro e Alfredo Gil, mais o porto-riquenho Hernando Aulez, radicados em Nova York. Eles foram os criadores da interpretação do bolero a três vozes, pois até então o gênero era interpretado apenas por solistas. Excursionaram por toda a América Latina e Caribe, inclusive no Brasil, onde estiveram pela primeira vez em 1948. Em cinqüenta anos de vitoriosa carreira, o trio atuou em mais de 35 filmes, tendo gravado inclusive com a cantora americana Eydie Gormé. O álbum duplo que o Baú de Long Playing agora põe ao seu alcance é uma síntese bem completa do trabalho do Trio Los Panchos. Clássicos e mais clássicos românticos latino-americanos aqui desfilam, sendo sempre desnecessário falar de suas qualidades. Você poderá se deliciar com pérolas do quilate d e “El dia que me quieras”, “História de un amor” (“como no hay otro igual”), “Quizás, quizás, quizás”, “La barca” (“dicen que la distáncia se olvida”…), “Siete notas de amor”, “Quiereme mucho”, “Mi último fracasso”, “La malagueña” (“salerosa”…), “La cucaracha” (“ja no puede cambinar”), “Noche de ronda”, “Perfume de gardenia” (“tiene tu boca”…), “Solamente una vez” (“ame en la vida”), “Tu me acostumbraste’ (“ a todas esas cosas”), “Sabor a mi”, “Sabra Diós” (“se tu me quieres o me enganas”), “Esperame en cielo”, e até dois clássicos da música brasileira em espanhol: “Caminhemos”, de Herivelto Martins, e “A noite do meu bem”, de Dolores Duran (até Nélson Gonçalves gravou essa versão, em compacto raríssimo). Enfim, o Trio Los Panchos se apresenta para seu deleite, saudade e encantamento. É ouvir, dançar e sonhar… Samuel M. Filho |
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| Álbum: Presença de Trio Los Panchos – LP 02/2 Ano/Gravadora: (N/D) CBS 138.805 Artista(s): Trio Los Panchos Acervo: Carlão Editado por Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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Trio Los Panchos – Presença de Trio Los Panchos – LP 01/02 Fonogramas Face A – LP 01 Fonogramas Face B – LP 01 Downloads: links 4shared ….. ou ….. Mediafire …..ou ….. MultiUpload |
| Álbum: Presença de Trio Los Panchos – LP 01 Ano/Gravadora: (N/D) CBS 138.805 Artista(s): Trio Los Panchos Acervo: Carlão Editado por Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
Crédito: Carlão |
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POSTAGEM ESPECIAL Helmut Zaccharias – On Lovers’ Road (1961) Fonogramas lado A Fonogramas Lado B Obs: Não há na postagem Contracapa, Selo A e B |
| Álbum: On Lovers’ Road Ano/Gravadora: (1961) Polydor 237524 SLPHM Artista(s): Helmut Zaccharias Acervo: Euclydes Editado por: Euclydes Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Capa Crédito: Euclydes |
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Ângela Maria e Agnaldo Timóteo, Juntos (1979) Resenha do Álbum Um encontro histórico de Ângela Maria com aquele que foi seu motorista particular! Aguardado havia muitos anos pelos fãs tanto de Ângela quanto de Agnaldo Timóteo, eis que, em 1979, a gravadora de ambos, EMI-Odeon, tornou-o realidade. E eles não decepcionaram nem um pouco, apresentando um repertório com músicas e compositores românticos de várias épocas. Para deliciar seus fãs, Ângela e Timóteo apresentam músicas do porte de “Travessia” (que revelou Milton Nascimento para o Brasil, em 1967), “Cabecinha no ombro” (quem nunca teve um ombro amigo pra chorar?), “Saudades de Matão” (que até minha irmã mais velha tocava na sanfona!), “Samba em prelúdio” (dos mestres Baden e Vinícius), “Meu nome é ninguém” (“Foi assim, a lâmpada apagou, a vista escureceu, um beijo então se deu”…), “Brigas” (um dos carros-chefes de Altemar Dutra, confira sua gravação no LP duplo aqui constante), “Jura-me”, “Perfídia”, “Sorri” (versão de Braguinha para “Smile”, de Charles Chaplin, lançada em 1936 no seu filme “Tempos modernos”), “Sabe Deus” (“Se tu me queres ou me enganas”)… Tudo encerrando com uma singela homenagem aos “baixinhos”, com a “Canção da criança”, gravada por Francisco Alves em 1952, poucos dias antes de seu trágico falecimento em acidente rodoviário, e lançada logo em seguida ao mesmo, conhecendo vendagem incomum. Enfim, um belo repertório para os fãs de Ângela e Timóteo, que voltariam a gravar juntos em outras oportunidades. Divirtam-se e recordem este grande momento! Samuel M. Filho |
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Álbum: Ângela Maria e Agnaldo Timóteo, Juntos Ano/Gravadora: (1979) EMI-Odeon 062 421161 Artista(s): Ângela Maria e Agnaldo Timóteo Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira
Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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Altemar Dutra – Especial – 30 Sucessos LP2/2 – (1979) Resenha do Álbum Aqui está, em primoroso LP duplo, uma seleção de grandes sucessos e interpretações definitivas de um cantor que sem dúvida deixou muitas e muitas saudades, e de quem aliás meu saudoso pai era fã incondicional: Altemar Dutra de Oliveira (Aimorés, MG, 1940-Nova York, EUA, 1983). Ele estreou em disco na Tiger, em 1962, ainda em 78 rpm, com o samba “Saudade que vem” e o bolero “Somente uma vez”, sem alcançar nenhuma repercussão. E foi na sua gravadora seguinte, a Odeon, que Altemar conheceria o sucesso com o 78 de “Maldito” e “Tudo de mim”, boleros dos “hitmakers” Evaldo Gouveia e Jair Amorim, lançado em abril de 1963, seguido de seu primeiro LP, “A grande revelação”. Esta seleção é justamente desse triunfal período na “marca do templo”. Dizer que esse maravilhoso repertório tem qualidades é pura perda de tempo. Aí estão músicas-chave do repertório do eterno “trovador das Américas”: as músicas do 78 rpm de estreia de Altemar na Odeon, já citadas anteriormente (“Maldito” e “Tudo de mim”), “O trovador” (bela marcha-rancho do carnaval de 1965, que seria ainda mais executada em rádio após a folia daquele ano), “Poema do amor maior”, “Dai-me um luar”, “Brigas” (que o próprio Altemar declarou ser a música com a qual gostaria de ser lembrado), “Meu velho”, “Sentimental demais”, “Somos iguais”, “Oferenda”, “Que queres tu de mim?”, “Eu pago esta noite”… Enfim, peças essenciais do repertório do saudoso Altemar. E ele também nos oferece belas interpretações para clássicos do porte de “Ternura antiga” (obra póstuma de Dolores Duran, só musicada depois de sua morte pelo pianista José Ribamar e lançada por Lucienne Franco em 1960), “Laura” (obra-prima de Braguinha e Alcyr Pires Vermelho, hit de 1957 com Jorge Goulart), “Hino ao amor” (que Edith Piaf compôs em homenagem ao puglilista Michel Serdan, seu grande amor de então, morto em acidente aéreo, e alcançou sucesso no Brasil justamente nesta versão de Odair Marzano , na voz de Wilma Bentivegna), “Preciso aprender a ser só” (dos irmãos Valle), “Bom dia, tristeza” (poema que Vinícius de Moraes enviou de Paris, onde era diplomata, para Aracy de Almeida, e musicado por Adoniran Barbosa a pedido dela), “Eu sonhei que tu estavas tão linda” e duas composições da parceria Roberto & Erasmo Carlos: “As flores do jardim de nossa casa” e “Eu disse adeus”, ambas originalmente lançadas pelo próprio rei da MPB e muitíssimo gravadas por outros cantores. O animador de TV Raul Gil, aliás, conta que pouco antes de Altemar Dutra embarcar para Nova York, em 1983, ele o procurou e disse: “Olha, Raul, você ainda não fez imitação de mim em seu programa. Depois que eu voltar de viagem quero ver você fazendo imitação minha!” Raul achou difícil, ele que sempre fez ótimas imitações de cantores como Miltinho, Jerry Adriani e Cauby Peixoto, mas Altemar não arredou pé: queria porque queria que Raul Gil o imitasse em seu programa. E o animador não teve outro remédio: ensaiou dias a fio a imitação de Altemar Dutra. De repente, chega a notícia do falecimento do cantor, de AVC, durante uma apresentação na casa noturna novaiorquina El Continente. E Raul Gil acabou fazendo uma bela imitação de Altemar em seu programa de TV, em sua homenagem. “Quis o destino que eu me preparasse para homenagear o Altemar postumamente com sua imitação!”, relembrou, comovido, Raul Gil, em entrevista a Amaury Jr. Coisas do destino… |
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| Álbum: Especial – 30 Sucessos LP 2/2 Ano/Gravadora: (1979) Coronado/EMI-Odeon 152 421162/3/4 Artista(s): Altemar Dutra Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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| Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical BrasileiraFonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing
Crédito: Carlão |
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Altemar Dutra – Especial – 30 Sucessos LP1/2 – (1979) Resenha será publicada no: Altemar Dutra – Especial – 30 Sucessos LP 2/2 – (1979) |
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| Álbum: Especial – 30 Sucessos – LP 01 Ano/Gravadora: (1979) Coronado/EMI-Odeon 152 421162/1/2 Artista(s): Altemar Dutra Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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Jair Rodrigues – Pisei Chão (1978) Resenha do Álbum E eis aqui mais um álbum do “cachorrão” Jair Rodrigues, parte de sua longa carreira na Philips, hoje Universal Music. Talvez a faixa de maior sucesso tenha sido a de abertura, o samba “Gotas de veneno”, de dois craques do gênero, Wilson Moreira e Nei Lopes, que compuseram inclusive para Clara Nunes. Tem também “Até quando?”, marcha-rancho da dupla Evaldo Gouveia-Jair Amorim que venceu o concurso de carnaval da finada TV Tupi naquele ano. A bossa nova é relembrada num popurri que tem “Onde está você?” (criação de Alaíde Costa no histórico show “O fino da bossa”, de 1964), “Franqueza” (na verdade lançada bem antes da bossa nova eclodir, em 1957, nas vozes de Nora Ney e Maysa), “Marcha da quarta-feira de cinzas” (Carlinhos Lyra e Vinícius) e a famosa “Suíte dos pescadores” (“Minha jangada vai sair pro mar”…), do mestre baiano Dorival Caymmi, sendo que o trecho inicial é também conhecido como “Canção da partida”. Outros autores então consagrados completam o programa: a dupla Tom e Dito (“Beijinho na boca”), Marku Ribas, um nome que voltou à evidência com o revival do samba-rock (“Saga do negro”), Vevé Calazans (que também fez “Nêga”, hit de Emílio Santiago, e aqui comparece com “Samba, nascimento e vida”, parceria com Roberto Santabna), Edil Pacheco e Ederaldo Gentil (“Oceano de paz”), Sidney da Conceição e Baianinho (que assinam a faixa-título, “Pisei chão”), Paulo Debétio, também habilidoso produtor de discos (aqui com “Rosalina da Pavuna”, parceria com Joel Menezes), Beto Scala e São Beto (“É, pois é”) e um certo Salobinho (quem seria?), autor de “Laço de fita”. Aqui está, portanto, mais um trabalho de um nome que tem seu lugar garantido na história da música popular brasileira, e que chegou até a se apresentar na cidade em que resido hoje, Ribeirão Bonito, interior de São Paulo (perto de São Carlos, onde ele começou a carreira), show que tive o prazer de presenciar. Divirtam-se! Samuel M. Filho |
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| Álbum: Pisei Chão Ano/Gravadora: (1978) Philips 6349 393 Artista(s): Jair Rodrigues Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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Les Brown – Orquestras Famosas e Seus Hits “As Big Bands” – LP 5/1 (1973) Textos em Box Lester Raymond Brown, nasceu em Reinerton, Pennsylvania, a 14 de março de 1912. Seu pai, um padeiro, tinha verdadeira paixão por música, sabendo tocar saxofone. Les criou-se ouvindo o pai e o “Quarteto de Saxofones Brown”, constituído por dois irmãos, o pai e um vizinho. Com 8 anos de idade foi matriculado num curso de piano mas, logo em seguida, optou pelo saxofone. Em 1933, Les Brown e sua orquestra passaram a exibir-se no “Milke Todd’s Theatre Café”, em Chicago, onde ficaram por 4 meses. Sua fama começou a ganhar vulto nos meios “jazzísticos” e cronistas especializados tiveram suas atenções voltadas para o criativo principiante. Sucederam-se as exibições em New Yok, Chicago, Los Angeles e em Ceder Gove, New Jersey. Contratado pelo ator Bob Hope para apresentar-se em seus programas de rádio, Les seria dos músicos mais solicitados durante a 2ª Guerra Mundial, para tocar nos alojamentos dos soldados. Ella Fitzgerald costumava dizer que a orquestra de Les Brown era uma de suas favoritas. Seu primeiro grande sucesso surgiu em 1944, “Sentimental Journey”, composição sua em parceria dom Bem Homer e o letrista Bud Grenn. A vocalista do disco era a obscura Doris Kapelhoff, vinda da orquestra de Bob Crosby e já usava o nome artístico de Doris Day. Em sua fase Columbia (CBS), ele registrou outros sucessos como “I’ve Got My Love To Keep Me Warm”, “Mexican Hot Dance”, “Lullaby In Rhythm” e “Leap Frog”. Texto em box de: EGÍDIO GRANDINETTI JR – Jornalista e Crítico Musical. |
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| Álbum: Orquestras Famosas e Seus Hits “As Big Bands” – LP 5/1 Ano/Gravadora: (1973) CBS ESPECIAL 600014 Artista: Les Brown Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Bom |
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Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Carlão |
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Jair Rodrigues – O Sorriso do Jair (1966) Resenha do Álbum Ele é paulista de Igarapava, e foi criado em outra cidade do interior, Nova Europa. Em 1954, mudou-se com a família para São Carlos, onde pôde iniciar sua carreira de cantor, no rádio e em casas noturnas. Em 1958 cumpriu seu ano de serviço militar no Tiro de Guerra Sancarlense e, no início dos anos 1960, foi tentar a sorte em São Paulo, participando de programas de calouros. Foi aí que Jair Rodrigues de Oliveira começou a fazer sucesso. Seus dois primeiros discos, ainda em 78 RPM, saíram em julho de 1962 ela Philips: “Brasil sensacional/Marechal da vitória” e Coincidência/Balada do homem seu Deus”. Mas Jair explodiu de vez em 1964, com o famoso “Deixa isso pra lá”. E acabou sendo contratado pela antiga TV Record, onde apresentou junto com Elis Regina, entre 1965 e 1967, o programa “O fino da ossa” (depois “O fino”, uma vez que Horácio Berlinck, proprietário da marca “O fino da bossa”, deixaria a Record pouco depois da estréia desse musical). É desta época o álbum que o Baú de Long-Playing agora lhe oferece, gravado ao vivo no ntigo Teatro Record da Rua da Consolação em 1966 (três anos depois o teatro se ncendiou e hoje, em seu lugar, estão um banco e uma loja de lustres). O repertório do “Cachorrão” neste disco é bastante variado, repleto de sambas antigos e (então) atuais. Abrindo o disco, um de seus carros-chefes, “Disparada”, de Geraldo Vandré e Théo de Barros, vencedora do Festival de MPB da Record daquele ano, empatada com “A banda”, de Chico Buarque. Em seguida, o samba que dominou o carnaval daquele ano, de autoria de Zuzuca, “Vem chegando à madrugada” ou “Sereno da madrugada”, de Zuzuca, muitíssimo gravado. Tem também Chico Buarque (“A Rita”), Gilberto Gil (“Vem, menina”), Paulinho Nogueira (“Contracanto”), Zé Di (“Deixa como está”), uma composição no ritmo do jequibau, de Mário Albanese e Ciro Pereira, este último maestro de lantão da Record na época, um popurri de sambas da velha guarda (” Louco”, “Emília”, “Fechei a porta”, “Meu fraco é mulher” etc.)… E aqui Jair também mostra o seu lado romântico-seresteiro, entoando à belíssima e jamais esquecida “Chão de estrelas”, de Sílvio Caldas e Orestes Barbosa. Ressalte-se que, entre 1979 e 1981, o cantor gravaria dois LPs só de seresta. Enfim, um álbum-documento precioso para aqueles que apreciam a MPB com MPB maiúsculo. Confiram! Samuel M. Filho |
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| Álbum: O Sorriso do Jair Ano/Gravadora: (1966) Philips P 765.004 P Artista(s): Jair Rodrigues • Gravado no Teatro Record – São Paulo Editado por: GENESYSTUDIO Acervo: E-mail para contato: genesystudio@terra.com.br Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: GENESYSTUDIO |
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Artie Shaw – Orquestras Famosas e Seus Hits “As Big Bands” – LP 4/1 (1973) Textos em Box Artie Shaw nasceu no dia 23 de maio de 1910 e seu nome de batismo é Arthur Arshawsky, filho de um fotógrafo e de uma costureira. Com a idade de 13 anos começo tocando saxofone. Entre 1930 e 1934, atuou em várias formações orquestrais, afastando-se do meio em 1935, retornando em 1936. A partir de 1937 e até 1941, Artie Shaw explodiu como um dos “reis do swing” nos EUA. Reconhecido como um exímio clarinetista, reuniu em sua orquestra futuras celebridades como Billy Butterfield (pistonista), Tony Pastor (sax-tenor), Ray Conniff (trombonista e arranjador), Buddy Rich, (baterista), a cantora Helen Forrest, dentre outros. Passando a gravar para a RCA, em selo Bluebird, estabeleceu grandes sucessos como “Begin the Beguine” num arranjo de Jarry Gray, que era violinista e seu principal arranjador”, “Back Bay Shuffle, “Vilia”, “Star Dust” e outros. A hoje a presenteada vocalista Billie Holyday, tem um registro antológico com a orquestra de Artie Shaw – sua vibrante interpretação para a música “Anny Old Time”. Entre 1942 e 1944, durante a 2ª Guerra Mundial, ele serviu na Marinha dos Estados Unidos, como imediato e tendo como função, dirigir a orquestra da corporação em apresentações no Pacífico Sul. Passou por várias gravadoras americanas – RC, Columbia (CBS), Musicraft e MGM. A partir de 1950 passou para a DECA, hoje MCA, onde gravou “I’ll Remember April”. “Nightmare” prefixo da banda de Shaw, é uma gravação da fase Columbia. De temperamento irrequieto, casou-se várias vezes: as estrelíssimas do passado Lana Turner e Ava Gardner, dentre outras foram suas esposas. Texto em box de: EGÍDIO GRANDINETTI JR – Jornalista e Crítico Musical. |
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| Álbum: Orquestras Famosas e Seus Hits “As Big Bands” – LP 4/1 Ano/Gravadora: (1973) CBS ESPECIAL 600012 Artista: Artie Shaw Acervo: Carlão Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Bom |
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| Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long PlayingCrédito: Carlão | |||||
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POSTAGEM ESPECIAL Agostinho dos Santos – Agostinho Sempre Agostinho (1960) Texto Contracapa Ao invés de falar de Agostinho dos Santos, é bem mais fácil ouvi-lo. Sentir tudo que diz, com meiguice, com ternura, com otimismo. Fácil é sentir-se envolvido docemente, é ver o mundo através da pureza das mensagens que traduz em músicas. Se num teste de associação de palavras fosse mencionado o nome Agostinho, a primeira palavra que se seguiria, sem dúvida alguma seria “estilo”! Mais do que qualquer outra consideração que se quisesse elaborar para defini-lo, é estilo a palavra mais adequada, a que mais fala de todo um complexo de fatores que o levaram até onde está: no alto. Constando esta afirmativa, basta que se anote os títulos dos LPs anteriores da RGE: “Inimitável Agostinho dos Santos” e “Agostinho Espetacular” onde não se recorre a nenhum outro appeal que não seu nome. Agostinho, talvez sem o saber, abriu um caminho dentre as formas usuais de interpretação. Este caminho, de certa forma, preparou a mentalidade do público para a aceitação de novos valores, e, a longo prazo, para uma renovação na música popular brasileira. Foi, certamente, por um desses caminhos, no vasto horizonte “desbravado” por Agostinho, que enveredou e tomou forma o movimento da “Bossa Nova”. A renovação veio. Outros movimentos surgirão e desaparecerão, mas Agostinho-estilo ficará sempre! Sem a pretensão de definir anseios e emoções de um determinado momento, as músicas na sua interpretação falam de sentimentos sem qualquer dependência de tempo ou lugar. É isto, porque é tão natural para ele, ser simples e alegre, como respirar. E é assim também, tão simplesmente, que se afirma… “Agostinho, Sempre Agostinho”. ERI |
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| Álbum: Agostinho Sempre Agostinho Ano/Gravadora:(1960) RGE XRLP 5081 Dados adicionais: Faixas 1 a 6 com orquestra de Waldemiro Lemke e faixas 7 a 12 com conjunto Artista(s): Agostinho dos Santos Acervo:Anonimo Editado por: Anonimo Formato: MP3 – kBit/s: 160 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa do Long Playing Nesta postagem não há Selo Lado A e Selo Lado |
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Chico Buarque – Chico Buarque de Hollanda na Itália (1968) Resenha do Álbum Foi em 1968 que o regime militar endureceu cada vez mais. Esse ano foi marcado por manifestações estudantis e pela Samuel M. Filho |
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| Álbum: Chico Buarque de Hollanda na Itália Ano/Gravadora: () RGE XRLP 5330 Artista(s): Chico Buarque • Gravações realizadas em Roma (Italia) com Chico Buarque cantando em italiano. Acervo: Joaquim Rangel Editado por: Carlão Formato: MP3 – kBit/s: 320 – Áudio: Ótimo |
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Fonte de pesquisa: Instituto Memória Musical Brasileira Fonte de pesquisa: Capa, Contracapa, Selo Lado A e Selo Lado B do Long Playing Crédito: Joaquim Rangel |
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